Um fato auspicioso no combate à corrupção

Embora sem grande destaque na mídia, que está tomada pela cobertura da decisão no "tapetão" das eleições de 2014, jornais noticiariam o cancelamento do contrato da Petrobras com  Ambar, para suprimento de gás.
Ambar é uma termoelétrica do Grupo J&F e teria sido objeto da negociação de Joesley Batista com Rodrigo Louro, para que o Governo determinasse a sua liberação da obrigação de aquisição de gás da Petrobras. Joesley queria poder comprar diretamente o gás da Bolívia, a preços menores que os da Petrobras. Ou o fornecimento  o fosse pelos preços equivalentes. 
Supostamente a J&F teria proposto uma "propina" de R$ 500 mil mensais durante os 25 anos do contrato com a Petrobras, uma vez obtido o seu pleito. E teria já antecipado uma parcela, mesmo que aquele não tivesse se efetivado.
Essa ação corruptiva teria sido confessada pelos controladores da empresa. O que se insere nos casos da "lei anti-corrupção" e transcritos nos programas de compliance da Petrobras.
Face a isso a Petrobras cancelou o contrato. 
Não havia até então, nenhum descumprimento de cláusula contratual. A rescisão foi porque a contratada foi "pega" em práticas contrárias às normas de integridade. 
É o primeiro caso notório de cancelamento de contrato por descumprimento das regras de compliance. O que torna efetiva a lei de integridade ou "anti-corrupção". 
A "lei está pegando".


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