sexta-feira, 30 de junho de 2017

O futuro das relações empregatícias

O cenário mais provável, com a provável aprovação da dita reforma trabalhista é que haja uma substancial redução de demandas trabalhistas. 

A questão maior é sobre o nível de empregos, afetando ademais os níveis de remuneração e as condições de trabalho. 

A "reforma trabalhista" foi "vendida" pelo Governo como uma solução ou medida essencial para mitigar o nível de desocupação no mercado de trabalho.

Mesmo que aumentasse a segurança jurídica e econômica, os empresários - em ação individual - não aumentariam as contratações, sem a perspectiva de vender mais e aumentar a sua produção. 

Agora o mercado de consumo final voltou a se animar, embora não de forma generalizada. 

Com tal reanimação, os empregadores voltarão a contratar mais empegados, ao não ter os mesmos riscos que anteriormente?

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Evitar a Reforma Previdenciária

Duas das mais recentes ações da PGR, sob comando de Rodrigo Janot dão indícios das reais razões que a tem movimentado. Novas ilações da Teoria da Conspiração.

Facção da PGR, aproveitando a receptividade social da sua forte e proveitosa ação contra a corrupção - supostamente - vem atuando para que políticos corruptos não aprovem uma Reforma Ampla da Previdência.

Essa facção mostrou a sua força e foi vitoriosa na indicação da Lista Tríplice. Logo após a votação, a PGR entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a Lei da Terceirização. Com o claro objetivo de influenciar na votação na CCJ do Senado. Pode ter sido o preço cobrado pelos Procuradores do Ministério Público do Trabalho que votaram a favor de Nicolao Dino. 

A isso se soma o fatiamento das denúncias contra o Presidente.  A estratégia é clara. Retardar a apreciação da Reforma Previdenciária. 

Quanto mais o Presidente resistir aos ataques da PGR, mais a pauta do Congresso poderá ficar parada. A apreciação da Reforma Previdenciária seria sucessivamente adiada, levada para 2018.

Ai se espera que, em função das eleições, e da reação contrária de grande parte da população à Reforma, ela seja postergada para 2019 ou para mais adiante. 


terça-feira, 27 de junho de 2017

Os motores (drivers) do crescimento

A economia brasileira conta com 3 motores primários para acionar o seu crescimento.

O primeiro é um motor possante, mas envelhecido e mal mantido, com baixo nível de utilização. É o motor industrial.
O segundo é um motor ainda pequeno, mas em plena movimentação, contemplando as mais modernas tecnologias, mas descendente de um velho motor dos tempos coloniais, com o que carrega todo um conjunto de preconceitos e descrença quando ao seu funcionamento permanente. 
O terceiro, na realidade, é um conjunto de motores, alguns primários outros derivados da força daqueles. Uns tem dinâmica própria, outros dependem das condições geradas pelos demais.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Agricultura 4.0 x Industria 2.0

A produção agrícola empresarial evoluiu tecnologicamente acompanhando as inovações introduzidas pela tecnologia digital, a biotecnologia, as geotecnologias e outras. 

Mercê desses avanços o Brasil é o principal produtor mundial de laranja, de açúcar, o segundo maior produtor de soja e principal exportador. Tem posições relevantes em diversos outros produtos agrícolas.

A agricultura brasileira (a do campo) já alcançou o estágio 4.0, com todas as características dessa nova onda ou revolução: alto uso da tecnologia, redução do uso da mão-de-obra, alta produtividade e mega escalas.

Em contrapartida, a indústria brasileira ficou estagnada no estágio 2.0. 
A sua produção ainda é predominantemente baseada no modelo fordista da linha de produção. Com baixo nível de automação - fora algumas exceções - e baixa produtividade dos fatores. Ainda é empregadora, em função dessa baixa produtividade. As escalas de produção que podiam ser grandes quando da implantação, hoje viraram pequenas, em função dos novos padrões estabelecidos pela indústria chinesa. 

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Demanda 4.0


O que a 4ª Revolução Industrial irá gerar de mudança significativa na vida das pessoas? Será o robô? O que a Internet das Coisas irá afetar o modo de viver? Ou será o barateamento de coisas que hoje já existem, mas são pouco acessíveis à maioria das pessoas, em função do seu custo?

A proposta japonesa para a sociedade 5.0 traz algumas dicas, em função do envelhecimento da população. A questão levantada não é apenas a inversão da pirâmide etária ou a previdência social. Mas também, o que esses "velhos" ou "jovens idosos ou idosos jovens" irão fazer com o seu tempo, já que não tem que ou não precisam utilizá-lo para trabalhar?


Ou seja, um dos maiores problemas futuro da humanidade é adequar a forma de viver com o chamado tempo ocioso? E como a tecnologia, as inovações ajudarão a ajustar a vida dessas pessoas? Para que eles não pensem em abreviar uma vida fisicamente possível, mas monótona, repetitiva, sem desafios e com poucas alegrias.

Atender às demandas futuras, algumas delas ainda nem percebidas, deverá ser o foco das inovações.

O avanço da 4ª Revolução Industrial não irá ocorrer sem uma Demanda 4.0.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Ganhar perdendo

O desenrolar da apreciação da Reforma Trabalhista confirma a suspeita de que não foi descuido, mas intencional a derrota na Comissão de Assuntos Sociais.
Se o objetivo do Governo é não retardar demais a aprovação da Reforma Trabalhista que dá como certo em plenário, não lhe interessa deixar a oposição agir para travar o máximo possível a tramitação.
Como tentou e conseguiu parcialmente ontem na Comissão de Constituição e Justiça.

A oposição no Senado, liderado pelo Senador Lindbergh já anunciou publicamente que o objetivo é retardar o processo, uma vez que considera improvável derrotar em plenário, com a manutenção de Temer como Presidente.  O atraso seria dentro da perspectiva de queda do Presidente.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Vitória de Renan

O resultado desfavorável no processo de apreciação do projeto da Reforma Trabalhista, mais um vez, não é o que parece à primeira vista.
Indubitavelmente foi uma vitória a ser comemorada pelo PT e pelos opositores da reforma. Mas não devida a eles. Foi manobrada por Renan Calheiros que ainda procura mostrar poder e sua aproximação com o PT de Lula. Com vistas à sua reeleição e a de
seu filho em 2018.
Aproveitou a ausência do Senador Sergio Petecão e com o voto de dissidentes que seguiram a sua orientação, derrotou Romero Jucá, Marta Suplicy e, indiretamente, Michel Temer. 
Foi um claro descuido do Governo. Ou teria sido mais um lance estratégico? 

terça-feira, 20 de junho de 2017

Me engana que eu gosto!

O Presidente Temer está sob forte pressão, com vários riscos de ser desalojado do poder.
Acredita, como muitos outros, que só a melhoria da confiança dos agentes econômicos e a reanimação da economia lhe dará fôlego para completar a caminhada pela precária pinguela.
E ele deve ter pedido: me arrumem uma agenda positiva!!!
Ai não faltam bajuladores ("puxa sacos" em linguagem popular), sem criatividade, para propor "agendas positivas". Para restabelecer ou reforçar o nível de confiança do "mercado". 
Voltam a repetir o modelo fracassado e ultrapassado do PAC, dando-lhe nova roupagem. Já colocamos aqui que o tal "Avançar" é um retrocesso, uma volta ao passado que gerou a crise atual.


O lançamento do Avançar com volumes inflacionados de investimentos para os quais a União não tem recursos não irá melhorar a confiança do mercado. Ao contrário irá aumentar a desconfiança, com o receio de maior intervenção do Estado na economia.

E paira sob a cabeça dos empresários o medo maior: de que o Governo para financiar o suposto Avançar, queira aumentar os impostos. 

segunda-feira, 19 de junho de 2017

O auge do patrimonialismo. Será também a sua queda?

O patrimonialismo brasileiro, isto é, a captura dos poderes e recursos públicos pelos detentores do poder, em benefício próprio ou partidário, não é novo.
Mas foi amplamente expandido e institucionalizado como "modelo de governo" pelo PT. 
Para sua viabilização aceitou as facções do PMDB como sócia. Para o caso específico do "petrolão", teve que aceitar o PP como sócio, por ter sido esse o "inventor" do esquema.

A Operação Lava-Jato destroçou o PT e deu margem a um "golpe parlamentar" para tirá-lo do comando do esquema e ser assumido pela facção do Michel. O qual continuou com a espúria PPP com o grupo Friboi.

Esse, para tentar estancar o mecanismo e sobreviver, associou-se a um "golpe judicial" para retirar do poder a "facção criminosa" que nele se instalou.

Ainda que não consiga, foi um "golpe arrasador" no patrimonialismo. 

A questão agora é saber se o patrimonialismo será inteiramente extirpado da política brasileira, ou retornará mais à frente? Até fortalecido. 

sexta-feira, 16 de junho de 2017

O destroçamento do PMDB em 2018

O PMDB vai ser destroçado  nas eleições parlamentares de 2018. Como foi o PT em 2016.
Nem a permanência de Temer na Presidência, a aprovação das reformas e a recuperação da economia serão suficientes para evitar o desastre. 

A esta altura dos acontecimentos, ninguém quer ter a sua imagem ligada a um Presidente, sabidamente corrupto. 

O que ainda o mantém no Poder é a conveniência de aprovar as reformas, manter a política monetária e - supostamente - promover a retomada do crescimento econômico.

A cada dia que passa, fica evidente que a economia seguirá a sua rota de recuperação, infensa à crise política. 

O Brasil não inova, nesse sentido. O mesmo ocorreu na Itália, com a Operação Mãos Limpas, a reação dos políticos, a eleição de Berlusconi e enfraquecimento político. A economia italiana resistiu a todos os trancos.

O PMDB conta hoje com a maior bancada dentro da Câmara. Poderá voltar à mesma, em 2019 como um partido nanico. 

quarta-feira, 14 de junho de 2017

A crise do mercado de luxo

O comércio em geral vem apresentando melhoras. Os índices globais do comércio varejista indicam melhora.  Em São Paulo, o comércio de rua estava cheio às vésperas do dia dos namorados. Em contrapartida, os shoppings de luxo, vazios.
O comércio de luxo ainda está em crise, com perspectivas de piora. 
O comércio de luxo tem sido movimentado e dinamizado por dois fatores, ora em decadência.
O primeiro é a corrupção. Grande parte dos valores da corrupção, quando dirigida a benefícios pessoais, é gasta no comércio de luxo. Ou era.

O segundo fator é que a maioria dos ricos que gastam, eles próprios ou seus familiares, no mercado de luxo, são rentistas, que usam o rendimento das suas aplicações.
Esse rendimento caiu muito, com a redução da taxa de juros.  A renda disponível para gastos, vem caindo, com perspectivas de continuar caindo. 

Para eles e para o mercado de luxo, as notícias de que o Banco Central vai continuar reduzindo as taxas, até mantendo corte de 1% a cada sessão, são péssimas. 

O mercado brasileiro de luxo vai ter que se reinventar, depois da Lava-Jato e de Ilan Goldfajn. 

terça-feira, 13 de junho de 2017

Ajuste no mesmo modelo de negócio

As decantadas reformas trabalhista e previdenciária, como propostas e ora em discussão, são ajustes no atual "modelo de negócios" do Brasil, que está em crise hà muitos anos. A recessão dos dois últimos anos apenas evidenciou a decadência do modelo. 

Cabe  tentar salvar o modelo atual, ou substituir esse modelo por outro mais dinâmico e sustentado? 

A dita reforma trabalhista é apenas um ajuste na regulamentação das relações de trabalho estabelecida para acompanhar a industrialização brasileira, baseada no modelo fordista, ou seja,  2ª Revolução Industrial.

A economia é outra, o mercado de trabalho é outro e a reforma trabalhista é vista uma medicação para a revitalização do modelo. Mas poderá ser apenas um prolongamento da sobrevida desse.  Ainda não é uma reforma para ajustar o mundo do trabalho à 4ª Revolução Industrial.

De toda forma, a reforma trabalhista, ora em discussão, só afeta menos da metade da força de trabalho brasileira. Afeta diretamente algumas organizações, como os Sindicatos (tanto dos empregados, como dos empregadores) e a Justiça do Trabalho. Mas tem impacto reduzido em relação à macroeconomia e o mundo do trabalho, como um todo.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

A absolvição da Justiça Eleitoral

A principal absolvição da "vergonhosa" decisão do colegiado do TSE, não foi da chapa Dilma-Temer.
Foi da própria Justiça Eleitoral que por sucessivas condescendências propiciou a montagem e expansão da maior e mais escancarada lavanderia de dinheiro sujo para alimentar campanhas eleitorais. E até mesmo enriquecimentos pessoais, pelas "sobras de campanhas".
A lavagem não ocorreu apenas nas eleições de 2014, mas ai foi o auge do modelo usado amplamente com as sucessivas homologações da prática pela Justiça Eleitoral. A qual verificou e aceitou as documentações de prestação de contas, sem nunca indagar se a origem era legal?

O relator do processo de impugnação da diplomação da chapa Dilma-Temer teve  a oportunidade de redimir a Justiça Eleitoral, trazendo a público os detalhes dessa mega-lavanderia. Porém preferiu se ater ao Caixa 2. Sem trazer grandes novidades em relação ao que a Operação Lava-Jato já apurou e mostrou ao público.

Foi a forma de não entrar em maiores detalhes sobre porque  a Justiça Eleitoral falhou, por omissão ou por ter sido enganada ao longo de muito tempo. 

Será que só ela e os índios não conectados da Amazônia não sabiam que as doações legais das grandes empresas, nada mais eram do que uma simples operação de lavagem de dinheiro? Sem grandes sofisticações, mas em imensos volumes. Por que ela foi leniente? Por que nunca investigou em profundidade? 


sábado, 10 de junho de 2017

Estratégia mal sucedida

Herman Benjamin se preparou bem. Em plenário foi um grande lutador, mas foi derrotado por uma falha estratégica.

No afã de usar o notório e sabido publicamente descuidou do processo judicial, por onde os adversário acabaram marcando mais gols. Pode ter o consolo de perder, com dignidade. E ser ovacionado pela platéia, formado preponderantemente pelos adeptos ou favoráveis à erradicação da corrupção.

Mas perdeu o jogo. Por falhas estratégicas. 

A petição inicial, promovida pelo PSDB, questionava o uso de doações legais da Odebrecht e empreiteiras. Ou seja caixa 1, mas com abuso de poder econômico.

Foi ai que Benjamin cometeu a falha. As investigações adicionais eram necessárias para comprovar como essas doações legais se constituíam em abuso de poder econômico. 

Estava na origem dos recursos. Superfaturamento em obras "arrumadas" pelo então Governo Dilma, continuando o que foi montado durante o Governo Lula. Com muita comprovações.

Mas ele preferiu um caminho supostamente mais aceito. O de buscar o Caixa 2 para comprovar a existência de corrupção. Deu margem aos adversários que estavam esperando uma brecha para chegar ao gol e acharam. Deixado por falha do relator. Por que ele preferiu montar o jogo para a platéia e não para o campo. 

Teve a grande oportunidade para um trabalho didático contra a corrupção. De como a propina foi lavada oficialmente pela transformação em doação oficial? E como foi aceita, ao longo de muito tempo, como normal e legal pela Justiça Eleitoral.

Ela, na prática, foi cúmplice - embora envolvida - dos procedimentos supostamente legais das organizações criminosas. Ela deu o aval às práticas. E nunca buscou se aprofundar na pesquisa ou investigação das origens dos recursos doados legalmente. Teve a oportunidade de desvendar, mas preferiu o caminho popular. Perderam ele e a sociedade brasileira. 

Lamentável, lamentável. 

É fundamental reconhecer a realidade dos fatos e não ter visões emotivas que acabam sendo vencidas. Com perda de oportunidades históricas. Como a desta semana.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Um fato auspicioso no combate à corrupção

Embora sem grande destaque na mídia,  jornais noticiariam o cancelamento do contrato da Petrobras com  Ambar, para suprimento de gás.
Ambar é uma termoelétrica do Grupo J&F e teria sido objeto da negociação de Joesley Batista com Rodrigo Louro, para que o Governo determinasse a sua liberação da obrigação de aquisição de gás da Petrobras. 
Supostamente a J&F teria proposto uma "propina" de R$ 500 mil mensais durante os 25 anos do contrato com a Petrobras, uma vez obtido o seu pleito. E teria já antecipado uma parcela.
Essa ação corruptiva teria sido confessada pelos controladores da empresa. O que se insere nos casos da "lei anti-corrupção" e transcritos nos programas de compliance da Petrobras.
Face a isso a Petrobras cancelou o contrato. 
É o caso notório de cancelamento de contrato por descumprimento das regras de compliance. O que torna efetiva a lei de integridade ou "anti-corrupção". 
A "lei está pegando".

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Um novo clássico! Agora no Tapetão!

Um jogo complexo está sendo agora decidido no tapetão: vermelho.
Em 2014 houve uma disputa eleitoral, essa no campo real, com os votos de cerca de 100 milhões de eleitores. Ganhou a chapa Dilma-Temer e a derrotada de Aécio pediu o cassação da diplomação alegando abuso de poder político e econômico.
Agora a decisão está em curso do Superior Tribunal Eleitoral, com uma substancial mudanças de lado. 
Com todas essas mudanças, o julgamento que está sendo acompanhado ao vivo pelo televisão, é apenas um grande teatro, num primeiro momento, muito monótono, onde a disputa se transfere da disputa inicial PT/PMDB x PSDB para um confronto de protagonismos e vaidades entre Gilmar x Benjamin. 
Benjamin se preparou muito para não ser "esmagado" por Gilmar e passou incólume nos dois primeiro dias, com apoio de Luis Fux e do próprio Gilmar. Usou as argumentações anteriores do próprio Gilmar Mendes para embasar as suas colocações e conclusões. 

Armou-se bem, mas deixou flancos e vai levar gols no contra-ataque. Ou por bolas lançadas atrás do defensor. 
O jogo não vai acabar logo. Vai para a prorrogação e poderá ser definido nos pênaltis. 
Com as torcidas de cada lado. Apoiando um ou outro.
Com ampla repercussão pela mídia. 
E a opinião publicada, hoje, sabe mais os nomes dos juízes do tapetão do que dos jogadores. 
Mas será apenas mais um grande espetáculo efêmero, pouco inteligível, cheio de firulas jurídicas, como foi o julgamento do mensalão. 

A economia sofre com a crise política?

A crise política é uma crise de Brasília. Quem vai sobreviver? Quem vai assumir um Governo, sem poder.

E a economia real? Vai sofrer com essa indefinição. Com essas incertezas? 

O agronegócio está mais preocupado com as variações do preço da soja em Chicago e do dólar.

Colheu uma supersafra de soja, que ainda está em grande parte estocada, esperando por melhores preços. 

Mas o agronegócio continua se movimentando e quem ficar esperando vai ficar "vendo navios". Sem carga. E pode perder dinheiro. Vai impactar o PIB do segundo trimestre, ora no seu último mês, mas ainda com indicadores favoráveis na economia real. 

Já os que vivem na economia financeira, vão continuar sofrendo. Procurando pelas notícias negativas. E os consultores econômicos também. Passaram a viver das previsões catastróficas e agora tentam sustentar a suas pos-verdades.

Infelizmente, para eles, até as vendas internas da indústria automobilística melhoraram. 

As multinacionais do setor não estão à espera da solução da crise política. Dizem e até praticam as estratégias de longo prazo. Para quem não está "amarrado" em Brasília e em 2017, não vai ficar esperando por 2018 ou 2019. 

A preocupação com as reformas é mais subjetiva do que objetiva. Se passar tudo bem. Se não passar inteiramente, poderá passar em 2019.

O risco a ser considerado é a pretensão das atuais autoridades econômicas em aumentar os impostos para cobrir os "supostos" déficits da Previdência. 

E com Temer ou sem Temer. Com a continuidade ou não de Meirelles e sua equipe, a ameaça de aumento da carga tributária continuará.

A grande ameça que continua existindo, com Temer ou sem temer, é que o Governo queira apelar para o aumento dos tributos para pagar o "rombo" da Previdência.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Brasil: uma categoria estatística

A consolidação estatística dos múltiplos dados da realidade, como a da apuração do Produto Interno Bruto (PIB), dá margem a simplificações e análises equivocadas sobre o que acontece realmente na economia brasileira.

Rigorosa e tecnicamente a economia brasileira esteve em recessão a partir do primeiro trimestre de 2015. Não só o índice global apresentou decréscimos sucessivos, como todos os setores integrantes tiveram decréscimos. 

A agropecuária teve altos e baixos. Saiu de uma recessão para uma retomada do crescimento que deverá seguir pelos dois trimestres seguintes em função da super-safra. Deverá fechar o ano com uma variação positiva superior a dois dígitos. E seu crescimento deverá sustentar, pelo menos a estabilidade da variação do PIB. O agronegócio, considerando toda a cadeia produtiva deverá promover a retomada do crescimento, contribuindo para o crescimento industrial, graças à agroindústria e o próprio comércio, pela irrigação de renda para as compras familiares. 

O setor que continua em recessão, é o de intermediação financeira. Acumula resultados negativos de -0,83% em 2015 e -2,76% em 2016. E já aumentou a evolução negativa no primeiro trimestre de 2017, para -3,44%.

Desconsiderando esse setor,  a economia brasileira não só saiu da recessão, como já superou o estágio da estagnação para a alcançar o de crescimento.

O que está freando um crescimento mais forte é o setor financeiro. O que pode ser interpretado como ruim, porque está afetando os resultados globais do PIB. Mas também pode ser interpretado como bom, uma vez que não estaria onerando os setores de produção material com os custos financeiros. 

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Uma disputa de protagonismos. Ou de vaidades

A atual crise política foi deflagrada por uma disputa de protagonismo histórico entre duas importantes personagens atuais dentro da História do Brasil.
Rodrigo Janot quer passar para a história como o Procurador Geral que desbaratou a corrupção no Brasil, derrubando 3 Presidentes da República, centenas de parlamentares, os maiores empresários brasileiros e até, se conseguir, Ministro do Supremo
Tribunal Federal. 
Tem pouco tempo para isso e ademais a sociedade não o vê, como o principal mentor da Operação Lava-Jato que, será o processo que passará à história. Para a sociedade atual e para os historiadores futuros, Operação Lava-Jato será indissoluvelmente ligado à figura do jovem Juiz de 1ª Instância, Sérgio Moro. Janot corre o risco de passar a figura menor, a mero coadjuvante dentro da história brasileira de combate à corrupção.
Por isso para ele é fundamental e urgente derrubar e conseguir mandar para a cadeia a atual Presidente Michel Temer. O qual também tem pretensões de ser um protagonista histórico. Quer ser reconhecido pelos pósteros como o Presidente que recuperou a economia, após a mais longa recessão causada pela má gestão petista ao longo de 13 anos. 

É nessa disputa por protagonismos históricos que se dá a crise política, afetando todo o Brasil. 

An even lower GDP than it could be expected for.

The first-quarter growth of the economy related to the previous one, breaking a process of successive reduction during eight quarters, was lower than it could be, despite pessimistic estimates coming from a lot of analysts.

The effect of the record crop of grains has been neglected due to the low participation of the agricultural and livestock sectors in the GDP. These sectors grew 13.4%compared to the previous quarter and 15.2% compared to the same quarter of the prior year. 

The growth in the first quarter of 2017 compared to the previous one is, therefore, less relevant than the comparison of the same quarter of the previous year. The significant issue is the 15.2% growth, increasing the share of agriculture close to 6% into GDP.


The main downwards change was due to the services sector, commerce included, result of the continuous household consumption retraction.

The relevant data on the results of the services was due to the continued decline of the financial intermediation sector. This data suffered a decrease of 1.17% in comparison with the immediately preceding quarter, being the seventh consecutive, and presents a loss of 4.0% as compared to the same quarter of the previous year. Nevertheless, it maintains a higher share of the GDP than the agriculture and livestock. In the first quarter of 2017, its share of the GDP was 7.42%, higher than the 5.82% of the agriculture and livestock.

It is so not strange that the analysts who live daily with this retraction are more pessimistic, distrusting of the numbers of the agriculture and livestock. It is your world in which you are in major crisis and has been pulling GDP down, since the second quarter of 2016, when Temer took over the Government, bringing with Meirelles and Ilan, a drop in the financial intermediation sector that involves banks, brokerage firms and others, has been falling more than GDP.

The fall of the financial intermediation sector that involve banks, brokerage firms and others keep falling more than the GDP. The sector would have reason to be unsatisfied with Temer and the monetary policy of the hid government.


In a mere account, the figures say that agriculture record crop only did not impact more positively the GDP evolution, because it was eroded by the fall in the financial intermediation activity.

sábado, 3 de junho de 2017

De protagonistas e atores

Estamos enfrentando dentro do Brasil uma crise política e uma crise econômica. Essa realidade, no entanto, acaba sendo caracterizada como uma crise política e econômica do Brasil. Tomar o Brasil como unidade é uma simplificação de análise, principalmente, de quem o vê fora do país. 

A realidade é que as crises impactam e afetam as vidas e decisões pessoais. A crise política envolve a decisão de um pequeno número de pessoas que são os políticos. Não afeta diretamente a maioria da população, tampouco dá a ela poder de decisão. Embora haja o movimento pela eleição direta. Que aquela minoria não deseja que ocorra. Como é ela que detém o poder, a eleição direta é apenas um sonho, com pequeno apoio popular. 

Já a crise econômica afeta e sua evolução depende da maioria ou da totalidade da população. No modelo econômico brasileiro, o principal motor da economia é o consumo das famílias. Se essas passarem a consumir mais, a economia irá crescer. Se se mantiverem retraidas, por várias razões, a economia continuará regredindo. Mas também se consumirem demais irão recrudescer a inflação e voltarão a consumir menos, determinando nova retração. 

Mas não são as únicas protagonistas do processo. Os ofertantes dos produtos poderão agir no sentido de impulsionar as suas vendas, com aceitação pelos compradores. E os investidores poderão fazer investimentos em infraestrutura, voltados para resultados difusos e a longo prazo e não vinculados às vendas imediatas.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Um pibinho mais fraco do que esperava

O crescimento da economia no primeiro trimestre em relação ao anterior, quebrando um processo de redução sucessiva, ao longo de oito trimestres, foi menor do que poderia ser, apesar das estimativas pessimistas dos principais analistas.

Foi puxado pelo setor agropecuário que cresceu 13,4 % em relação ao trimestre imediatamente anterior e  15,2% em relação ao trimestre do ano anterior. Juntamente com a extração mineral, graças à recuperação da produção de petróleo & gás, evitaram que o PIB voltasse a ficar negativo. 

Mas os serviços ficaram praticamente estagnados, com a continuidade de retração do setor de intermediação financeira. Teve uma queda de 1,17% na comparação com o trimestre imediatamente anterior, sendo a sétima consecutiva, e apresenta uma perda de 4,0% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Não obstante, mantém uma participação no PIB superior ao da agropecuária. No primeiro trimestre de 2017, a sua participação foi de 7,42% bem acima dos 5,82% da agropecuária. 

Não seria por outro motivo que os analistas que vivem diariamente com essa retração sejam mais pessimistas, desconfiando dos números da agropecuária. Não comemorem o crescimento do PIB, tampouco vejam um crescimento sustentado.

É o seu mundo que está em crise maior e vem puxando o PIB para baixo. Desde o 2º trimestre de 2016, quando Michel assumiu o Governo, trazendo consigo o Henrique e o Ilan, a queda do setor de intermediação financeira que envolve bancos, corretoras e outros,vem caindo mais que o PIB. O setor teria razões para estar insatisfeito com Temer e a política monetária em seu governo. 

Em conta simples, os números dizem que a supersafra agrícola só não impactou mais positivamente a evolução do PIB, porque foi desgastada pela queda da atividade de intermediação financeira.  

Os sob maior risco de não reeleição

O terceiro bloco ou grupo dos deputados federais eleitos pelo Rio de Janeiro é daqueles que mesmo com menos de 50 mil votos individuais, for...