terça-feira, 29 de setembro de 2015

Ajuste fiscal, desemprego e recessão

Diante da crise econômica, o Governo e os economistas, considerados ortodoxos, defendem a política econômica do tripé macroeconômico e assumem que o aumento da taxa de juros é necessário para controlar a inflação, ainda que mediante a contenção do consumo interno. Mas confiam que, com a inflação controlada, restabelece-se a confiança na economia e ela volta a se movimentar, sem inflação, com aumento do consumo, da produção e dos investimentos. A demora nos resultados decorreria da crise política, que obstaculiza ou retarda o ajuste fiscal.

E tem agora mais um problema que são os economistas, considerados heterodoxos, que propõem o fim do ajuste fiscal ortodoxo.

Para eles o ajuste fiscal deve ser feito pelo aumento dos impostos sobre os ricos e rentistas e não mediante corte dos gastos sociais.

Mas não tem medidas concretas para a retomada da produção. Apenas a esperança de que mantidos os empregos, os trabalhadores voltem a consumir e com isso "puxem" a produção. A retomada do consumo seria retomada pela ampliação dos mecanismos de financiamento.

Se debatem dentro do mesmo círculo de giz.  É preciso sair do círculo de giz. Pensar fora da caixa.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

México x Brasil

As multinacionais automobilísticas tem estabelecidas no Brasil e no México as suas bases de produção para suprir o mercado latino-americano.


Ambos os países tem um importante mercado interno, mas para a disputa pelos demais mercados precisam implantar escalas superiores ao seu potencial interno.

Uma alternativa é converter a sua fábrica numa plataforma de exportação, focada inicialmente no mercado latino americano, concorrendo principalmente com os mexicanos.

É o que ocorre com os planos da Nissan, segundo matéria do jornal  o Valor Econômico, de 25 de setembro de 2015, sob o título "Nissan planeja aproveitar dólar alto e iniciar exportações a partir do Brasil".

Essa conversão enfrenta o problema dos índices de conteúdo nacional. Em tese, esses índices devem valer para toda a produção, seja destinada ao mercado nacional, como ao mercado externo.

A exigência do conteúdo nacional faz com que os produtos finais brasileiros percam competitividade nos mercados externos. 

O Brasil tem duas opções, em função da evolução histórica da sua indústria automobilística:
  1. flexibilizar a sua política de conteúdo nacional, com mudanças do seu cálculo, para tornar os produtos finais mais competitivos e viabilizar aumento das exportações;
  2. manter a política atual o que poderá favorecer o ingresso de mais multinacionais de autopeças. Mas também com o risco de que a montadora desista de produzir no Brasil. 

Em qualquer das duas hipóteses a atual indústria de autopeças com grande participação de empresas nacionais está condenada à extinção. Terá o mercado supridor para as montadoras multinacionais tomado pelas importações ou pelas multinacionais instaladas ou que vierem a ser instaladas no país.


As nacionais, como já acontece com muitas delas, terão que sobreviver dentro do mercado de reposição.

sábado, 26 de setembro de 2015

O Papa vai mudar o mundo?

O Papa Francisco é representante dos descontentes com o mundo é hoje.

Que mundo é esse que ele denuncia?  É um mundo desigual, ainda com uma imensidão de pobres, de um lado, e uma minoria capitalista que resiste em mudar as suas práticas para assegurar os seus ganhos.
Um mundo consumista predatório.
Um mundo que está acelerando a destruição do planeta.
Um mundo cada vez mais intolerante que destroi vidas e história.
Um mundo em movimento, com novas levas de imigração, tanto de pobres, como de não-pobres.
Ele tem o poder de mostrar, de denunciar, até de propor. Mas não tem poder de fazer.
O seu poder é pela palavra, pela pregação e pela persuasão. Ele é respeitado e ouvido pelas autoridades.

E tem um desafio  complexo. Ele quer acabar com a pobreza. Tirar os pobres da pobreza. Mas para onde levar os pobres após superar a pobreza?

Para a sociedade de consumo?

Essa é proposta brasileira, hoje frustrada.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Colapso do modelo brasileiro

A crise que estamos passando é a manifestação do colapso de um modelo de vida introvertido e consumista.
O brasileiro médio quer viver bem dentro do Brasil, com acesso pleno a todos os produtos mundiais e poder ainda viajar ao exterior, onde tudo seria mais barato. Pelo menos enquanto o dólar estava baixo.

O brasileiro não quer ficar na dependência das commodities, acha que é preciso agregar valor e exportar mais manufaturados.

Esse grande ilusão está se esfacelando com a crise atual. Agrega valor com a industrialização e não  vende. Por não estar preparado para vender.

Ou o Brasil, muda de estratégia, saindo pelo mundo - não para comprar, mas para vender - ou não sairá da crise. 

O consumismo internacionalizado do brasileiro não pode ser sustentado pelas commodities. Simplesmente porque é insustentável.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Ataque especulativo e defesa aberta

O Brasil e o real estão sendo objeto de um ataque especulativo que irá continuar porque o país está com a defesa aberta e resiste em cobrir o buraco pelo qual os especuladores estão atacando.
O argumento que é usado é a crise política. O que é falso.
A "pergunta que não quer se calar" é porque as exportações de manufaturados continuam em queda, quando deveriam estar "subindo que nem um foguete", no rastro da subida do dólar.
Apesar da recuperação dos preços em reais, os fabricantes não estariam retomando a produção, preferindo ficar na espera, reduzindo o quadro de empregados, por falta de confiança no futuro.

Os produtos industriais precisam ser fabricados, com parte dos seus insumos e componentes importados. 
Eles estariam com medo de importar agora com o dólar caro e na hora de exportar ter um dólar mais fraco.

Com a falta de confiança no futuro, os industriais brasileiros estariam com medo de arriscar. Com medo de produzir mais.

Há o caminho das multinacionais que, diante das novas circunstâncias, poderiam transferir mais produtos brasileiros, agora mais baratos, para outras subsidiárias. 

Como exportação da multinacional é uma decisão centralizada, que decorre a divisão de tarefas definidas pelo centro corporativo, o Brasil fica na espera, em nome da sua soberania.

Enquanto isso os especuladores aproveitam.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

A saída não aceita

A saída da crise econômica não está em aumentar os impostos.

A saída da crise está na retomada do crescimento, com base nos gastos maiores dos trabalhadores, elevando a arrecadação.

Para que os trabalhadores tenham mais renda, precisam ter emprego e melhor remuneração. Para isso é preciso ter mais produção e para quem vender essa produção, com lucros. 

Se com o dólar abaixo de R$ 3,00 a indústria não tinha lucros nas exportações e por isso exportava pouco, o que está esperando para exportar mais?  Ao contrário está exportando menos e demitindo trabalhadores. 

Reduzindo o poder de compra dos trabalhadores e provocando uma recessão ainda maior.

Neste momento, o aumento das exportações dos manufaturados é a melhor e mais viável forma de ter ingresso de recursos externos para irrigar o mercado interno.

O Brasil não pode continuar se enganando com a geração de um superavit comercial, baseado na redução das importações. 

Com isso aceitando a redução também das exportações. 

Isso só interessa aos especuladores que estão aproveitando para jogar contra o Brasil e contra o real.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

A saída para a crise econômica

A redinamização do mercado interno depende da injeção de recursos externos que poderão ser de suas fontes: superavit comercial ou capitais externos.
Os  capitais externos, sejam especulativos como investimentos diretos, tendem a se retrair com a perda do grau de investimento. 
A saída que resta é o aumento do superavit comercial mediante o aumento das exportações, com contenção das importações. 
O importante é que as receitas das exportações sejam usadas para aumentar as compras internas de fornecedores nacionais - sem eliminar a importação do que é mais competitivo - e aumentar o pagamento aos trabalhadores.
Com isso haveria um crescimento da demanda interna, levando os produtores a produzir mais, assim como investir mais.
Porém se esse aquecimento da demanda for antecipado, haverá um efeito inflacionário que pode anular os efeitos positivos. 

A saída é visível, mas caminhar até ela não é tarefa simples. 

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

O fim das doações "compulsórias" das empresas para as campanhas eleitorais

 O primeiro teste da proibição do financiamento empresarial ocorrerá em 2016 com as eleições municipais em mais de 6.000 municípios brasileiros, a maioria de pequeno porte. Consequentemente o interesse empresarial junto às Prefeituras também é de pequenos valores.

Uma situação será das campanhas nas capitais e grandes cidades, onde há um orçamento substancial e também um elevado volume de atividades reguladas pelo Municipio. Mas o problema maior estará nos pequenos municipios.

Haverá uma diferença entre as campanhas majoritárias e as proporcionais.

Os candidatos a vereadores terão que buscar os seus pequenos colaboradores, no geral, pequenas e médias empresas de bairro, que tem interesses específicos, localizados, e precisam do apoio do vereador dentro da Câmara dos Vereadores, ou na relação do vereador com o Executivo Municipal.

Nessa captação prevalecerá o escambo, as reciprocidades e o caixa dois. Sem necessidade de grandes esquemas de lavagem de dinheiro. Serão como pequenas aeronaves voando abaixo da linha do radar.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Uma jogada que pode dar errada

A jogada estratégica era clara: inviabilizar o financiamento empresarial privado para viabilizar o financiamento público. Nesse dominariam os grandes partidos e suas cúpulas dirigentes.
No tempo em que foi lançado, teria dado certo. 
Mas Gilmar Mendes que percebeu a jogada, segurou a bola na defesa. E esperou por mudanças que ocorreram.

O tema é escamoteado por teses falsas, para esonder as razões verdadeiras. 

Abuso de poder econômico, aumento do caixa dois, etc são argumentos usados para viabilizar o financiamento público, tese defendida ardorosamente pelo PT. 

O PT perdeu força, a base aliada se esfacelou, o baixo clero é a favor do financiamento empresarial e a crise econômica não permite criar mais um ônus para o Tesouro Nacional. 

A jogada para viabilizar o financiamento público perdeu oportunidade. 

Terá que voltar à agenda com o novo Congresso, a partir de 2019, eleito sem o financiamento empresarial explícito e o financiamento público restrito (ao que já existe hoje).

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Confronto cada vez mais aberto

O confronto político está se acirrando, com as partes fixando as suas posições e não dispostas a abrir mão delas. 
De um lado a Presidente Dilma, refugiada no seu último bastião  inaugura o pouco que ainda lhe resta, para aparecer. 
Não quer cortar os seus programas e para isso quer um "aumentinho" de impostos.
E aproveita a aparição pública e a cobertura da mídia, para dizer que qualquer antecipação de término do mandato é golpe.

De outro lado FHC sai imediatamente afirmando que não é golpe, mas um movimento natural.

O Congresso, refletindo as manifestações da sociedade organizada não se mostra disposto a aprovar qualquer aumentinho de impostos, por menor que seja. Não antes que Dilma corte o que ela não quer, por menor que seja, também. 


Quanto mais ela persistir em querer aumentar os impostos, maior o aumento da pressão pela saída dela. Se ela não puder manter os seus programas, o que ela tem a fazer no Governo? Para que ficar? 

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Pensar e discutir o futuro do Brasil com os jovens

Os mais jovens não tem problema maiores em pensar fora da caixa, porque eles ainda não foram "encaixotados". É mais fácil para eles verem as coisas de forma diferente. Diferente para nós, mais experientes que já estamos encaixotados. Para eles o normal, o comum. A sua lógica é outra. 

E percebem que estão tentando encaixotá-los já nos bancos escolares. A educação brasileira não os quer ensinar a aprender e a pensar livremente. Que enquadrá-los. Quer que eles aprendam o que os professores sabem. A maioria dos professores tem perspectivas passadas, não futuras.

Mesmo quando surgem inovações, a tendência é também encaixotá-los, regulamentá-los, tratar burocraticamente. Isso está ocorrendo com as "start ups". O entendimento é que são novas empresas, voltadas a produtos inovadores da tecnologia da informação.  Se não for de TI não é start up. 


Estou tentando identificar startups fora da TI, ou mesmo que use a TI, não seja essa a determinante da tecnologia do produto.

O principal elemento de uma startup não é a tecnologia, mas a inspiração, a "sacada": a percepção baseada na intuição. E que pode ser transformado num grande negócio.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Como sair da crise econômica?

O Brasil só sairá da crise econômica através da retomada do crescimento econõmico. 


Não será o ajuste fiscal que irá promover o crescimento. Essa tentativa fracassou, com a perda do grau de investimento. Era o grande indicador da retomada de confiança no futuro da economia brasileira. 
O ajuste fiscal agora depende da retomada do crescimento para aumentar a arrecadação pública, sem aumento de impostos.
A estratégia de empurrar o crescimento através da retomada da produção e dos investimentos nas atividades privadas, está fragilizada, para não dizer inviabilizada.
Resta a estratégia de "puxar" o crescimento através da demanda: consumo interno, exportações e investimentos em serviços públicos. 

O caminho do consumo interno, que foi o principal adotado pelo Governo nos últimos anos está inviabilizado pela necessidade do ajuste fiscal e pelo risco inflacionário.

Só restam os caminhos da exportação e dos investimentos em serviços públicos. Para este último também é invíável a sua realização com recursos públicos, ficando na dependência dos investimentos privados. Mas esses querem taxas de retorno elevados para enfrentar os riscos e o Governo resiste em concedê-las. O impasse está atrasando a efetivação dos investimentos necessários.

 As exportações precisam ser desdobrados entre as commodities e os produtos industrializados. Os primeiros tem a limitação das cotações, operadas por bolsas mundiais e ainda estão em baixa. Envolvem a necessidade de diversificação de mercados, o que é demorado. De toda forma continuam sendo a sustentação das exportações brasileiras.

As exportações de industrializados deveriam subir, com a alta do dólar, mas cairam em 2015 em relação a 2014. Há um mistério a ser resolvido. 

Estou tentando desvendar. Quem tiver pistas, por favor me indiquem.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Fracasso nas exportações industriais

A grande esperança da economia brasileira está numa retomada de crescimento baseada numa dinamização das exportações.
Com a sensível baixa na cotação das commodities, a esperança é depositada na exportação de produtos industrializados, justificados por terem maior valor agregado.
O objetivo das políticas públicas é ampliar o mercado, conquistar novos mercados.
Mas, apesar da "maxi-desvalorização" entre o primeiro semestre de 2014 e o mesmo período de 2015, as exportações industriais despencaram. O Brasil não está conseguindo sustentar as suas exportações nos mercados já conquistados.
As desculpas começam com a crise argentina, que afeta a exportação de veículos automotores. Mas uma das maiores quedas está no setor de maquinas e equipamentos, que teve uma queda de U$ 1,5 bilhão na comparação entre o período de janeiro a agosto de 2015 e o mesmo período de 2014. E as principais exportações se destinam aos EUA, que está com um crescimento baixo, mas com crescimento, diversamente do que ocorre com o Brasil E a queda já estava ocorrendo no primeiro semestre, antes mesmo da crise chinesa.


O Governo e o setor devem explicações  sociedade sobre as reais razões de mais essa frustração. E cabe também aos analistas saírem do "mais do mesmo" para avaliações do que está acontecendo.


sábado, 12 de setembro de 2015

Dilma por Dilma

A entrevista da Presidente Dilma Rousseff ao Valor Econômico revela a economista, com a sua análise  das circunstâncias. E como ela reage a essas: emocional e racionalmente. Com o coração e com a mente.

Os economistas gostam de fazer as suas analises e dizer o que o Governo deveria fazer. A economista Dilma, faz o diagnóstico dentro da sua interpretação pessoal, mas não diz o que o Governo deveria fazer. Diz o que fez, está fazendo ou pretende fazer.

Ao admitir que está em "fase confucionista"  mostra que não aderiu inteiramente à ortodoxia. A ortodoxia seria apenas uma concessão temporária para o retorno da alternativa desenvolvimentista. Deu indícios de que o tempo da ortodoxia estaria se esgotando.

Ela se coloca como uma gestora otimista, em que as "coisas vão dar certo" por que "tem que dar certo".

Ela confia no aumento das exportações, em função da desvalorização do real, em cerca de 50% e nos investimentos na infraestrutura, mediante concessões, pelo setor privado. Mas assume que esses não serão viáveis sem o financiamento público.

As exportações dos industrializados estão em queda, apesar do aumento do dolar.

Nas concessões, funciona a tal fase "confucionista": ela quer o investimento privado, mas submetido à gestão pública. O investidor privado não aceita e pouco participa. 

Ela pretende continuar governando com base em ilusões, que estão se esvaindo a cada momento afetados pelos fatos reais. A sua fase continua sendo confusionista.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

O pior é o empate

A crise brasileira entrou num impasse paralisante, por conta do empate entre as forças políticas.

De um lado a Presidente e o PT querem manter a sua política de uma forte e ampla atuação do Estado, preservando os programas sociais, tanto no aspecto financeiro, como de estrutura administrativa. Recusa e resiste em cortar os Ministros e ministérios para preservar os redutos petistas dentro do Governo, assim como as verbas dos programas sociais. Na falta de recursos, querem aumento de impostos.

Por outro lado o PMDB se posiciona terminantemente contra o aumento de impostos, sem antes ser promovido um grande corte, tanto com a redução do Ministério, como dos programas sociais. E quer assumir os postos chaves do Ministério mais enxuto, reduzindo o papel dos partidos menores que ainda dão um suporte, ainda que insuficiente, às pretensões petistas.


O Brasil só sairá da crise, com a quebra do empate entre as forças. 

A Presidente e o PT estão mais enfraquecidos, mas resistem e "não querem entregar o jogo". Tendem a perder, mas não desistem e prolongam a agonia.

O processo irá caminhar para uma "batalha sangrenta", com muitos conflitos e baixas que será o do impeachment ou a solução mais pacífica, que é o da renúncia da Presidente.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

E agora Dilma José?

A reação de Dilma e dos seus acólitos petistas ao rebaixamento da nota do Brasil poderá ser o oposto do esperado pela sociedade. Mas o "perdido por cem, perdido por mil".
Perdida a nota de "bom pagador", missão principal atribuída a Joaquim Levy, ele pode ser dispensado. 
Assumirá o comando da economia o Guido Mantega II, que responde pelo nome de Nelson Barbosa.
A estratégia já é conhecida. Usar os gastos públicos para tentar animar a economia. "Afrouxar o arrocho fiscal". Os banqueiros e os investidores não gostam. Os industriais e os construtores gostam. Dilma irá buscar reforçar o apoio deles para anunciar a Etapa III do Minha Casa, Minha Vida. Também dos sindicatos, acenando com retomada imediata dos empregos.


Estava ficando claro que as hostes petistas pressionavam por uma mudança na política econômica e que apenas o medo do rebaixamento estava mantendo um impasse paralizante.
O Governo estava jogando na retranca  para evitar um gol do adversário. Tendo levado o gol indesejado, vai sair para o contra-ataque desesperado. "Perdido por cem, perdido por mil".
Pode ser bem sucedido, empatar o jogo e ainda virar. Mas pode levar de goleada. 
O risco maior não é de natureza econômica, mas política. 
Se levar mais um, mais dois gols, ameaçando chegar aos simbólicos sete a pressão será pela renúncia ou impeachment.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Dilma "Churchil" Rousseff ou "Dilma Nora Ney"?

 #inteligenciaestrategicajorgehori

"O sucesso é ir de fracasso em fracasso, sem perder o entusiasmo" Esta frase de Winston Churchil o Primeiro Ministro Britânico, que levou a Inglaterra, junto com os aliados, à vitória na II Guerra Mundial, parece ser o lema da Presidente Dilma Rousseff. 

A "jogada" de transferir os cortes orçamentários para o Congresso foi rechaçada pelo seu suposto (ou ex) principal aliado, o PMBD. Ela mesma terá que cortar o seu programa predileto.

Depois de promessas de milhões de casas, o Minha Casa, Minha Vida, para a baixa renda teve os novos contratos suspensos e os em andamento estão com pagamentos atrasados.

Para viabilizar o programa foram estabelecidos enormes subsídios individuais, que chega a 90% do valor  da habitação, para a faixa I (o equivalente a até 3 salários mínimos).

Com a promessa de desenvolver a etapa III do Minha Casa, Minha Vida, reivindicada mais pelo setor da construção civil do que pelos movimentos sociais, a verba teria que chegar a cerca de R$ 80 bilhões. Tornou-se inviável, mas  acabar com o programa seria acabar com o Minha Casa, Minha Dilma. A última jóia que restou.

Até essa ela vai ter que entregar. Como vai viver na penúria, nos vazios do Palacio da Alvorada? Ouvindo Dolores Duran, entoando "Mi ultimo fracaso"? Ou preferirá Nora Ney em "Ninguém me ama"

Não seria melhor "cair fora"? Ou ela ainda acredita, com entusiasmo, no sucesso como resultado de fracasso em fracasso?

terça-feira, 8 de setembro de 2015

A via aérea nas importações brasileiras

Uma das características da globalização é a integração das cadeias produtivas mediante o transporte aéreo. Supõe-se que a logística aérea é geradora de novos negócios.


Em  2014 o Brasil importou um montante de U$229,1 bilhões. Por via aérea foram U$ 41,6 bilhões, 18% do total. Nos anos anteriores a participação da via aérea ficou em torno desse percentual. No geral não é muito, mas nos principais produtos importados por via aérea, a participação desse modo é muito elevada.

Seis principais categorias de produtos (capítulos na classificação da NBM) dominam as importações, em valor, representando 87% do total. 

Nos medicamentos a participação da via aérea é da ordem de 80%. 


O aeroporto de Guarulhos é o principal terminal de carga
 aérea, porque uma grande parte dela vem nos porões dos aviões de passageiros. Já o movimento dos aviões de carga é dominado por Viracopos.

Transformar a produção agrícola em alimentos para o mundo

A agropecuária brasileira é - sem dúvida - uma pujança, ainda pouco reconhecida pela "cultura urbana". Com um grande potencial de ...