segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Trabalhador não está votando em trabalhador

A partir da constatação numérica de queda da bancada sindical no Congresso Nacional, o que resultou na derrota da visão dos trabalhadores na Reforma Trabalhista, procuramos entender por que os trabalhadores estão deixando de votar nos líderes sindicais.
O trabalhador aspira a melhoria da sua qualidade de vida, em todas as dimensões. Não apenas durante o seu trabalho dentro da empresa, ou nas relações de trabalho com os empregadores, com os próprios companheiros e outros agentes intervenientes.
Essas aspirações transcendem o emprego, envolvendo as condições de locomoção entre "casa-trabalho-casa", seja no tempo gasto, como na qualidade dos serviços, as condições de moradia, as condições de alimentação e saúde, incluindo as condições do clima, o acesso ao consumo e outros elementos da sua vida cotidiana.
Os sindicatos como a principal instituição de associação dos trabalhadores não os atende, por não terem conseguido ultrapassar os portões das fábricas e de outras portas. Continuam presos às relações de trabalho dentro da empresa, sem cuidar dos demais interesses e aspirações dos trabalhadores. Inclusive dos trabalhadores por conta própria.
Por permanecerem nesse âmbito restrito, os líderes sindicais perderam os votos dos trabalhadores, canalizados para outros candidatos que propõe ou prometem cuidar das demais dimensões da vida do trabalhador. 



sexta-feira, 27 de julho de 2018

De cima para baixo ou o inverso?

A campanha eleitoral pela televisão é um processo de convencimento do eleitor pelo discurso e imagem, caracterizando-se por ser de cima para baixo. O candidato a Presidente influenciaria o voto do eleitor para os demais cargos. 
O principal risco do candidato é desperdiçar o seu tempo, tentando converter os convertidos. 
As eleições de 2018 vão ser decididos pelos "não convertidos", caracterizados nas pesquisas ou análises como indecisos ou indefinidos. 
Os que tem pouco tempo não terão oportunidade para o discurso: só a imagem, o que dependerá do seu carisma pessoal.
Os com mais tempo tendem a desperdiçar os recursos.
O processo principal de conquista dos votos dos eleitores não convertidos será de baixo para cima, a partir das bases locais, mediante a mobilização das lideranças locais e do "exército" de cabos eleitorais.
Apesar da limitação de recursos que restringirão o tamanho desse exército e as eventuais "compras de votos", as bases locais que tem o contato direto com  o eleitor serão o decisivo no sentido de influenciar o voto desse. O eleitor não convertido ou indeciso será influenciado de forma objetiva na figura de uma lista de todos os votos que ele deve marcar na urna. A tal "colinha". 
Todos precisarão levar uma "colinha". Que poderá ser organizada pessoalmente ou receber "pronta", pelas mãos dos influenciadores de voto. 

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Eu bem que avisei (kkk)

Diante dos últimos acontecimentos políticos, recoloquei na parte de artigos, dois escritos, um em maio e outro em junho, antecipando que o elemento decisivo das eleições presidenciais de 2018 seria o Centrão. 
"Não deu outra", para tristeza e desesperança da sociedade organizada. 
Acabou a ilusão da "renovação política".

sábado, 14 de julho de 2018

Mobilização nacional

A Copa do Mundo tem o dom de promover mobilização nacional. Não só no Brasil.
Segundo a visão estratégica, a razão é simples. Cada seleção nacional precisa vencer sucessivamente, uma série de "inimigos". Cada qual numa batalha. 
Não são propriamente inimigos, mas apenas adversários. Mas oponentes, em campo, e representando também uma nação.
A disputa com o "inimigo" mobiliza a nação. Ganhando cria um clima de euforia. Perdendo, simplesmente "volta ao normal".


Tem a nação brasileira alguma outra batalha capaz de promover a mobilização nacional?
Que "inimigo" precisa enfrentar e vencer?

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Todo mundo é contra a corrupção .... dos outros

Há uma percepção clara que a insatisfação do de todo o povo com a corrupção é generalizada. 
É um sentimento unânime. Mas com uma pequena, mas decisiva qualificação. Todo mundo é contra a corrupção. 
Mas dos outros. As suas e dos seus sempre tem alguma justificativa para ser e continuar sendo praticada.
Lula pode até ser corrupto, mas para os seus adeptos, seria justificável: foi por um "bom propósito", ou por um "bom motivo".
Em suma, a rejeição à corrupção será predominante e unânime, mas pouco afetará as decisões dos eleitores e os resultados. Muitos e muitos corruptos continuarão sendo votados e eleitos: "Rouba, mas nos atende". Será o novo lema, substituindo o "rouba, mas faz". 

quarta-feira, 27 de junho de 2018

O medo dos pragmáticos

Os candidatos a deputado federal, pragmáticos, tem como objetivo, acima de tudo, "se eleger".  E os que já o conseguiram anteriormente querem serem reeleitos. 
Para tal sabem que precisam conquistar o voto dos eleitores. Precisam manter ou ampliar os votos do seus redutos eleitorais, o que poderá não ser suficiente para a sua reeleição. Precisam de votos em outras comunidades mediante acordos locais e apoio da máquina partidária ou governamental.
Em 2018, a tendência é manter os mesmos mecanismos, porém reduzidos, em função das restrições de recursos. A preocupação é cortar custos e poucos terão capacidade de inovar.


Os pragmáticos - com toda razão - estão preocupados e com medo de não serem reeleitos, com a carência de recursos oficiais para as suas campanhas. Irão apelar para mecanismos ilícitos, assumindo os riscos criminais e eleitorais? Ou serão superados pelos programáticos com mecanismos inovadores para tirar os votos dos pragmáticos?

quarta-feira, 20 de junho de 2018

A dianteira do indefinido

Nenhum candidato se elege. Ele é sempre eleito. Não é ele - o candidato - que decide se quer ou não se eleger. O único poder efetivo, que depende só dele é o seu voto: um único voto. 

Pelo menos um terço dos eleitores não sabe em quem vai votar ou até mesmo se vai votar. 

Com as indefinições dos candidatos dos "principais lados" do eleitorado, a vitória será do "centrão". Não do centro ideológico, mas do centrão fisiológico.

(ver o artigo completo clicando na coluna à direita)

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Programáticos x Pragmáticos

Em que pesem as vontades e campanhas das elites, o eleitorado segue na tendência oposta: vota mais nos pragmáticos do que nos programáticos. 
Os programáticos precisam mudar as suas estratégias para vencer os pragmáticos. Com os mesmos discursos anti-reeleição serão derrotados por 7x1.
Diferença entre  2014 e 2010
CategoriasQtde PartidosQt Votos Válidos% VálidosQtde  eleitos% Eleitos Variação qtde eleitos
TRIO - G30-5.341.974-5,04-27-5,26-12,6%
CENTRÃO34.692.5735,10305,8520,0%
MÉDIOS0-5.187.471-5,11-21-4,09-20,4%
EVANGÉLICOS02.128.9622,24112,1447,8%
NANICOS22.673.4032,8071,3631,8%
TOTAL5-1.034.507-0,0100,000,0%
fonte original: TSE - elaboração própria


Como virar o jogo?

domingo, 17 de junho de 2018

Centrão e não o centro

Quem quer que venha a ser o novo Presidente da República, dependerá de negociações - nem sempre republicanas - com o principal bloco ou categoria, formado por um conjunto de partidos pragmáticos. 
Muitos ainda confundem o programático com o pragmático. O chamado "centrão" é, essencialmente, pragmático.
A sua base eleitoral e força política decorre da visão limitada dos eleitores, cuja visão de mundo só vai até "onde a vista alcança". A visão de interesse público não vai além do interesse comunitário ou corporativo. 
O candidato ao legislativo assume o papel de despachante desses interesses ou representante dessas visões parciais e, com isso, conquistam "coração ou mente" dos beneficiados ou a serem beneficiados. E o voto deles.
Enquanto o programático tenta vender idéias e propostas de visões amplas que nem sempre são compreendidas pelo eleitor, o pragmático promete benefícios - a curto prazo - para melhorar a vida das pessoas dos seus "redutos eleitorais". 

O novo Presidente da República não será do centro. Será o apoiado pelo "centrão". 

sexta-feira, 15 de junho de 2018

E se o Brasil ganha a Copa do Mundo, 2018?

Vai ser como 1954? Uma seleção desacreditada - apesar do esforço da mídia brasileira - que surpreende: contrariando as expectativas conquista a taça em 15 de julho.
Vai acabar o mau-humor do brasileiro. Mas por quanto tempo?
Durará pelo menos dois meses, influindo nas eleições? 
A maioria do povo brasileiro não quer nem pensar, porque a primeira condição não vai acontecer. 
Mas sempre pode aparecer um "cisne negro". Isto é, o inesperado. 
Se a seleção da CBF não ganha, nada muda. Está dentro do esperado. Estamos preparados. Mas se o Brasil ganha? Muda tudo, ou nada muda? 
Não estamos preparados para essa hipótese inusitada. 

domingo, 10 de junho de 2018

Um novo amor: condição para a renovação política

Para que se efetive uma ampla renovação do Congresso Nacional duas condições são essenciais:
Mal comparando, seria uma situação de fim de namoro ou casamento em que uma parte decepcionada com o(a) parceiro(a) se separa, e tem esperança de encontrar um novo amor. 
Se esse novo não aparecer, o eleitor ou eleitora, poderá voltar ao relacionamento anterior. Poderá perdoar as mazelas e até traições. 

A pergunta que não quer se calar é: quais são os discursos autênticos que o novato pode apresentar para sensibilizar suficientemente os vulneráveis, para que o eleitor vote nele e não nos conhecidos veteranos? 

Ou na comparação, como o novato pode ser o novo amor do eleitor ou eleitora que se separou, decepcionado com o(a) parceiro(a)?

quarta-feira, 6 de junho de 2018

A renovação pela opinião publicada

É urgente e já atrasada a definição de discursos mais assertivos dos candidatos novatos, para conquistar a opinião publicada. 
Não bastam posições genéricas, como ser a favor da privatização das estatais, educação e saúde de qualidade, etc.
As suas efetivas preocupações , que afetam o seu dia a dia são os congestionamentos, os custos do ensino privado, assim como a regulação e preços dos planos privados.
A opinião publicada é a favor da solução dos problemas nacionais, mas desde que essas resolvam o seu problema. 
O posicionamento em relação à mobilidade urbana é a favor de um transporte coletivo público de qualidade. 
A tal qualidade serve de justificativa para manter o uso do automóvel. 
O discurso é um a ação é outra. O que irá prevalecer para o eleitor da opinião publicada, na hora de apertar o botão? 

terça-feira, 29 de maio de 2018

Golpe militar de esquerda


A greve dos caminhoneiros não acabou por resistência de grupos radicais de posições ideológicas diametralmente opostas, mas que se juntaram, tentando capitalizar a fraqueza do Governo.
De um lado estão os radicais de esquerda que querem, a todo custo, derrubar o atual Presidente da Petrobras, Pedro Parente, escolhido por eles como o "maior vilão dos acontecimentos" ou o "inimigo nº 1 dos consumidores de combustíveis". 
De outro estão os que não se conformam com a permanência do Governo Temer e do Congresso atual, adotando as medidas reivindicadas pelos caminhoneiros. Querem mais: querem a intervenção militar, vale dizer, o golpe militar para extirpar "essa classe política corrupta". 

O movimento para "parar o Brasil, para mudar", assumido pela sociedade, está sendo capturado pelas facções radicais, com o objetivo de manter a conturbação social e dar margem ao golpe "chavista". Isto é, um golpe militar de esquerda. 

O objetivo seria transformar o Brasil numa Mega-Venezuela. 

Seria Bolsonaro o "Hugo Chávez Brasileiro"? Ou o General Mourão?

segunda-feira, 28 de maio de 2018

A quase paralisação do país

Os caminhoneiros autônomos organizaram uma paralisação das suas atividades,  com o objeto principal - senão único - de estabilização do preço do óleo diesel.
Posicionaram-se contra a política adotada pela Petrobras de correção automática, quase diária, do preço dos combustíveis.
Como sempre, o grande lema foi "sem o caminhão, o Brasil para". 
A proposta de "parar o Brasil", teve o imediato apoio de grande parte da sociedade brasileira, principalmente da classe média que difundiu o apoio pelas redes sociais: a greve dos caminhoneiros viralizou.
O "povo brasileiro" cansado e irritado com um Governo, presidido por um suspeito de corrupção, com os políticos igualmente corruptos, assumiu a idéia de "parar o Brasil". No inconsciente ou imaginário popular "parar o Brasil" significaria derrubar essa estrutura política, carcomida pelos malfeitos.
Com o apoio da população, os caminhoneiros se sentiram "empoderados". Passaram a ser líderes de um amplo movimento nacional para "parar o país". E ampliaram as suas reivindicações.
Com o seu fortalecimento,  outros grupos "pegaram carona" no movimento, incluindo as suas reivindicações oportunistas. 
E não faltaram os "viuvos de Dilma", para pedir a cabeça de Pedro Parente.
O objetivo efetivo das lideranças resistentes em manter o movimento é politico: derrubar Pedro Parente.
Se não conseguiriam derrubar o Presidente Temer, querem, derrubar Pedro Parente, o principal símbolo da política liberal, que mudou inteiramente o modelo de gestão da Petrobras. 
Querem a volta da era Dilma. 


quinta-feira, 17 de maio de 2018

Moradia da miserabilidade

Moradia não se resume a um teto para viver (ou sobreviver). E um local de repouso do trabalhador e para abrigar a sua família. O responsável pela moradia precisa trabalhar para auferir renda, porque não basta ter abrigo: precisa alimentar a si e a sua família. E quer ter na sua moradia um mínimo de equipamentos domésticos, desde o colchão à televisão, passando pelo fogão e o botijão de gás.
A condição básica da moradia do miserável é estar próximo às oportunidades de trabalho: trabalho informal, trabalho precário, mas fonte da renda mínima de sobrevivência. Ele não tem condições de pagar a condução para ir trabalhar e voltar para casa. 

A visão idealista propõe a geração de empregos, mas a situação econômica geral não é favorável e não depende apenas de ações governamentais.
Criação de empregos formais depende de decisões empresariais, patronais e esses estão muito cautelosos. A sua missão não é social, é econômica e estão avessos aos riscos.
Sem aumento significativo dos empregos, com manutenção alta da desocupação, os pobres e miseráveis tem poucas opções de moradia.  Os miseráveis nem isso. Não contam com o dinheiro para condução, tampouco tem quem pague por ela. Precisam morar mais próximo das oportunidades de trabalho. As oportunidades maiores estão na coleta e venda de resíduos: principalmente das latinhas e do papelão, os resíduos de maior valor. E esses estão nos polos comerciais e de entretenimento. Em torno desses se formam os cordões de pobreza ou de miserabilidade, com invasão de terrenos vagos ou de imóveis vazios.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Mudar os paradigmas na questão habitacional

O problema de moradia no Brasil não está sendo resolvido, mesmo com políticas públicas quase centenárias, por equívoco das premissas ou dos paradigmas.
A solução não está na casa própria. Não há possibilidade de universalizar o acesso a moradia adequada, pretendendo que todos tenham a sua casa própria. 
E a defesa desse objetivo como utopia, é tão somente um escapismo para não enfrentar a realidade que se mostra de forma trágica, com a implosão de um edifício invadido por "sem tetos".
Não basta anunciar que foi uma "tragédia anunciada". É preciso reconhecer os nossos erros. De toda sociedade.
O segundo grande equívoco é a caracterização de moradia adequada. Essa é definida - predominantemente - pelos arquitetos segundo os padrões da sua classe, ou seja, da class média. É uma visão mais física e estética do que social. Essa visão não quer reconhecer que favela é solução. Não problema.

Déficit habitacional é um parâmetro da indústria da construção. O déficit real que precisa ser vencido é o déficit de moradia.

(cont)

terça-feira, 15 de maio de 2018

Bolsonarismo, um fenômeno nacional?

Há uma divisão clássica da sociedade, entre maioria silenciosa e minorias barulhentas. 
A partir das manifestações de maio de 1968, em Paris, desenvolveu-se no mundo todo, minorias barulhentas, anti-conservadoras, defensoras do politicamente correto, do meio ambiente, do clima do mundo, das "nações indígenas", e de outras bandeiras auto-definidas como progressistas

Mas outra minoria resolveu se manifestar, contra os progressistas. São caracterizados como movimentos de direita, cada vez mais barulhentos.
Cada lado busca conquistar a maioria silenciosa.
No Brasil, essa direita barulhenta agora tem cara e nome: chama-se bolsonarismo, representada pelo seu líder absoluto e único: Jair Bolsonaro.
Vem avançando sobre a maioria silenciosa e tende mudar o confronto eleitoral de 2018. 
Não será uma disputa entre esquerda e direita, mas entre duas minorias barulhentas: o "progressismo" representado por Marina Silva e o "conservadorismo", com Jair Bolsonaro. E, um espaço vazio, da maioria silenciosa.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Bolsonalismo (1)

O bolsonarismo representa uma visão de mundo, que repugna os progressistas. A maior parte desses estão no "campo da esquerda", o que os leva a classificar o bolsonarismo dentro do campo da direita.
A característica principal da visão de mundo bolsonarista é o tradicionalismo, opondo-se às mudanças culturais promovidas pela revolução de 1968, iniciada em Paris. Gerou um novo paradigma: o "politicamente correto".
Aparentemente a revolução de 68, ao completar 50 anos, não alcançou os objetivos pretendidos.
Já no século XXI, passaram a emergir em partidos políticos, classificados pelos analistas como de direita radical. 
No Brasil essa corrente foi assumida pelo deputado federal Jair Bolsonaro, com importante apoio de segmentos da sociedade carioca e fluminense.
Adotando princípios da estratégia, elege um inimigo visível. Esse é corporificado pelo PT e por Lula. Dai o entendimento corrente de que ele é o anti-Lula e cresce eleitoralmente pela adesão dos que se antipatizam com o partido e seu principal líder. Mas que, sem a presença do inimigo, ele "se dissolveria" eleitoralmente. 
O que é um equívoco: em comunidades pobres,  Bolsonaro  substitui Lula na preferência de grande parte dos eleitores daquelas. 
Ao contrário do senso comum, formulado pelos analistas, Bolsonaro seria um importante herdeiro dos votos de Lula.


quinta-feira, 10 de maio de 2018

A inaceitação de Joaquim Barbosa

Joaquim Barbosa não desistiu. Apenas não aceitou entrar no jogo para o qual foi convidado: "não é o meu mister".
Frustrou milhares de pessoas, mas se preservou e preservou o Brasil de uma futura crise. 
Ele teria até condições de ser eleito, numa onda de renovação, como Lula, o menino pobre que se fez na vida, o Lula "negro", o Obama brasileiro, mas não teria condições de governar. 
O jogo político é para profissionais. E a condição essencial, mas não suficiente. Ele precisa ser bom na matéria. Não é para amadores. Não é para novatos bem intencionados ou vaidosos. 
O Brasil tem dois colégios eleitorais: o nacional e o conjunto dos estaduais. O nacional elege o Presidente, os estaduais o Congresso. 
Não há no Brasil, nenhum partido capaz de eleger, concomitantemente, o Presidente e a maioria do Congresso. 
Os colégios estaduais continuarão ainda elegendo os "fisiológicos", os "populistas", os "patrimonalistas" e a vertente corruptos.
Uma efetiva reforma política só ocorrerá com a total  mudança cultural dos colégios estaduais. Para os quais as cúpulas políticas e as elites nacionais não estão atentas. Talvez porque acham que depois "todos são compráveis". 
O que pode ser fato, mas só perpetua esse quadro perverso da política brasileira.

terça-feira, 1 de maio de 2018

A visão do eleitor (1)

O eleitor levará em conta na formação da sua visão as propostas ou promessas dos candidatos.

Os candidatos ditos "populistas" são os que concentram as suas propostas de solução ou ação para resolver as necessidades ou interesses mais imediatos do eleitor. São as soluções para os problemas "até onde a vista física alcança presencialmente".

Os populistas dizem o que os seus eleitores querem ouvir. Desconsiderando a capacidade de efetivá-los. Prometem o que nem sempre podem cumprir.

Os ideológicos propõe ideais que são, algumas vezes, universais. São visões de mundo que, nem sempre dizem respeito à vida cotidiana, mas de sonhos e utopias. Por essa condição de perspectivas idealizadas, obtém o apoio de grupos de eleitores. Assim como a reação dos ideológicos com visões opostas. A principal disjunção atual é entre o capitalismo e a sua negação. Mas, recentemente, para alguns ou muitos, a principal ameaça é o clima. E suas propostas envolvem "salvar" ou mudar o mundo e a humanidade. Para a maioria dos eleitores vai muito além do que a vista alcança presencialmente. 

Pela educação, ou acompanhamento do noticiário podem expandir a sua visão. Mas podem também ser influenciados por dogmas religiosos ou assertivas quase religiosas, com as que dominam atualmente sobre o clima da terra. E se dividem entre os crentes e os descrentes. 

Os "nacionalistas" são os que propõe resolver os problemas nacionais. O principal foco é a atuação do Estado, seja no aspecto financeiro-fiscal, como da sua atuação nas suas diversas áreas. Na associação com os ideológicos, a principal distinção é na questão estatização / privatização. 

Cadeia Produtiva da Agricultura Familiar

A produção agropecuária, tanto a familiar como a empresarial/patronal, tem três destinações básicas: exportações, indústria e consumo "in natura" ou "semi-beneficiado".

O comprador industrial é o que beneficia ou transforma dos alimentos, segundo três categorias principais:
  • os beneficiados para exportação;
  • os beneficiados para integrar cadeias produtivas com fases nacionais, mesmo que os produtos subsequentes sejam exportados.
  • os transformados em produtos alimentícios industrializados, na maior parte para o consumo nacional.

A destinação ao mercado interno, "in natura", ou beneficiado, sem alteração da natureza do produto (lavagem, separação/ classificação, embalamento, podendo ser considerada a seguinte divisão:

  • mercado local ou regional, onde o produtor leva e vende diretamente o seu produto em um mercado aberto (feira ou mercado)
  • mercado atacadista, onde um intermediário compra o produto agrícola do produtor e o transporta para revenda em Centrais de Abastecimento, supermercados e outras lojas urbanas de comercialização de produtos agrícolas "in natura".
  • mercado final, em que o comprador é uma rede de supermercado ou lojas, que negociam diretamente com o produtor.

Vários produtos agrícolas e derivados da pecuária, estão deixando se serem vendidos a granel, sem beneficiamento, para serem praticamente industrializados, por grandes empresas, mediante seleção, lavagem ou similar, e embalamento, como vem ocorrendo com o arroz, feijão, leite e outros. 

segunda-feira, 30 de abril de 2018

A visão do eleitor

O eleitor levará em conta na formação da sua visão as propostas ou promessas dos candidatos.

Os candidatos ditos "populistas" são os que concentram as suas propostas de solução ou ação para resolver as necessidades ou interesses mais imediatos do eleitor. São as soluções para os problemas "até onde a vista física alcança presencialmente".

Os populistas dizem o que os seus eleitores querem ouvir. Desconsiderando a capacidade de efetivá-los. Prometem o que nem sempre podem cumprir.

Os ideológicos propõe ideais que são, algumas vezes, universais. São visões de mundo que, nem sempre dizem respeito à vida cotidiana, mas de sonhos e utopias. Por essa condição de perspectivas idealizadas, obtém o apoio de grupos de eleitores. Assim como a reação dos ideológicos com visões opostas. A principal disjunção atual é entre o capitalismo e a sua negação. Mas, recentemente, para alguns ou muitos, a principal ameaça é o clima. E suas propostas envolvem "salvar" ou mudar o mundo e a humanidade. Para a maioria dos eleitores vai muito além do que a vista alcança presencialmente. 

Pela educação, ou acompanhamento do noticiário podem expandir a sua visão. Mas podem também ser influenciados por dogmas religiosos ou assertivas quase religiosas, com as que dominam atualmente sobre o clima da terra. E se dividem entre os crentes e os descrentes. 

Os "nacionalistas" são os que propõe resolver os problemas nacionais. O principal foco é a atuação do Estado, seja no aspecto financeiro-fiscal, como da sua atuação nas suas diversas áreas. Na associação com os ideológicos, a principal distinção é na questão estatização / privatização. 

sábado, 28 de abril de 2018

Forças ocultas ou submersas

A defesa da Lula, teria conseguido uma vitória. Que seria de Pirro. Poderá conseguir tirar os inquéritos do sítio de Atibaia e do terreno do Instituto Lula, passando-os para a jurisdição de São Paulo. 

Se conseguir, Moro poderia ficar sem um processo contra Lula. 

A origem da Operação Lava Jato está na apuração de crimes de "lavagem de dinheiro". A Petrobras entrou no jogo, porque se detectou um imenso mecanismo de lavagem de dinheiro, a partir de um esquema de propinas nos contratos com a estatal. 

A lavagem de dinheiro, implica em crime antecedente. Esse seriam contratos superfaturados e propinas pagas aos políticos controladores do esquema e dirigentes da estatal. 

As forças submersas estão contra as estratégias da defesa de Lula. Não querem a retirada dos processos das mãos de Sérgio Moro. Porque ele para não ficar com "as mãos abanando" pegará delação de Palocci para investigar todas as suas denúncias. 

sexta-feira, 27 de abril de 2018

O eleitorado não se divide entre direita e esquerda

Se o eleitorado não se divide entre esquerda, direita e centro, com que "armas" os candidatos de esquerda, direita ou centro, conquistam os "corações e mentes" dos eleitores.

A mais recente pesquisa do IBOPE, para identificar as preferências, momentâneas, dos eleitores paulistas, mostra que não existe qualquer consistência ideológica desse eleitorado. Supostamente o mais educado e consciente.

No cenário com Lula, ele teria 20% das preferências. Somadas as intenções a favor de Ciro Gomes, Manuela D'Avila e Guilherme Boulos, a esquerda teria a preferência de 25%. Desconsiderando 18% de votos nulos ou brancos e 4% dos que não sabem ou não responderam, a esquerda teria 32% da preferência dos votos válidos. Se considerada Marina Silva, como do campo da esquerda, esse somaria 34% sobre o total. O terço do eleitorado é considerado tradicionalmente como sendo de esquerda.

Quando Lula não é citado, substituido por Fernando Haddad, a soma da esquerda, contando com Marina Silva, cai para 20% e as intenções de votos válidas para 67%. Pode-se supor que sem Lula, a esquerda mantém o seu eleitorado, com parte declarando voto nulo ou branco, esperando melhor definição. 

É a interpretação favorável à esquerda. A outra é que a soma dos candidatos claramente à esquerda não chega a 10% e que tanto Lula, como Marina Silva, tem imagem e discurso que agrada a cerca de 1/4 do eleitorado. 

Sem Lula, o eleitorado que o prefere, se dispersa entre diversos candidatos, sem consistência ideológica. Marina Silva ganharia 2 pontos, tanto quando Jair Bolsonaro. 

As imagens e discursos de Lula e Marina Silva, para esse suposto eleitorado de esquerda não são os mesmos. Marina Silva não é herdeira dos votos a favor de Lula, tampouco Fernando Haddad. A principal herança vai para brancos e nulos. 

quarta-feira, 25 de abril de 2018

O processo decisório do eleitor

A decisão final do voto do eleitor para deputado federal, envolve dois elementos principais:
a visão dos seus interesses ou desejos que espera em relação aos políticos e a lista de candidatos, cada qual com antecedentes e propostas para atendimento daqueles interesses ou desejos, atendendo aos interesses públicos.

A visão do eleitor do interesse público é limitada "até onde a vista alcança". Essa visão pode ficar restrita à expectativa de solução dos problemas de responsabilidade pública, da sua rua, do seu bairro, da sua cidade, ou irá além do que consegue conhecer "a olho nú", abrangendo as questões regionais, estaduais, nacionais ou até mundiais.

terça-feira, 24 de abril de 2018

O discurso da renovação

Os eleitores, na maioria esperam dos deputados federais e senadores o apoio às suas reivindicações específicas e da sua comunidade, dentro do seu mundo "até onde a vista alcança".

Algumas legislações, no entanto, afetam diretamente a vida cotidiana, como a reforma da previdência, o valor do salário minimo, criminalização ou não do aborto, casamento homossexuais e outras questões dos costumes.

Essas últimas questões, tem dado suporte à eleição de evangélicos, contrapondo conservadores e liberais ou "modernizantes".

sexta-feira, 20 de abril de 2018

As dificuldades de Dória

Ao contrário do que alguns acham, João Agripino não foi eleito Prefeito de São Paulo, pelos votos anti-pt ou anti-esquerda. Foi eleito com os votos dos petistas descontentes com o Dr. Haddad que prefere os gabinetes e as salas de aula, do que ir conversar com os pobre nas periferias da cidade.
Eles tendem a não votar novamente em Dória Jr e tem a alternativa de Márcio França.
No interior Dória Jr terá que enfrentar a cautela dos Prefeitos, mesmo os do PSDB, com a caneta de Márcio França. 
O seu principal adversário no primeiro turno é Paulo Skaf e não Márcio França. Está disputando o primeiro lugar, mas pode ficar em terceiro, como ocorreu com Celso Russomanno em São Paulo, em 2016.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

O "fenômeno" PP

O notável crescimento do PP tornando-se a segunda maior bancada na Câmara Municipal, podendo superar o PT, como a maior bancada eleita a ser eleita em 2018, não é nenhum fenômeno sobrenatural.
É um processo gradual, pragmático e transparente que a miopia da opinião publicada e seus arautos recusaram a aceitar. Porque não atende aos seus parâmetros sobre como deveria funcionar a política. 
Enquanto os cientistas políticos tentam entender o fenômeno, Ciro Nogueira segue atuando pragmaticamente.

O PP é o maior partido dos "despachantes políticos", também caracterizado como "fisiológicos".  E também o maior partido do "Brasil ao norte" e pouco aceito (e por isso pouco percebido) pelo "Brasil ao sul" onde se concentra a opinião publicada.

Enquanto os partidos maiores estão preocupados com a Presidência de República, o PP de Ciro Nogueira foca a bancada na Câmara dos Deputados. Percebe que a força política real está na Câmara dos Deputados, porque todo Presidente da República, quem quer que seja depende daquela. E trabalha para o seu fortalecimento, contando além do mais que a distribuição dos recursos públicos para os partidos é feita segundo o volume das bancadas eleitas. E foi agraciado pelo financiamento público das campanhas, paralelamente à proibição das doações empresariais.

A pergunta que não quer se calar é: porque os grandes partidos deixam os espaços abertos para a conquista do poder legislativo pelos PPPs da vida? Não é um processo subterrâneo, clandestino. É transparente e altamente visível. Seria por miopia?

O fato é que o poder legislativo em 2019 será dominado pelo antigo "baixo clero", agora caracterizado como "centrão". E dentro desse haverá a disputa pelo poder entre os "ascendentes", com o retornante PFL, agora Democratas, sob liderança de Rodrigo Maia. 

Para o entendimento, em termos futebolísticos, PP ascendeu da série B, para a A. O DEM tinha sido rebaixado, para a série B, mas retorna à série A. Manteve a imagem de clube grande. 

terça-feira, 17 de abril de 2018

O poder do mito

Lula,diante das investidas para condená-lo pela suposta chefia da maior organização criminosa, montada no país, tinha duas opções pessoais:
  • aceitar a derrota, render-se e seguir recorrendo às instancias judiciárias, dentro do previsto em lei;
  • não aceitar a derrota, postar-se vítima de golpe ilegal e buscar apoio externo, considerando-se vítima de um Estado autoritário e persecutório, em todos os poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. 
Ao se considerar vítima de golpe do Judiciário, contestando a sua imparcialidade e legitimidade, coloca-se contra a corporação. E será tratado com o máximo rigor da lei. 
Aceitando a condenação e a prisão como derrota, irá se preparar para a revanche, para um retorno triunfal. Não pode pensar em retorno imediato ou de curto prazo. A sua batalha não é 2018. Será 2022 ou 2026. 
Mantido preso, deixará de ser uma pessoa material para se tornar uma ídéia (como ele se auto-denomina) ou um mito. A idéia é o lulismo.
Como mito passa a ser uma divindade a ser cultuada. 

O seu foco deveria ser a sobrevivência do lulismo e não dele pessoal. 
Tem efetivamente que se transformar em idéia e em mito. O seu instrumento será "as cartas do cárcere".
Não para manter a versão de vítima de um golpe judicial. Mas para disseminar a "idéia". 

sábado, 14 de abril de 2018

O que fazer com o óleo de soja?

O Brasil pode exportar mais farelo de soja, em vez do grão. Como produto semi-manufaturado, supostamente teria maior valor agregado. O que nem sempre é verdade.
Isso porque o farelo é subproduto, é resíduo da produção do óleo de soja, esse sim, com maior valor agregado. 
Para produzir mais farelo será necessário produzir mais óleo. Nesse caso, o que fazer com o óleo de soja? 

Uma  alternativa está na transformação do óleo de soja adicional em biodiesel. 
Há ainda um grande potencial de mercado para substituir o diesel mineral pelo diesel vegetal, tanto no mercado nacional como no internacional. Há muitas objeções e resistências


O importante é definir o rumo  como estratégia do país, com a definição de políticas públicas correspondentes.

Trabalhador não está votando em trabalhador

A partir da constatação numérica de queda da bancada sindical no Congresso Nacional, o que resultou na derrota da visão dos trabalhadores na...