sábado, 31 de agosto de 2013

Suicídio coletivo dos Deputados?

Por que manter um morto-vivo?

Donadon é um deputado morto-vivo ou vivo-morto. Ainda é deputado e o será até o início de 2015, quando encerra o seu mandato. Mas não poderá exercer as suas atividades de deputado, se presenciais, e não poderá votar, pois já perdeu os seus direitos políticos. Votou, seguramente contra a sua cassação e como não podia, o processo pode ser anulado: por vício processual.
Preso em regime fechado, está morto como deputado em exercício. O Presidente da Câmara já decretou a vacância e convocou o suplente para assumir o cargo.
Não receberá os proventos. A sua família terá que deixar o aparamento funcional.
Então porque o teatro de votar a sua cassação, se qualquer fosse o resultado ele estaria "morto" como deputado?
A principal razão alegada era que o Congresso teria que confirmar o seu poder, supostamente constitucional, de dar a última palavra no processo de cassação dos seus pares, não aceitando esse papel do Judiciário. Tinha que dizer "sim senhora". Mas disse "não", mas vai ter que fazer o que ela mandou.
Donadon não foi cassado formalmente, mas efetivamente está cassado.
Outra interpretação, essa da teoria da conspiração, seria para um aviso para salvar, ainda que parcialmente os deputados, condenados à prisão em regime semi-aberto, no processo do mensalão.
João Paulo Cunha, José Genoíno e outros então não seriam cassados, poderiam exercer as suas atribuições durante o dia e se recolher ao presídio à noite. Manteriam os seus proventos e outras regalias, entre elas o emprego de todo o seu gabinete.
Não seriam mortos-vivos, mas semi-vivos ou semi-mortos, tornando a Câmara um cenário para o "walking dead", uma série americana de grande sucesso com os mortos-vivos caminhando pelas ruas. Quem eles vão assombrar? Os eleitores ou os próprios deputados.

Estamos a pouco mais de um ano das eleições gerais e a quase totalidade dos deputados é candidata à reeleição. Dada a reação popular, com os movimentos de rua, por todo o Brasil, amplamente difundidas pela mídia, em todo o território nacional, eles estariam colocando em risco a sua reeleição.

Teria sido um suicídio coletivo? É dificil acreditar que tão espertos que são, se arriscassem tanto, apesar do desprezo que eles tem pela opinião publicada.

A mídia reflete a opinião publicada, que tem um grande poder qualitativo, porém é uma minoria quantitativa. No voto ela perde fragorosamente para a opinião não publicada. Aquela, a publicada, acha que é formadora de opinião e influencia "corações e mentes" daqueles que não leem jornais, revistas semanais e pouco acompanham o noticiário da televisão. Não mais.
Os deputados se assustaram com os movimentos de rua, com a quase invasão do Congresso, mas ao voltarem para as suas bases, teriam constatado que o estrago não foi tão grande. Mantinham o apoio dos seus eleitores, mais preocupados com as pequenas benesses do que com as questões éticas.

A reação foi garantir a eficácia das emendas parlamentares e votaram o orçamento impositivo. O Governo vai emprenhar, mas vai dificultar a liquidação e os pagamentos ficarão para as calendas. E tudo será jogado nas costas da burocracia. A única que entende o que foi escrito acima. O jogo continuará o mesmo.

O mais provável é que tenha ocorrido um acidente. Mesmo os contrários à cassação tinham certeza que que Donadon seria cassado. Então o seu voto não teria importância, seria apenas um entre 500. O problema é sempre o comportamento da massa, em que uma pessoa só não tem importância, mas quando muitos adotam o mesmo comportamento, tomam a mesma decisão, a situação muda.
Os que se ausentaram acharam que o seu voto não teria importância e poderiam ainda dar a interpretação que lhe conviesse.
Mas ao contrário dos que votaram, resguardados pelo sigilo, os ausentes votaram de forma aberta. A interpretação que prevaleceu foi que votaram contra. Foram eles que absolveram Donadon. Só lhes resta justificarem e de qualquer forma perderão votos. A ausência foi pior que o voto secreto.

A estratégia deu errada. Era para Donadon ser cassado, como o carneiro do sacrifício e se salvarem todos. os demais. Para o bem do Brasil, o carneiro escapou e a maldição irá cair na cabeça de todos.

A Câmara transferiu o processo de cassação, agora coletiva, aos eleitores.









sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Os atores desprezados nos planejamentos urbanos

Os planejamentos urbanos focam dois grandes produtores das cidades, o Estado investidor e regulador e os grandes empreendedores imobiliários. Mas tendem a desconsiderar outros  importante atores, alguns incluidos nessa segunda categoria, porém com comportamentos bem distintos: os loteadores populares, em geral, irregulares e a população de baixa renda que, em parte ocupam os loteamentos irregulares, mas na maior parte invadem e se instalam nas áreas "fora do mercado". 
Toda regulação urbana é voltada para os produtores da cidade, de média e alta renda, que devem seguir as disciplinas estabelecidas. Se as licenças e fiscalizações municipais são mais rigorosas, eles seguem as regras e diretrizes estabelecidas, apesar de duas grandes distorções. A mais grave é a burla através da corrupção. A segunda é o lobby para aprovação nas leis do que interessa especificamente aos produtores do mercado imobiliário, apropriando-se dos benefícios e deixando para o Poder Público os ônus. O principal desequilibrio foi institucionalmente corrigido com o instrumento da outorga onerosa do direito adicional de construção. 
O setor imobiliário que, em tese, segue a regulação urbana, no entanto, cuida apenas de uma pequena parte da produção da cidade, embora seja a parte mais visível. Os maiores produtores da cidade são os de menor renda, que só dão atenção à regulação urbana, para identificar as áreas que, em função dela, são tornadas "fora do mercado" ou sem interesse do mercado e do próprio planejamento. Eles ocupam, exatamente, o que os planejadores não querem que sejam ocupados e produzida a cidade. Dai ocorre a chamada "expansão desordenada, por falta de planejamento". Não é por falta de planejamento, mas pela existência do mesmo. Essa população vai ocupar e construir onde a ação pública é fraca e que depois "tem que correr atrás do prejuizo". 
Os planejadores urbanos não descobriram, até hoje, os instrumentos eficazes para disciplinar preventivamente a ocupação da cidade pelos mais pobres. Só estão tomando consciência de que a regulação urbana não disciplina o comportamento dessas pessoas. Por enquanto a única saida é a policial.
A última esperança é que a população urbana vai começar a decrescer e reduzir a demanda por novas áreas e novas moradias. Será possível reduzir e mesmo eliminar o déficit habitacional, porque esse não vai continuar crescendo.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Uma realidade indesejada recorrente

O desabamento de uma obra de construção de uma loja de varejo, de uma rede local, com 8 mortos e vários feridos, alguns em estado grave, trouxe a tona um fenômeno em queda porém ainda recorrente e teimosamente persistente: a imigração de trabalhadores de outros estados para trabalhar na construção civil.
Esse fenômento foi o principal responsável pelo rápido e intenso crescimento da cidade de São Paulo e deixou como sequela o aumento da favelização. Estava em declínio porque as grandes construtoras foram abandonando a prática, pelos riscos legais e os impactos sociais.
Raras são as grandes construtoras que importam trabalhadores de outros estado e mantém alojamentos para eles. Qualquer pequeno deslize pode acabar sendo caracterizado como trabalho em condições similares à escravidão e gerar autuações, cujo prejuizo maior é à imagem.
A cobertura pela televisão mostrou a persistência do fenômeno, com todas as características usuais, só faltando identificar um elo fundamental: o "gato" que recrutou os primeiros trabalhadores no Maranhão e os trouxe para trabalhar naquela fatídica obra.
Depois dos primeiros vieram os parentes chamados por esses, pela existência do emprego. Quando termina a obra ou no final do ano, esses trabalhadores voltam às suas origens para a visita familiar e depois retornam à metropole na espera de novas oportunidades.
Enquanto estão trabalhando estão num alojamento. Quando estão sem o emprego vão para as favelas, esperando pela nova oportunidade.
O crescimento das favelas decorre dos ex-empregados e não de desempregados que vieram de fora na esperança de um primeiro emprego. A esperança é pelo segundo, terceiro ou ate´quarto, quinto emprego. Sempre com visitas à família no interregno ou trazendo a família.
E quem está empregado logo chama os parentes para ocupar as vagas que surgem. Por isso há sempre a formação de grupos familiares nas favelas.
As grandes construtoras deixaram ou reduziram a prática. Não formam mais alojamentos próximos aos seus grandes empreendimentos na região central. Mas a prática continua com pequenas e médias construtoras nas periferias da metrópole. Não por acaso ocorreu na Zona Leste Distante da cidade de São Paulo.
O primeiro momento da tragédia é procurar pelas vítimas, tentar resgatá-las com vida. Vencida essa etapa emerge em primeiro plano a busca dos responsáveis, já em andamento, porém em segundo plano. Poderá surgir ou não, pois há grande interesse em encobrir os processos corruptivos que levaram à ocorrência da tragédia. Os responsáveis se esmerarão em explicações inexplicáveis para tentar encobrir o que é obvio, porém "não contabilizado".

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Presidenta não gerencia

A Presidente Dilma Rousseff tinha a fama de ser uma gerentona. Podia até ter sido, como muitos sargentos mandões e violentos, que conseguem a subserviência dos soldados, mas não conseguem ser bons oficiais e muito mais comandantes.
Tenta conduzir o país, mais com o fígado do que com a cabeça. Está mais preocupada em dar "esporros" em quem não a trata de Presidenta e agora desceu da Presidência para bater boca com um subalterno, com perdão, do ilustre embaixador, de terceiro nível.
Não há como ter ocorrido a operação de fuga do Senador, sem o conhecimento das autoridades do Itamaraty e da Defesa, ambos controlados por diplomatas de carreira.
O Itamaraty, assim como as Forças Armadas estão a favor. A única contra é Dilma. Perdão, e seu escudeiro que quer tomar conta da política externa brasileira, aquele conhecido como "top-top".
Internamente a questão é mais grave do que divulgado e não se resolveu com a saida de Patriota, que já queria ir embora há mais tempo e não encontrava motivo ou oportunidade.
A suspeita de que a Presidente está se tornando precocemente uma "pata manca" está se confirmando com a queda da sua popularidade, apesar da reação recente. Insuficiente para os políticos e subalternos acreditarem na sua reeleição.
Ela já não manda na Administração Federal. Os funcionários já não fazem o que ela manda. Apenas disfarçam e ainda se escondem. Com tantos Ministros dá para esconder. É só escapar do momento de fúria, que ela não tem tempo de dar continuidade, a menos de uma questão pessoal.
Com isso o Brasil vai mal.
Tem no comando alguém que mais vocifera do que administra. Não aceita a realidade.
E ainda faltam pouco menos de 300 dias para a Copa e um pouco mais para as eleições de 2014.
Como o país vai aguentar?

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Tem público de futebol para ingresso popular?

Com a proximidade da Copa 2014, já antecedida pela Copa das Confederações, com a abertura de novos estádios houve uma forte elevação dos preços dos ingressos dos jogos, saindo de uma média em torno de R$ 10,00 no Brasileirão 2012 para quase R$ 40,00. O Corinthians, o time com maior público, vem com um ingresso médio na faixa de R$ 30,00, com o menor preço do ingresso avulso de R$ 50,00. O valor do ingresso médio é puxado para baixo pelas meias entradas e sócios torcedores.
Estava ocorrendo uma "elitização do público" atraindo mais famílias, com mulheres e crianças, dispostas a pagar mais por um entretenimento esportivo.
Percebendo a carência de jogos de futebol de melhor qualidade, de um lado, e do poder aquisitivo, de outro, os principais times cariocas acharam em Brasília uma "mina de ouro", passando a programar parte dos seus jogos no Estádio "Mané Garrincha".
O primeiro jogo da série, levado pelo Santos, contra o Flamengo, em maio, bateu todos os recordes do Brasileirão, alcançando um público pagante de 63.501 e uma renda bruta de R$ 6.948.710,00. O Flamengo programou vários jogos, sendo o mais recente, no sábado, 24 de agosto, contra o Grêmio, ficou no patamar médio dos seus jogos na Capital Federal, 20 mil pagantes. Foram colocados à venda 20.580 ingressos, todos vendidos, gerando uma renda de R$ 951.590,00 com ingresso médio de R$ 46,24. O maior volume foi de meia entrada nas arquibancadas superiores, com quase 10 mil pagantes. O clube conseguiu uma renda líquida de R$ 306 mil e mesmo com a penhora de parte, levou para os seus combalidos cofres, R$ 260 mil.
No mesmo final de semana, Brasília recebeu um segundo jogo, com o Vasco levando o jogo contra o Corinthians para o Mané Garrincha, apesar de ter um estádio próprio no Rio de Janeiro. Já o havia feito no jogo contra o Flamengo em julho, quando vendeu todos os 61.767 ingressos, alcançando uma receita bruta de R$ 4.071.170,00, determinando um ingresso médio de R$ 65,91. Quase 37 mil pagaram o menor valor de R$ 50,00, com meia entrada nas arquibancadas superiores.
No jogo contra o Corinthians teria "vendida" a receita, contra um recebimento firme de R$ 1.500.00,00. Foram comercializados 21.672 ingressos, pouco mais que o jogo de sábado do Flamengo, porém a preços maiores, gerando uma arrecadação de R$ 2.070.800,00, elevando o ingresso médio para R$ 95,55. O maior valor, as cadeiras VIP que deixam o vazio central nas transmissões, foi de R$ 300,00 e o menor de R$ 80,00. Quase 10 mil pagaram R$ 100,00, como meia entrada nas arquibancadas inferiores.
Deduzindo os ingressos promocionais a receita dos pagantes teria sido de R$ 1.733.040,00 para 17.450 pessoas, elevando o ingresso médio efetivo para R$ 99,31, quase cem reais.
Considerando as taxas obrigatórias para o INSS e mais as taxas das Federações o empreendedor, que o Governo de Brasília, não divulga, teria tido, desta vez, prejuízo. Mas teria ganho muito em jogos anteriores.
Apesar dos preços elevados nas arquibancadas superiores, além dos custos da viagem, um grupo de torcedores provocaram tumultos, assustando mulheres e crianças, mostrados pela televisão, podendo afastar as famílias que está se querendo atrair para os estádios.Foi uma falha de segurança.
Com esse processo de elitização do público, com o que pode ser caracterizado como "boutiquização dos jogos"  a dúvida é se haveria público em grande escala para ingressos populares para retornar ao público de massa. Um nível da ordem  de 20 mil pagantes a com ingresso médio em torno de R$ 15,00 provavelmente daria prejuizo ao mandante.
O São Paulo FC, até há pouco o único clube com estádio próprio de grande porte, agora tendo a companhia do novo estádio do Grêmio, em crise esportiva, estando na faixa do rebaixamento para a série B, resolveu promover a atração os seus torcedores, com ingressos mais baratos, alguns a R$ 2,00 para sócio torcedores, no último jogo contra o Fluminense. Dessa vez parece ter funcionado, pois o time conseguiu estancar a série de 11 jogos sem vitória no Brasileirão.
Todos os 55.256 ingressos colocados à venda foram adquiridos, sendo o maior volume o da arquibancada - inteira a R$ 10,00, com 28.013 pessoas. A receita total foi de R$ 658.580,00, determinando o valor de ingresso médio de R$ 11,92, o que reduziu a média anterior de R$ 26,93 para R$ 18,26. Até a 8ª rodada a média de público no Morumbi foi de 10.116 pessoas e de R$ 272 mil de receita média.
Com os preços populares, além de público maior, conseguiu uma receita bem maior, apesar da queda do ingresso médio e ganhos maiores. A sua receita líquida foi de R$ 486 mil, correspondendo a 74% em relação à receita bruta.
Essa situação mostra que, na contra-mão da elitização a popularização deu certo. Seria uma circunstâncias especial?





segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Por que não vai dar certo?


A necessidade existe e não tem sido atendida pelos médicos brasileiros. O diagnóstico está correto, embora embaçada pelo viés corporativo  O remédio já não deu certo uma vez e não vai dar de novo. Não é eficaz e deixa sequelas.
O problema não é a falta de médicos brasileiros. Parece até haver um excesso de profissionais, mas a distribuição geográfica é inadequada e a visão fortemente enviesada pela opinião publicada.
O Brasil tem mais de 6.000 municípios e um número ainda maior de localidades urbanas, muitas no interior deste imenso país, desconhecidas pela população urbana das grandes cidades. São vilarejos, alguns com menos de mil habitantes, desprovidos de tudo, menos de doentes. 
Essa realidade não pode ser vista pelas lentes dos urbanos. A situação dessas pequenas comunidades pobres não pode ser comparada com a periferia das grandes cidades.
Para atender a essa população miserável, há alguns anos atrás Governos Estaduais importaram médicos cubanos. Roraima e Tocantins foram alguns deles. Vieram também alguns médicos para o interior de São Paulo, esses enfrentando situações diferentes das localidades daqueles estados.
Houve o atendimento daquelas populações com médicos formados numa medicina, sem recursos tecnológicos, mais dependentes da competência e experiência pessoal dos profissionais, com ênfase na saude da família e no atendimento primário.
A reação corporativa, associada à ideológica e a insatisfação do Governo cubano fez com que os programas tivessem que ser encerrados, com o retorno compulsório da maioria dos médicos, com família ainda em Cuba. Alguns poucos, já sem famílias em Cuba e com o revalida, ficaram no país, exercendo regularmente a medicina, mas não mais naquelas comunidades, tendo migrado para os centros urbanos.
Com a retirada dos médicos cubanos, aquelas comunidades miseráveis voltaram a ficar sem qualquer assistência, porque os médicos brasileiros continuaram se recusando a ir a elas. É esse o problema que o Governo Federal quer resolver, mudando parte do medicamento, mas mantendo o mesmo, procurando corrigir alguns dos erros ou problemas do programa anterior.
O primeiro problema foi externo. No programa anterior os médicos eram contratados diretamente pelos Governos Estaduais, em cargos comissionados, sem intervenção do Governo cubano, a menos da autorização de saída, com o devido pagamento das taxas. Com o que ganhavam no Brasil, os médicos mandavam a maior parte do seu salário para os seus familiares em Cuba que, com esses valores, conseguiam sair da ilha. Ao perceber isso o Governo cubano determinou aos médicos que retornassem à Cuba, ameaçando represálias contra as famílias. Alguns não retornaram. Por essa razão, no modelo novo, o Governo brasileiro estabeleceu um convênio com a Organização Panamericana de Saúde para a prestação terceirizada de serviços de saúde. Essa subcontrata o Governo cubano que, por sua vez, utiliza os seus funcionários da area de saúde. Os profissionais que estão vindo ao Brasil são funcionários contratados pelo Governo cubano, num convênio de prestação de serviços. 
Como em todos os contratos de terceirização de serviços o contratante, no caso o Governo Federal, paga um valor por serviço por profissional, cabendo ao conveniado o pagamento ao profissional.  Como serviços prestados no Brasil, estão sujeitos à legislação brasileira, com todas as pendências e encargos da legislação trabalhista. A questão da terceirização envolve ainda muitas controvérsias. Ademais há a controvérsia sobre a obrigação do prestador de serviço, mesmo sendo uma organização internacional, como a OPAS, pelas contribuições pevidenciárias.
A questão profissional envolve contradições. O Conselho Profissional quer que o médico revalide o seu diploma. Mas se conseguir poderá trabalhar em qualque local do país regulamente, podendo abandonar as localidades carentes. Para evitar isso o Governo Federal quer que eles trabalhem sem a revalidação do registro, ficando preso ao programa. Essa condição pode ser considerada uma relação similar à escravidão, com o cerceamento da liberdade da pessoa. O Ministério Público do Trabalho terá que intervir para "libertá-los da situação de escravidão", impondo penalidades á OPAS e ao Governo Brasileiro, sem eficácia, porém com tumulto do programa.
A intenção é boa, a doença existe, o diagnóstico está correto, mas o medicamento continua com sérios problemas. As pequenas comunidades miseráveis do Brasil continuarão sem atenção de saúde e o programa gerará sequelas em outras áreas. 

domingo, 25 de agosto de 2013

Linha Verde: Problema atual, solução futura?


A cidade de Curitiba é cortada longitudinalmente pela BR 116 que a liga ao norte a São Paulo, sob a denominação conhecida de Régis Bittencourt e ao Rio Grande do Sul. Os seus entroncamentos com demais rodovias, em direção ao interior ou a Paranaguá, ocorriam dentro da cidade.
Com um grande movimento de caminhões, segregou a cidade, com o seu extremo leste, à direita da "federal" praticamente sem acesso ao centro. Era um grande problema, prejudicando a mobilidade dos curitibanos excluídos. Dai a reivindicação recorrente para a construção do contorno, o que ocorreu por lotes, o primeiro entregue em 1994, mas ainda incompleto. Mas já liberou o trecho urbano, permitindo transformá-la numa grande e larga avenida, conjugando as vias para os corredores de ônibus e as vias laterais para os automóveis. No entanto, o que deveria ser uma via expressa, continua lenta e congestionada em função das travessias em nível, com sinaleiras. A cada esquina formam se congestionamentos, sem tempo para dar vazão aos carros armazenados,  que vão parar no semáforo seguinte. Vivi essa situação numa quinta-feira por volta das 11 horas da manhã e recebi vários depoimentos de moradores que reclamam e dizem evitá-la. Por coincidência (ou não) duas das entrevistadoras da mídia local, que ajudam a formar a ideia de que a Linha Verde ainda é um grande problema, reivindicando a realização das "trincheira" (em outro locais conhecidos como "mergulhões" ou passagens em desnível) para eliminar os cruzamentos em nível, com os "faróis" (segundo os paulistanos).
A nova gestão da Prefeitura, assumida no início do ano, teria parada as obras, por ser contrária a ela, criticando as anteriores, considerando um erro. Agora retomou-as, assumindo a sua necessidade. Porém sem uma linha metroviária, no seu canteiro central substituindo os BRTs. Esses seriam o meio do transporte coletivo. A linha norte-sul do metro de Curitiba seria no eixo mais central, passando pelo centro histórico.
O planejamento de Curitiba adotou e implantou o modelo da cidade linear, com o o adensamento vertical em torno das suas vias radiais, caracterizadas como conectoras, sendo a mais recente a conectora cinco, na direção sudoeste, com a ocupação verticalizada pela famílias de maior renda em Champagnat e que se estendeu para Mossanguê, caracterizada pelo mercado imobiliário como Ecoville onde vários edifícios com vinte ou mais andares estão em sendo ocupados, com alguns ainda em construção ou lançamentos inciais.
O Poder Público, planejou, proveu a infraestrutura e o mercado imobiliário respondeu promovendo a ocupação do entorno.
Esse modelo propicia melhores condições de moradia, para "quem tem" e a facilidade (em termos relativos) de acesso tanto para os usuários dos BRTs, como dos automóveis para a região central, onde estão concentrados os empregos.
A minha vivência prática, numa sexta-feira por volta das 11 horas, percebeu uma grande utilização do BRT pelos jovens, bem nutridos, alguns uniformizados, mas todos com a sua mochila, provavelmente os filhos dos moradores de Ecoville e Champagnat. Os pais, provavelmente, já haviam ido trabalhar de carro. Esses usuários do transporte coletivo, com mais alguns anos se transformam em usuários de automóvel, alimentando os congestionamentos das vias. Grandes campus educacionais estão nos arredores, porém não há ocupação comercial em Ecoville, o que já é intenso no corredor na altura de Champagnat, mas predominantemente de atendimento à população local. Os empregos continuam concentrados na região central.
O que ocorrerá com a adoção desse modelo na Linha Verde. Ao contrário do que se diz e se difunde como impressão, não faltam espaços para abrigar os milhares de população adicional de Curitiba dos próximos anos. Como em São Paulo e outras cidades não faltam espaços físicos ocupáveis, preservando as áreas de risco e de preservação ambiental.
Os problemas reais são dois: o potencial construtivo que depende da legislação urbana e portanto das diretrizes do Plano Diretor e do valor do terreno. Para a população de maior renda, a demanda é atendida pelo aproveitamento maior dos terrenos, o que leva à oferta de edifícios de grande altura, como o que está ocorrendo em Ecoville. Já para a população de baixa renda, a verticalização e o maior coeficiente de aproveitamento não tem sido a solução. Mas é um problema distinto que tem sido inadequadamente considerado de forma misturada com a demanda de média e alta renda.
A Linha Verde não é uma radial, mas uma via estrutural, longitudinal, ao largo do centro. Os seus futuros moradores teriam que seguir por vias latitudinais, no sentido oeste-leste para alcançar a região central, por vias arteriais e sujeitas a maiores congestionamentos. Ou fazer a conexão com as estruturais que dão acesso direto ao centro, como a Avenida das Torres, ora em requalificação, em função da Copa.
Provavelmente não seria a principal opção do mercado imobiliário, que preferirá investir nos entornos das conectoras, incluindo ao norte em Cristo Rei que vai se encontrar com a Linha Verde. No meu "tour" pela cidade não conseguir chegar até la, por restrições de horários, apenas o vislumbrando, porém com a sensação de que já é um subcentro importante da cidade e irá se desenvolver pela condição geográfica.
A outra alternativa é que se planeje e se implante no lado direito da Linha Verde (dentro da orientação sul-norte, que é dos mapas, e agora das fotos do Google, orientado para norte na parte de cima) um centro empresarial, com grande geração de empregos, dentro da concepção da cidade compacta.
Seria um novo modelo de ocupação territorial da cidade, substituindo a cidade linear que prevaleceu nos úlrimos 40 anos, com o Plano Diretor formulado por Jorge Wilheim e implantado por Jaime Lerner e seus seguidores. Curitiba já fez o que muitas cidades querem agora fazer: linhas de BRTs com adensamento verticalizado nos seus entornos, facilitando o acesso aos centros de emprego.
Esse novo modelo se baseia na ideia de aproximação da moradia do trabalho. Mais uma vez é preciso distinguir entre a baixa e a alta renda, porque a solução para cada uma delas é distinta. Para o objetivo de aproximar a moradia do trabalho daqueles que tem ou podem ter carro, é preciso que a legislação urbana permita e o mercado imobiliário implante a ocupação mista, com edifícios residenciais e comerciais próximos ou até mesmo num mesmo edifício.
Isso poderá ocorrer pela dinâmica do mercado. No entanto, muitos governos são tentados a pretender acelerar o processo mediante intervenções diretas que resultam mais em fracasso do que em sucesso. Não são necessários, tampouco convenientes incentivos artificiais, inclusive de natureza fiscal. Uma adequada legislação urbanística, associada à infraestrutura é suficiente.

A cidade compacta não decorre de uma imposição do Poder Público, que não tem instrumento adequados para tal. A sua implantação depende de uma adequada composição entre o planejamento urbano e o mercado imobiliário, com a superação dos preconceitos mútuos.

O papel da Linha Verde de Curitiba


Estive em Curitiba para mais uma rodada do programa Olho no Futuro.
Mobilidade urbana é a principal preocupação da população com relação ao futuro da cidade. Na expressão deles, transporte e trânsito.
A frota vai continuar crescendo mais que a população.
Há várias propostas para enfrentar a questão: a mais em voga hoje é aproximar trabalho da moradia. A segunda é deixar o carro em casa e se deslocar de transporte coletivo. Isso implica em ter sistemas de transportes de qualidade.
Curitiba é pioneira na implantação do sistema de ônibus hoje rotulada de BRT. Mas nasceu em Curitiba e ainda hoje não tem um nome definido. Alguns o caracterizam pelo nome "ligeirinho", mas que é apenas uma das modalidades. Outro como o sistema de tubos.
Curitiba não se limitou a corredores de ônibus.
Planejou, inicialmente, uma estrurua concentrica-radial, com radiais de grandes larguras, diversamente do que ocorreu em São Paulo e outras cidades, onde as primeiras, como a Avenida 9 de julho é extreamente acanhada, e mais recentes como a Av. 23 de maio só tem 3 faixas em cada pista, com a maior parte sem canteiro central.
As radiais em Curitiba, foram projetadas e implantadas com até 10 faixas. A partir dessa configuração, o planejamento urbano adotou uma concepção que prevalece, como dominante, até os dias de hoje: adensamento verticalizado em torno dos eixos, com uma cidade linear e as pessoas tendo à disposição, um sistema de transporte coletivo rápido.
O resultado é que em alguns eixos, o adensamento provocou uma demanda para a qual a oferta do sistema de ônibus não comporta, principalmente nos horários de pico,trazendo a discussão sobre:
  • substituir o sistema atual por meios de transporte de massa, com adoção daqueles de maior capacidade, seja um veículo leve sobre trilhos (VLT) ou o metrô;
  • ampliar e melhorar o sistema atual do BRT;
  • promover a descentralização, com o desenvolvimento de novos corredores, para descentralizar a demanda.
Essas questões mantém os fundamentos de prover à população serviços de transportes coletivos para induzir ou estimular a deixar o carro em casa e utilizar-se do transporte público ou de meios não motorizados.
A concepção alternativa para a estruturação da cidade é sua compactação, aproximando a moradia do trabalho ou do trabalho à moradia. Esse modelo também tem sido caracterizada como o da cidade inteligente.a
Isso muda o eixo das prioridades dos planos: passa-se da busca de melhoria do transporte coletivo para estimular a transferência  do modo individual para o coletivo, damobilidade para os mecanismos para redução dos deslocamentos, ou seja, da mobilidade para não mobilidade, para o não transporte.


sábado, 24 de agosto de 2013

Mudar para salvar o Maracanã


O "elefantão" branco

Por conta das reações das ruas mas, pricipalmente, pelas mudanças nas estratégias dos principais clubes cariocas diante de novas realidades trazidas pela Copa, o Governador Sérgio Cabral resolveu mudar o contrato de concessão do Maracanã: para evitar que se transforme num enorme e magnífico "elefante branco", para concorrer com o Ninho de Pássaro. 
A questão fundamental está na opção entre "elitização" e "popularização", que embora possam ser conciliadas envolvem estratégias distintas.
Para ter o retorno de investimentos e suprir os custos com a operação e manutenção do estádio, a concessionária precisa ter  muitos jogos, grandes públicos e ingresso médio mais alto. Para isso, o menor preço do ingresso tem sido fixado em R$ 80,00, porém com a meia-entrada para crianças, estudantes e idosos, pela metade do valor.
4 jogos mensais representam R$ 320,00, praticamente a metade de um salário mínimo. Não há condições para a frequência desse trabalhador nos jogos, de forma assídua. Tem que reservar para os clássicos, poucas vezes ao ano.
Por outro lado, sem a concorrência da "turba" as famílias estão voltando aos estádios. Sem as torcidas organizadas o risco de conflito é menor.
Para a popularização dos ingressos poderá ser necessário retornar a operação e manutenção do estádio para o Estado.

Diferenças fundamentais


Há carências de médicos nas periferias urbanas, assim como em pequenas comunidades no interior do Brasil. O remédio a ser aplicado não pode ser o mesmo. As razões para a carência são bem diversas.Na periferia das grandes cidades o médico tem que atender a pobreza, mas não precisa morar lá. Um problema grave, porém mais cultural e psicológico é de insegurança pessoal. O que é muito relativo. O "homem de branco" é respeitado e até protegido pelas lideranças das comunidades. O seu risco, no entanto, é não atender ou atender mal os indicados pelas mesmas lideranças. Erro médico, nessas circunstâncias tem um custo muito alto. Mas não é uma questão generalizada.O problema real é o tempo de deslocamento. Com os crescentes aumentos de distância, pela expansão horizontalizada das cidades e os congestionamentos nas vias troncais, o tempo de deslocamento dificulta ou até impede do médico ter dois ou até três empregos. Ele gasta mais tempo em deslocamentos do que em consultas ou atendimento. As suas conquistas passadas de 20 horas semanais tornou-se um obstáculo. A solução é - aparentemente - simples: adoção do tempo integral, regime de 40 horas semanais.   
Como a semana tem 168 horas, para unidades com atendimento 24 horas são necessários, 4,2 médicos por posto.Mas não basta ter médicos. É preciso ter equipamentos, instalações e medicamentos. Numa grande cidade essa questão pode ser resolvida por uma rede hierarquizada, com unidades centralizadoras e de referência.Já, nas pequenas comunidades do interior do Brasil, a carência é total e o médico tem que residir na comuniade ou em local próximo, que pode significar pelo menos 40 quilometros. A concepção do seu trabalho tem que ser diferente. Não cabem especialistas por doença ou parte do corpo humano. Ele precisa ser generalista, trabalhar no conceito da saude da família e como padrão a medicina chinesa. Isso significa trabalhar com o seu conhecimento e com a sua experiência em diagnósitco e tratamento geral, sem a necessidade de equipamentos sofisticados. Isso é contraditório com a carreira. Ele precisa ser experiente. Não pode ser um esudante ou recémformado que precisa do apoio dos sistemas de apoio ao diagnostico e tratamento. A menos que seja muito talentoso no diagnóstico visual, auditivo ou táctil. É uma medicina tratada como arte e não apenas como ciência.Não funciona por imposição, ou por objetivos de renda. Decorrem de decisões voluntárias como forma de vida. São comportamentos missionários.E entra em conflito com o corporativismo profissional.

Imagine na Copa?



Ontem retornando de Porto das Galinhas ao Aeroporto de Guararapes, levamos 2 horas e meia para fazer o mesmo percurso que levamos 40 minutos na ida. Na ida chegando ao Recife por volta do meio-dia, numa quinta-feira, seguindo de van pela BR 101, inteiramente duplicada e depois pela PE- , sem congestionamentos, antes da uma hora já estavamos almoçando, enfrentando congestionamentos e filas apenas no check-in do resort.Já no retorno na sexta-feira, saindo às 16:30 de Porto das Galinhas, por uma PE , evitando a BR 101 que, segundo o experiente motorista, estaria mais congestionada, pegamos a saida de turno de Suape e a rodovia repleta de ônibus fretados e caminhões. Levamos mais de duas horas até o Aeroporto, com o risco de alguns dos passageiros perderem o avião.Porto das Galinhas é um local lindo, com uma bela praia, mas com a apropriação privada do espaço público. A sua orla está inteiramente tomada por resorts, condominios de alto padrão e mansões isoladas, todas cerceando o acesso público às praias. Não está proibido, mas os não moradores ou não hóspedes encontrarão toda série de dificuldades para chegar à praia. É mais um caso de "elitização", que tem reflexo na ou da Copa 2014.Uma grande parte dos turistas que virão para a Copa são de alta renda, que virão por curiosidade, para acompanhar a sua seleção e conhecer as atrações turísticas brasileiras.Os que virão ao Recife, certamente terão preferência por Porto das Galinhas, juntamente com Boa Viagem. Mas os que dão prioridade à comodidade, praia e sol, vindo com a família, preferirão um resort e a escolha prioritária será Porto das Galinhas.O problema é o turista torcedor que deixa a família, em segurança, no resort e toma uma van ou ônibus fretado para ir à Arena Pernambuco. Terá que sair muitas horas antes quando o jogo for durante a semana.Os que ficarem em Boa Viagem, com espírito de aventura, podem se aventurar a ir de metrô até o Terminal e depois ter o risco de fazer o trajeto adicional de quase 4 quilometros a pé.Valerá a pena?

Qual será o impacto sobre a cidade?


A Prefeitura Municipal de São Paulo, seguindo o princípio de favorecer o transporte público em detrimento do individual, está reservando faixas, dentro de várias das principais avenidas da cidade, para o trânsito exclusivo de ònibus. Embora chamados de corredores não tem as mesmas características das que foram implantadas anteriormente, nas faixas á esquerda e com a construção de pontos de embarque e desembarque maiores. São apenas segregação da pista existentes, o que deverá melhorar a velocidade média dos ônibus e piorar para os carros individuais que terão menos áreas de criculação e maiores dificuldades de conversão. Dois podem ser os impactos: um desejável, outro indesejável: o desejável é que haja menor circulação de carros, com a transferência do motorista do automóvel para o transporte coletivo. Isso deverá ocorrer na prática, porém ainda sem elementos para a avaliação do tamanho do impacto. Em alguns casos, como o da Avenida Paulista, um dos indicadores poderá ser a demanda dos estacionamentos. Outra razão para eventual redução de carros na Avenida Paulista será a mudança de trajetos pelos motoristas para evitar os congestionamentos da avenida transferindo os para as demais vias. Porém o impacto mais importante que precisa ser monitorado é a transferência gradual das atividades econômicas das avenidas com a faixa exclusiva, principalmente da Avenida Paulista. Esta foi beneficiada, ainda nos anos sessenta e setenta com as restrições aos carros na área central e já enfrenta a concorrência dos novos polos na Vila Olimpia, Feria Lima, Berrini e agora Chácara Santo Antoninio. Para os novos empreendimentos que estão sendo lançados e construidos deverão mudar muitos dos que estão hoje na Avenida Paulista. Essa continuará sendo uma via simbólica da cidade, mas progressivamente degradada, agora acelerada pela faixa exclusiva.                                    

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