segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Um novo amor!

Em 10/06/2018 publicamos este "post"

Para que se efetive uma ampla renovação do Congresso Nacional duas condições são essenciais:
Mal comparando, seria uma situação de fim de namoro ou casamento em que uma parte decepcionada com o(a) parceiro(a) se separa, e tem esperança de encontrar um novo amor. 
Se esse novo não aparecer, o eleitor ou eleitora, poderá voltar ao relacionamento anterior. Poderá perdoar as mazelas e até traições. 

A pergunta que não quer se calar é: quais são os discursos autênticos que o novato pode apresentar para sensibilizar suficientemente os vulneráveis, para que o eleitor vote nele e não nos conhecidos veteranos? 

Ou na comparação, como o novato pode ser o novo amor do eleitor ou eleitora que se separou, decepcionado com o(a) parceiro(a)?

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

O risco da abertura unilateral

O Brasil está diante de repetir a história, com duas duplas improváveis: Guedes-Malan e Bolsonaro-Collor.
Guedes só cuida do setor financeiro e não dialoga com o setor industrial, assim como fazia Pedro Malan. Não é seu propósito uma abertura unilateral, mas não dará ouvidos às reclamações da indústria, caso Bolsonaro queira fazê-lo a moda Collor. 
A crise de emprego decorre, em grande parte, da desindustrialização. Que se agravará com uma abertura unilateral. 

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Estranha renovação

No Espirito Santo, Bolsonaro sai na frente, com grande vantagem sobre Haddad, mas o seu candidato ao Governo do Estado, Carlos Manato não impede a vitória de Renato Casagrande ainda no turno.
Para o Senado há total renovação, com dois novos Senadores e Magno Malta, o principal político apoiador de Bolsonaro, não foi reeleito, ficando em terceiro lugar.

Já para a Câmara dos Deputados e renovação nominal foi de 50%, com 5 reeleitos, mas um dos atuais deputados federais, Carlos Manatto, aderiu logo cedo ao Bolsonaro, foi candidato ao Governo e derrotado por Renato Casagrande. Mas conseguiu que os eleitores votassem em sua mulher Dra. Soraya Manato, também pelo PSL.
Dos outros 4 novos, Lauriette, cantora gospel, atual mulher de Magno Malta, ex-deputada federal, eleita em 2010, retorna à Câmara, para dar maior audiência às sessões da Bancada Evangélica, na Câmara, com as suas concorridas apresentações musicais. Da Vitória é um tradicional político capixaba, várias vezes eleito deputado estadual.
Amaro Neto, o mais votado é um apresentador de TV "tipo Datena", eleito em 2014, deputado estadual, com a maior votação, derrotado em segundo turno no pleito muncipal de Vitória, em 2016, agora recebeu o maior número de votos do eleitorado capixaba. 

A efetiva renovação dos quadros políicos ocorre com a eleição de Felipe Rigoni, um engenheiro de 27 anos, cego, que chega à Câmara dos Deputados, como o segundo mais votado. Felipe é um dos membros do movimento RENOVABR. 

domingo, 30 de setembro de 2018

Até onde a vista alcança

Acaba de ficar pronto o meu livro "Até onde a vista alcança", no qual a partir de uma pesquisa exploratória, apresento vários achados, diferentes ou até contrários ao pensamento vigente nas análises políticas:
  1. ninguém se elege. São eleitos;
  2. o eleitor ("o povo") sabe votar;
  3. vota e elege o "despachante" de interesses coletivos restritos;
  4. o seu voto decorre de visão de mundo "curta", limitada ao ambiente imediato em que vive;
  5. visão "até onde a vista alcança".
A pesquisa e o livro são iniciativas do PNBE - Pensamento Nacional das Bases Empresariais, no âmbito do projeto RENOVA 80-20, do qual sou um dos coordenadores. 

A responsabilidade integral do conteúdo é do autor, não correspondendo ao pensamento unânime do PNBE, que tem no seu ideário, a diversidade de pensamento e posições dos seus associados.

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

O plano Lula para a volta ao poder

A teoria da conspiração indica que o plano para eleger Bolsonaro no primeiro turno é obra do maquiavélico Lula para voltar ao poder.
Ele trabalha mais com as visões e ilusões dos eleitores do que com as estratégias dos candidatos. 
Ele busca gerar a impressão de que Bolsonaro é o único capaz de derrotar o PT, mas sabendo por contas simples que Bolsonaro não conseguirá ganhar no primeiro turno.
Mas Lula quer que o ex-capitão, e não outro, vá para para o segundo. Quando seria derrotado pelo PT. Diante dos demais candidatos a perspectiva do candidato do PT ser derrotado é maior. Na sua conspiração não quer que qualquer outro vá para o segundo turno. Então incentiva o voto útil a favor de Bolsonaro.
Os planos "maquiavélicos" defendem uma coisa para obter o contrário. E a "turma dos bobões" vai atrás.
Há sim uma conspiração para a volta de Lula ao poder e essa é a campanha "eleição de Bolsonaro no primeiro turno".


quarta-feira, 19 de setembro de 2018

A oportunidade para voltar a crescer

O desenvolvimento de um agronegócio de maior valor agregado é a maior oportunidade que o Brasil tem para voltar a crescer e promover a sua reindustrialização.
A oportunidade decorre da continuidade da demanda do mundo por alimentos, em função do aumento da população e da melhoria das rendas per-capita. De um lado há demanda para vencer a fome e, de outro, melhorar o consumo de alimentos mais saudáveis.
A ameaça está na concorrência. Outros países estão percebendo a mesma oportunidade. Alguns, sem matérias primas, buscam importá-las para processá-las e exportar alimentos prontos ou semiprontos para consumo, com maior valor agregado. 
O Brasil se planeja e se firma como um supridor mundial de alimentos processados ou será "relegado" ao papel de fornecedor de commodities, com baixo valor,  para os países que irão processá-los, agregar valor, gerar empregos e se desenvolver economicamente, às custas do "celeiro do mundo". 
Ou o Brasil percebe e aproveita a oportunidade ou irá perder sucessivamente posições entre as maiores economias do mundo, com a continuidade de taxas de crescimento pífios.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Hélio Jaguaribe e o legado do ISEB

Muito da visão que tenho colocado aqui aprendi no ISEB - Instituto Superior de Estudos Brasileiros. Aprendi com os mestres Hélio Jaguaribe Gomes de Mattos, recém falecido , Roland Corbisier, Alberto Guerreiro Ramos, Cândido Antonio Mendes de Almeida, Alvaro Vieira Pinto, Nelson Werneck Sodré, Ignácio Rangel, Gilberto Paim e outros a entender o Brasil em suas diversas dimensões. Com a sua composição e evolução estrutural.
O ISEB foi dizimado pelo golpe militar de 1964 e o pensamento estrutural foi substituído pelo pensamento econômico, para o qual o Brasil se resumia a um conjunto de tabelas numéricas. Do ponto de vista estrutural a simplificação era: o Estado de um lado e o mercado de outro. 
Registro aqui as minhas homenagens póstumas a Hélio Jaguaribe, tentando aqui - humilde e tacanhamente - manter as visões que aprendi no casarão de Botafogo, no Rio de Janeiro, ainda nos anos cinquenta.

sábado, 1 de setembro de 2018

O fracasso da estratégia de Lula

Lula tentou, usando todos os meios e artimanhas, quase conseguiu, mas ficou - por enquanto - apenas com um prêmio de consolação: a manutenção do tempo de TV, rádio e direito aos fundos públicos, para fins eleitorais, mas sem a sua presença. 
A derradeira possibilidade está numa liminar monocrática no TSJ ou no STF suspendendo os efeitos da decisão do TSE, até o dia 16 de setembro.
É o último dia para conseguir ainda estar com o nome e foto na urna eletrônica, a partir do voto de Rosa Weber. Mesmo que, na prática, seja inútil.
Ou melhor poderá ser útil ao candidato que conseguir mais de 50% dos votos válidos, isto é, anulados os votos dados ao 13, no primeiro turno. 

Quem, no momento, tem melhores condições para tal é Jair Bolsonaro. 

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Mudanças não percebidas

As principais torcidas paulistas ainda imaginam um tradicional final Corinthians x Palmeiras. As cariocas o clássico FlaxFlu.
As mineiras Cruzeiro x Atlético Mineiro. As gauchas o Gre-nal. Não vai dar nada disso.
A final das eleições presidenciais de 2018 não vai ser entre azuis e vermelhos. Entre tucanos e petistas. 
Tanto um como o outro estão desenvolvendo estratégias para uma final que não vai se repetir, depois de 24 anos e 6 disputas finais.
O lulismo não terá força sem o criador e mentor. O petismo, sem lulismo, é uma força menor que só persistirá pelo medo e ataque dos concorrentes. O PT sem o lulismo é um tigre de papel.
Com os dois principais protagonistas se preparando uma disputa que não vai haver, outros tomarão os seus lugares. 

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

O lulismo sobreviverá sem a presença física de Lula?

Quem tem votos dos mais pobres, principalmente, no Nordeste é Lula, com o lulismo. Não é o PT, tampouco o petismo, que nem sempre coincide com o lulismo. Esse tem como base fundamental o consumismo: significa a melhoria de vida pela capacidade de consumo. Significa poder comer bife todos os dias. Ou "menas": ter três refeições por dia. 
Não é a cartilha da esquerda que foca o confronto com o capitalismo, com o patrão, com o mercado.
Lula desenvolveu uma cartilha própria, que tem grande aceitação pelos eleitores. 
Não tem herdeiros, nem mesmo apóstolos. 
O Andrade é petista, mas não é lulista. 
O mais grave: resiste em ser falso. Resiste em assumir uma personagem. O que Dilma soube fazer com competência, seguindo rigorosamente o "script" de João Santana. Agora não tem mais nem João.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Trabalhador não está votando em trabalhador

A partir da constatação numérica de queda da bancada sindical no Congresso Nacional, o que resultou na derrota da visão dos trabalhadores na Reforma Trabalhista, procuramos entender por que os trabalhadores estão deixando de votar nos líderes sindicais.
O trabalhador aspira a melhoria da sua qualidade de vida, em todas as dimensões. Não apenas durante o seu trabalho dentro da empresa, ou nas relações de trabalho com os empregadores, com os próprios companheiros e outros agentes intervenientes.
Essas aspirações transcendem o emprego, envolvendo as condições de locomoção entre "casa-trabalho-casa", seja no tempo gasto, como na qualidade dos serviços, as condições de moradia, as condições de alimentação e saúde, incluindo as condições do clima, o acesso ao consumo e outros elementos da sua vida cotidiana.
Os sindicatos como a principal instituição de associação dos trabalhadores não os atende, por não terem conseguido ultrapassar os portões das fábricas e de outras portas. Continuam presos às relações de trabalho dentro da empresa, sem cuidar dos demais interesses e aspirações dos trabalhadores. Inclusive dos trabalhadores por conta própria.
Por permanecerem nesse âmbito restrito, os líderes sindicais perderam os votos dos trabalhadores, canalizados para outros candidatos que propõe ou prometem cuidar das demais dimensões da vida do trabalhador. 



sexta-feira, 27 de julho de 2018

De cima para baixo ou o inverso?

A campanha eleitoral pela televisão é um processo de convencimento do eleitor pelo discurso e imagem, caracterizando-se por ser de cima para baixo. O candidato a Presidente influenciaria o voto do eleitor para os demais cargos. 
O principal risco do candidato é desperdiçar o seu tempo, tentando converter os convertidos. 
As eleições de 2018 vão ser decididos pelos "não convertidos", caracterizados nas pesquisas ou análises como indecisos ou indefinidos. 
Os que tem pouco tempo não terão oportunidade para o discurso: só a imagem, o que dependerá do seu carisma pessoal.
Os com mais tempo tendem a desperdiçar os recursos.
O processo principal de conquista dos votos dos eleitores não convertidos será de baixo para cima, a partir das bases locais, mediante a mobilização das lideranças locais e do "exército" de cabos eleitorais.
Apesar da limitação de recursos que restringirão o tamanho desse exército e as eventuais "compras de votos", as bases locais que tem o contato direto com  o eleitor serão o decisivo no sentido de influenciar o voto desse. O eleitor não convertido ou indeciso será influenciado de forma objetiva na figura de uma lista de todos os votos que ele deve marcar na urna. A tal "colinha". 
Todos precisarão levar uma "colinha". Que poderá ser organizada pessoalmente ou receber "pronta", pelas mãos dos influenciadores de voto. 

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Eu bem que avisei (kkk)

Diante dos últimos acontecimentos políticos, recoloquei na parte de artigos, dois escritos, um em maio e outro em junho, antecipando que o elemento decisivo das eleições presidenciais de 2018 seria o Centrão. 
"Não deu outra", para tristeza e desesperança da sociedade organizada. 
Acabou a ilusão da "renovação política".

sábado, 14 de julho de 2018

Mobilização nacional

A Copa do Mundo tem o dom de promover mobilização nacional. Não só no Brasil.
Segundo a visão estratégica, a razão é simples. Cada seleção nacional precisa vencer sucessivamente, uma série de "inimigos". Cada qual numa batalha. 
Não são propriamente inimigos, mas apenas adversários. Mas oponentes, em campo, e representando também uma nação.
A disputa com o "inimigo" mobiliza a nação. Ganhando cria um clima de euforia. Perdendo, simplesmente "volta ao normal".


Tem a nação brasileira alguma outra batalha capaz de promover a mobilização nacional?
Que "inimigo" precisa enfrentar e vencer?

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Todo mundo é contra a corrupção .... dos outros

Há uma percepção clara que a insatisfação do de todo o povo com a corrupção é generalizada. 
É um sentimento unânime. Mas com uma pequena, mas decisiva qualificação. Todo mundo é contra a corrupção. 
Mas dos outros. As suas e dos seus sempre tem alguma justificativa para ser e continuar sendo praticada.
Lula pode até ser corrupto, mas para os seus adeptos, seria justificável: foi por um "bom propósito", ou por um "bom motivo".
Em suma, a rejeição à corrupção será predominante e unânime, mas pouco afetará as decisões dos eleitores e os resultados. Muitos e muitos corruptos continuarão sendo votados e eleitos: "Rouba, mas nos atende". Será o novo lema, substituindo o "rouba, mas faz". 

quarta-feira, 27 de junho de 2018

O medo dos pragmáticos

Os candidatos a deputado federal, pragmáticos, tem como objetivo, acima de tudo, "se eleger".  E os que já o conseguiram anteriormente querem serem reeleitos. 
Para tal sabem que precisam conquistar o voto dos eleitores. Precisam manter ou ampliar os votos do seus redutos eleitorais, o que poderá não ser suficiente para a sua reeleição. Precisam de votos em outras comunidades mediante acordos locais e apoio da máquina partidária ou governamental.
Em 2018, a tendência é manter os mesmos mecanismos, porém reduzidos, em função das restrições de recursos. A preocupação é cortar custos e poucos terão capacidade de inovar.


Os pragmáticos - com toda razão - estão preocupados e com medo de não serem reeleitos, com a carência de recursos oficiais para as suas campanhas. Irão apelar para mecanismos ilícitos, assumindo os riscos criminais e eleitorais? Ou serão superados pelos programáticos com mecanismos inovadores para tirar os votos dos pragmáticos?

quarta-feira, 20 de junho de 2018

A dianteira do indefinido

Nenhum candidato se elege. Ele é sempre eleito. Não é ele - o candidato - que decide se quer ou não se eleger. O único poder efetivo, que depende só dele é o seu voto: um único voto. 

Pelo menos um terço dos eleitores não sabe em quem vai votar ou até mesmo se vai votar. 

Com as indefinições dos candidatos dos "principais lados" do eleitorado, a vitória será do "centrão". Não do centro ideológico, mas do centrão fisiológico.

(ver o artigo completo clicando na coluna à direita)

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Programáticos x Pragmáticos

Em que pesem as vontades e campanhas das elites, o eleitorado segue na tendência oposta: vota mais nos pragmáticos do que nos programáticos. 
Os programáticos precisam mudar as suas estratégias para vencer os pragmáticos. Com os mesmos discursos anti-reeleição serão derrotados por 7x1.
Diferença entre  2014 e 2010
CategoriasQtde PartidosQt Votos Válidos% VálidosQtde  eleitos% Eleitos Variação qtde eleitos
TRIO - G30-5.341.974-5,04-27-5,26-12,6%
CENTRÃO34.692.5735,10305,8520,0%
MÉDIOS0-5.187.471-5,11-21-4,09-20,4%
EVANGÉLICOS02.128.9622,24112,1447,8%
NANICOS22.673.4032,8071,3631,8%
TOTAL5-1.034.507-0,0100,000,0%
fonte original: TSE - elaboração própria


Como virar o jogo?

domingo, 17 de junho de 2018

Centrão e não o centro

Quem quer que venha a ser o novo Presidente da República, dependerá de negociações - nem sempre republicanas - com o principal bloco ou categoria, formado por um conjunto de partidos pragmáticos. 
Muitos ainda confundem o programático com o pragmático. O chamado "centrão" é, essencialmente, pragmático.
A sua base eleitoral e força política decorre da visão limitada dos eleitores, cuja visão de mundo só vai até "onde a vista alcança". A visão de interesse público não vai além do interesse comunitário ou corporativo. 
O candidato ao legislativo assume o papel de despachante desses interesses ou representante dessas visões parciais e, com isso, conquistam "coração ou mente" dos beneficiados ou a serem beneficiados. E o voto deles.
Enquanto o programático tenta vender idéias e propostas de visões amplas que nem sempre são compreendidas pelo eleitor, o pragmático promete benefícios - a curto prazo - para melhorar a vida das pessoas dos seus "redutos eleitorais". 

O novo Presidente da República não será do centro. Será o apoiado pelo "centrão". 

sexta-feira, 15 de junho de 2018

E se o Brasil ganha a Copa do Mundo, 2018?

Vai ser como 1954? Uma seleção desacreditada - apesar do esforço da mídia brasileira - que surpreende: contrariando as expectativas conquista a taça em 15 de julho.
Vai acabar o mau-humor do brasileiro. Mas por quanto tempo?
Durará pelo menos dois meses, influindo nas eleições? 
A maioria do povo brasileiro não quer nem pensar, porque a primeira condição não vai acontecer. 
Mas sempre pode aparecer um "cisne negro". Isto é, o inesperado. 
Se a seleção da CBF não ganha, nada muda. Está dentro do esperado. Estamos preparados. Mas se o Brasil ganha? Muda tudo, ou nada muda? 
Não estamos preparados para essa hipótese inusitada. 

domingo, 10 de junho de 2018

Um novo amor: condição para a renovação política

Para que se efetive uma ampla renovação do Congresso Nacional duas condições são essenciais:
Mal comparando, seria uma situação de fim de namoro ou casamento em que uma parte decepcionada com o(a) parceiro(a) se separa, e tem esperança de encontrar um novo amor. 
Se esse novo não aparecer, o eleitor ou eleitora, poderá voltar ao relacionamento anterior. Poderá perdoar as mazelas e até traições. 

A pergunta que não quer se calar é: quais são os discursos autênticos que o novato pode apresentar para sensibilizar suficientemente os vulneráveis, para que o eleitor vote nele e não nos conhecidos veteranos? 

Ou na comparação, como o novato pode ser o novo amor do eleitor ou eleitora que se separou, decepcionado com o(a) parceiro(a)?

quarta-feira, 6 de junho de 2018

A renovação pela opinião publicada

É urgente e já atrasada a definição de discursos mais assertivos dos candidatos novatos, para conquistar a opinião publicada. 
Não bastam posições genéricas, como ser a favor da privatização das estatais, educação e saúde de qualidade, etc.
As suas efetivas preocupações , que afetam o seu dia a dia são os congestionamentos, os custos do ensino privado, assim como a regulação e preços dos planos privados.
A opinião publicada é a favor da solução dos problemas nacionais, mas desde que essas resolvam o seu problema. 
O posicionamento em relação à mobilidade urbana é a favor de um transporte coletivo público de qualidade. 
A tal qualidade serve de justificativa para manter o uso do automóvel. 
O discurso é um a ação é outra. O que irá prevalecer para o eleitor da opinião publicada, na hora de apertar o botão? 

terça-feira, 29 de maio de 2018

Golpe militar de esquerda


A greve dos caminhoneiros não acabou por resistência de grupos radicais de posições ideológicas diametralmente opostas, mas que se juntaram, tentando capitalizar a fraqueza do Governo.
De um lado estão os radicais de esquerda que querem, a todo custo, derrubar o atual Presidente da Petrobras, Pedro Parente, escolhido por eles como o "maior vilão dos acontecimentos" ou o "inimigo nº 1 dos consumidores de combustíveis". 
De outro estão os que não se conformam com a permanência do Governo Temer e do Congresso atual, adotando as medidas reivindicadas pelos caminhoneiros. Querem mais: querem a intervenção militar, vale dizer, o golpe militar para extirpar "essa classe política corrupta". 

O movimento para "parar o Brasil, para mudar", assumido pela sociedade, está sendo capturado pelas facções radicais, com o objetivo de manter a conturbação social e dar margem ao golpe "chavista". Isto é, um golpe militar de esquerda. 

O objetivo seria transformar o Brasil numa Mega-Venezuela. 

Seria Bolsonaro o "Hugo Chávez Brasileiro"? Ou o General Mourão?

segunda-feira, 28 de maio de 2018

A quase paralisação do país

Os caminhoneiros autônomos organizaram uma paralisação das suas atividades,  com o objeto principal - senão único - de estabilização do preço do óleo diesel.
Posicionaram-se contra a política adotada pela Petrobras de correção automática, quase diária, do preço dos combustíveis.
Como sempre, o grande lema foi "sem o caminhão, o Brasil para". 
A proposta de "parar o Brasil", teve o imediato apoio de grande parte da sociedade brasileira, principalmente da classe média que difundiu o apoio pelas redes sociais: a greve dos caminhoneiros viralizou.
O "povo brasileiro" cansado e irritado com um Governo, presidido por um suspeito de corrupção, com os políticos igualmente corruptos, assumiu a idéia de "parar o Brasil". No inconsciente ou imaginário popular "parar o Brasil" significaria derrubar essa estrutura política, carcomida pelos malfeitos.
Com o apoio da população, os caminhoneiros se sentiram "empoderados". Passaram a ser líderes de um amplo movimento nacional para "parar o país". E ampliaram as suas reivindicações.
Com o seu fortalecimento,  outros grupos "pegaram carona" no movimento, incluindo as suas reivindicações oportunistas. 
E não faltaram os "viuvos de Dilma", para pedir a cabeça de Pedro Parente.
O objetivo efetivo das lideranças resistentes em manter o movimento é politico: derrubar Pedro Parente.
Se não conseguiriam derrubar o Presidente Temer, querem, derrubar Pedro Parente, o principal símbolo da política liberal, que mudou inteiramente o modelo de gestão da Petrobras. 
Querem a volta da era Dilma. 


quinta-feira, 17 de maio de 2018

Moradia da miserabilidade

Moradia não se resume a um teto para viver (ou sobreviver). E um local de repouso do trabalhador e para abrigar a sua família. O responsável pela moradia precisa trabalhar para auferir renda, porque não basta ter abrigo: precisa alimentar a si e a sua família. E quer ter na sua moradia um mínimo de equipamentos domésticos, desde o colchão à televisão, passando pelo fogão e o botijão de gás.
A condição básica da moradia do miserável é estar próximo às oportunidades de trabalho: trabalho informal, trabalho precário, mas fonte da renda mínima de sobrevivência. Ele não tem condições de pagar a condução para ir trabalhar e voltar para casa. 

A visão idealista propõe a geração de empregos, mas a situação econômica geral não é favorável e não depende apenas de ações governamentais.
Criação de empregos formais depende de decisões empresariais, patronais e esses estão muito cautelosos. A sua missão não é social, é econômica e estão avessos aos riscos.
Sem aumento significativo dos empregos, com manutenção alta da desocupação, os pobres e miseráveis tem poucas opções de moradia.  Os miseráveis nem isso. Não contam com o dinheiro para condução, tampouco tem quem pague por ela. Precisam morar mais próximo das oportunidades de trabalho. As oportunidades maiores estão na coleta e venda de resíduos: principalmente das latinhas e do papelão, os resíduos de maior valor. E esses estão nos polos comerciais e de entretenimento. Em torno desses se formam os cordões de pobreza ou de miserabilidade, com invasão de terrenos vagos ou de imóveis vazios.

Um novo amor!

Em 10/06/2018 publicamos este "post" Para que se efetive uma ampla renovação do Congresso Nacional duas condições são essenciais...