Revolução Industrial: para quem e para que?

Os avanços tecnológicos abrangidos pela 4ª Revolução Industrial são desenvolvidos pela elite mundial para ela mesma. Mudam a sua forma de viver, geram comodidades, reduzem custos relativos, mas são - em geral - caros e inacessíveis para a maioria da população mundial.

São avanços na ponta ou no cume que não chegam à base. Mas são apresentados  ou "vendidos" como mudanças que afetam todo o mundo. 


Tem um mercado restrito, com impacto reduzido sobre o conjunto total do mercado de trabalho. Na maioria das atividades produtivas o trabalho humano continua sendo mais barato do que o trabalho tecnológico. 


O custo maior não é impeditivo para a elite que busca a modernidade a qualquer custo. Está disposta a pagar mais. Não é o que ocorre com a maioria da população, para a qual o preço é o principal fator de decisão da compra.


A vantagem tecnológica está na produção em massa, em grande escala, próprio para a produção e processamento de commodities. Mas menos vantajosa e aplicável em atividades em unidades de menor escala. 


A produção em escala precisa ser mundial, mas ainda não resolveu satisfatoriamente o problema dos custos logísticos. O que mantém a competividade da produção local para o consumo local.


A vantagem do trabalho humano está no seu custo, o que gera um dilema. Se a remuneração melhorar o trabalhador corre o risco de ser substituido pela máquina ou pela tecnologia.

O principal objetivo das novas tecnologias não deveria ser a suposta redução dos custos pela substituição do trabalho humano. A tecnologia deve ter como principais objetivos, tornar o trabalho humano menos penoso e ajudá-lo a obter maior produtividade. 

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