Um país com Estado fraco (2)

Com a assunção dos Governos petistas houve uma reversão do processo de redução do Estado, com a ampliação e fortalecimento da ação direta através das estatais, mas também a ampliação da ação regulatória, com a criação sucessiva de Agências Reguladoras. Não para regular, mas para gerar empregos estáveis, sem necessidade de concurso, muito bem remunerados para abrigar os "companheiros" e "cabos eleitorais".

Por outro lado, mediante benefícios fiscais e financiamentos em condições privilegiadas a determinados setores da economia ou mesmo a determinadas empresas (as chamadas campeães nacionais) consolidou uma cultura de dependência do setor privado ao Estado. 

Paralelamente os Governos petistas criaram ou desenvolveram amplos programas sociais, promovendo a transferência de renda dos contribuintes a grupos economicamente mais vulneráveis. Promoveu um grande avanço social, reduziu a desigualdade entre a classe média e a classe pobre, mas consolidou a cultura de dependência do Estado. E a classe alta seguiu se distanciando. 

Porém dentro desse processo de fortalecimento e ampliação do Estado Brasileiro, esse foi ampla ou inteiramente capturado por grupos privados, voltados para o uso dos recursos do Estado a seu favor.

O processo de captura mas visível foi o das empresas privadas fornecedoras do Estado que assumiram o controle dos investimentos públicos, orientando-os para atender aos seus interesses associados aos dos grupos políticos, num grande conluio.

Esse processo de captura do Estado por interesses empresariais privados envolveu o mesmo grupo político que conquistou o poder, mas com outros grupos empresariais, utilizando principalmente os mecanismos de financiamento público e da concessão de benefícios regulatórios.

(cont)

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