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Mostrando postagens de 2016

Heranças benditas e malditas de Haddad

A principal herança bendita de Fernando Haddad é o conjunto  das condições da divida com a União.
Deixa também um bom Plano Diretor do Município.
O conceito básico do referido plano é o desenvolvimento urbano orientado pelo transporte. 
Como consequência dessa regulação urbana, a cidade se concentrará em torno das estações metroviárias. O restante do centro expandido teria um adensamento e verticalização menor. A expansão periférica tenderá a ser contida.

As heranças malditas estão projetos da marca Haddad que Doria poderá dar continuidade, alterar ou abandonar. 

As maiores heranças malditas estão em projetos abandonados ou não efetivados. 

Do ponto de imagem pública a herança maldita mais pesada é a "cracolandia". Não adotou medidas mais radicais para não ser acusado de "higienista" e deixou o problema para Doria,

Dória Jr apenas melhor que Haddad (1)

O cenário intermediário da gestão de João Dória Jr , à frente da Prefeitura de São Paulo teria como termo de comparação a gestão Haddad.



Haddad teve boas idéias para modernizar a cidade, mas colheu mais fracassos do que sucessos. A razão principal foi a visão intelectualizada, ideologizada e idealizada do funcionamento da cidade e não das suas dinâmicas reais. 

Foi mais um professor tentando concretizar as suas teorias do que um gestor.

O seu principal feito foi a renegociação das dividas municipais que salvou as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro da crise. É pouco reconhecido por isso. Não soube aproveitar a folga de caixa, o que Eduardo Paes soube fazer.
Foi mal na implantação dos projetos sociais na educação e na saúde. 

Foi um fracasso no problema da "cracolândia" . 

Tentou encaminhar a diretriz de instalar a população de baixa renda no centro da cidade ocupando - legalmente - edifícios vazios. Pouco conseguiu. Fracassou na tentativa de criar condôminos mistos com ocupação …

Dória Jr um desastre

DóriaJr assume a Prefeitura e passa a gerí-la com as piores das suas características pessoais: certezas absolutas, superficialidade, autossuficiência, centralismo e voluntarismo. 

Para corrigir a "besteira" de prometer o congelamento das tarifas fará novas "besteiras". E, em 2018, ao reajustar as tarifas, logo no início do ano, irá sofrer forte reação das ruas. Com ações violentas. O que irá desgastar ainda mais a sua imagem e a do Governador. 

Adotando um perfil gerencial do "manda quem pode, obedece quem tem juízo", "vencer ou vencer", "tem que ser", "vai ser assim por que quero", com a autossuficiência de quem acha que conhece todos os problemas da cidade, tem solução pessoal para tudo, não precisa ouvir ninguém, vai levar três anos para aprender que não é bem assim. Quando aprender estará diante de um final de governo. E com risco de não ser reeleito. Será uma gestão parecida, mas pior do que a de Fernando Haddad.

Para agrav…

Dória Jr, um sucesso

O cenário Dória Jr bom Prefeito decorrerá da visão de sustentar a cidade de São Paulo, como cidade mundial, mantendo a sua atratividade para hospedar as sedes continentais das multinacionais.
Irá viabilizar o novo centro, mesmo às custas da continuidade do esvaziamento do centro tradicional e da maior igualdade social. 
Neste sentido será um governo local de direita, com apoio da opinião publicada, mas fortemente contestada pelos movimentos sociais, com apoio político do PT. 
A visão de cidade mundial envolverá o adensamento com verticalização - já previsto no Plano Diretor de Haddad - mas sofrerá forte contestação de urbanistas humanistas. 
O sucesso decorrerá da retomada da dinâmica econômica e geração de mais empregos. 
E de conter o processo de degradação da cidade. Entregará uma cidade melhor do que vai receber.

João Dória Jr será um bom Prefeito?

O Prefeito é, ao mesmo tempo, o administrador dos serviços públicos municipais e o principal governante da cidade, embora com poderes limitados. Como tal não tem poder de determinação das atividades privadas, mas interfere fortemente nessas pelo poder regulatório e restritivo.

Como administrador da prestação dos serviços públicos municipais, deve buscar a universalização do atendimento e a melhoria sucessiva da qualidade, dentro da capacidade econômica da Prefeitura. Neste campo o maior déficit é da saúde. Mas tem também deficiências na educação pré-primária, nos serviços de transporte público e outros. Nesta prestação de serviços vai enfrentar mudanças estruturais. O centro expandido já está em processo de redução populacional, gerando ociosidade nas instalações, enquanto as periferias seguem com crescimento demográfico, de demandas pelos serviços e falta de instalações e recursos humanos.

O desafio maior do novo Prefeito será o de evitar o esvaziamento econômico da cidade, diante das …

Temer cai

O Presidente da República pode deixar o cargo:
por condições pessoais:falecimento;renúncia;por impedimento, determinado pelo Congresso Nacional:ausência do país, por mais de 15 dias, sem licença do Congresso Nacional;prática de crime de responsabilidade, praticado no exercício do seu mandato;por suspensão de suas funções:nas infrações penais comuns, se recebida a denúncia ou queixa-crime pelo Supremo Tribunal Federal, isto é, se se tornar réu;nos crimes de responsabilidade, após a instauração do processo pelo Senado Federal (o que ocorreu com a ex-Presidente Dilma, popularmente caracterizado como "impeachment", importando a expressão estrangeira de impedimento).

Além desses casos, previstos expressamente na Constituição Federal, o Presidente da República poderá perder o seu mandato se o Tribunal Superior Eleitoral decidir pela anulação da sua diplomação. 
O cenário Temer cai tem a sua maior probabilidade na anulação da sua diplomação. Mas envolverá recursos. 
A conturbação polít…

Ainda a mobilidade urbana

Resolver o nó da mobilidade urbana em cada uma das cidades é o grande desafio das autoridades municipais e metropolitanas (essas de âmbito estadual) com o apoio do Governo Federal.

A primeira condição para enfrentar o problema é escapar da armadilha estatística. Não há congestionamentos e o comprometimento da mobilidade urbana em todas as cidades brasileiras, tampouco dentro de toda a cidade.

O problema de congestionamento ocorre nas vias principais da cidade, nas vias estruturais, sejam as  radiais que fazem a ligação do centro com os bairros, assim como as perimetrais e arteriais. Nas vias locais a falta de mobilidade ocorre apenas nos horários de pico ou em situações excepcionais. 

Isso ocorre porque o sistema viário foi concebido tradicionalmente como "espinha de peixe" onde os trânsitos locais são canalizados para as vias estruturais. 

No caso de São Paulo, como em outras grandes cidades as principais estratégias já foram implantadas ou em processo de implantação, mas os re…

O desafio da mobilidade urbana

A redução da mobilidade urbana nas grandes cidades é o principal problema enfrentado pelas autoridades públicas, assim como pelos técnicos em transportes urbanos, que só tem uma solução: aumentar e melhorar o transporte coletivo. 
Tudo o que tem sido feito nesse sentido tem pouco melhorada a situação.
Os investimentos na ampliação dos transportes coletivos de alta capacidade e qualidade são elevados e de execução demorada.
Poderiam ser realizados com menores custos e mais rápidos, como ocorre em outros países, porém ainda há fortes condicionantes que dificultam uma execução mais rápida e de menores custos.
Mesmo com a execução dos empreendimentos previstos, no caso de São Paulo, não será suficiente para melhorar substancialmente a mobilidade urbana. 
A implantação das linhas metroviárias anteriores bem demonstra os resultados: a liberação das vias superficiais com as linhas de metrô leva, em seguida, à sua ocupação pelos carros. Os congestionamentos nessas vias continuam e, em alguns casos…

Temer: sai e não sai

Terá decisão desfavorável no TSE, com a cassação da diplomação da chapa Dilma-Temer em 2014, mas só no segundo semestre 2017, sem uma decisão sobre a substituição. Temer recorre ao STF e não havendo decisão imediata, se mantém no cargo.

O Ministro Relator já formou a sua convicção, mas precisa se municiar adequadamente para não ser derrotado por falhas processuais, ou argumentações contraditórias. Dai a demora. O seu relatório deverá indicar que houve abuso do poder econômico e outras irregularidades. E que não há como dissociar a campanha da Presidente com a do Vice-Presidente. Portanto, a cassação seria dupla. Os seus antecedentes não indicam uma atuação estritamente técnica, dai a fragilidade do seu voto. 
Tomada a decisão pelo Plenário do TSE, pela cassação do diploma da chapa, o Presidente Temer  recorre ao STF, com pedido de liminar para permanecer no cargo, até a decisão final. 

Obtida liminar favorável à permanência, o julgamento definitivo em plenário não ocorre de imediato, ape…

Temer "pato manco"

"Pato manco" (lame duck, no original inglês) é uma expressão para caracterizar governante que permanece no cargo, mas sem poder e sem prestigio. 

As condições e dificuldades institucionais sustentam a sua permanência até o final de 2018. 

Qualquer eleição direta, intermediária ou antecipada (de 2018) dependerá de mudança constitucional, o que dificilmente ocorrerá no quadro político atual. 

Dadas as dificuldades institucionais Michel Temer ficaria na Presidência da República até o final de 2018, sem prestígio, muito contestado pela opinião publicada, com poucos recursos orçamentários  e poderes relativos.

Como resultado das revelações da colaboração premiada do Grupo Odebrecht, Temer ficará cada vez mais solitário, com os seus principais companheiros tendo que se afastar do Governo. Manter-se-á, mas sozinho, podendo optar por um governo tecnocrático.

Um governo tecnocrático poderá melhorar a eficiência da gestão pública, mas estará em permanente choque com o Congresso.

Ao longo do…

Temer fica? Dória será um bom Prefeito?

Antecipo aqui o enunciado dos cenários, que irei avaliar melhor nos próximos dias. Com o que poderão ser alterados. Mas é uma resposta preliminar aos meus amigos e amigas que me tem cobrado por esses.

Com relação a Temer, os cenários mais prováveis seriam:

"pato manco": fica até 2018, mas fraco se equilibrando numa pinguela, isolado, mas percebido pela sociedade organizada como a condição menos ruim, ou falta de opção melhor;sai, e não sai: terá decisão desfavorável no TSE, com a cassação da diplomação da chapa Dilma-Temer em 2014, no segundo semestre 2017, sem uma decisão sobre a substituição. Temer recorre ao STF e não há decisão imediata, o que o mantém no cargo;cai: o agravamento da crise econômica e aumento da pressão popular, com manifestações cada vez mais amplas e violentas, leva o Congresso a aprovar a antecipação das eleições diretas de 2018, que ocorreriam ainda em 2017. Já em relação a João Dória, podemos - preliminarmente - desenhar os seguintes cenários:
melhor que…

Campanhas eleitorais sem dinheiro

A consequência futura mais importante na política brasileira do "tsunami Odebrecht" será uma campanha eleitoral de 2018, com pouco dinheiro.

Não só as doações legais das empresas ficarão restritas, como o caixa dois só poderá ser praticada em pequenos volumes. Dentro da tradicional "mala preta", mesmo que substituída por sacolas de lojas. 

Os partidos terão que priorizar os seus focos e avaliar as perspectivas de resultados. O voluntarismo levará ao desastre financeiro. As dívidas da campanha de Fernando Haddad em São Paulo, antecipam o que podem esperar os partidos que entrarem em aventuras. 

O PMDB deverá priorizar a manutenção da sua hegemonia no Congresso, abrindo mão de participar das chapas para os Executivos. A menos de pouco casos de posição altamente favorável e sem vínculos com a Operação Lava-Jato.

Quais serão as estratégias do PT e do PSDB, dentro da perspectiva - que a maioria dos políticos ainda não aceita - de que não vai haver dinheiro abundante para as…

A ilusão das avenidas

A opinião publicada saiu às avenidas com a ideia de ser uma amostra significativa da opinião pública.
Essa pretensão é alimentada, sustentada, difundida e amplificada pela mídia, seja no noticiário, como pelos colunistas e editoriais dos jornais e revistas, integrantes, quase todos, de uma elite e da opinião publicada.
Assume e defende posições como se fosse a dona do Brasil. Apoia algumas pessoas e execram outros. E torcem para que todos os políticos sucumbam ao "tsunami Odebrecht".

A opinião publicada precisa "cair na real". Não pode ficar na ilusão de que é a opinião pública, embalada pela mídia. Não pode ficar na ilusão de que o Judiciário é a seu favor, com exceções. Os juízes também são parte da opinião publicada. Não representam a opinião pública. Quem a representa é o Congresso. De forma desproporcional, mas todos os parlamentares foram eleitos democraticamente. Cada um pelo "seu eleitorado". 


E, em outubro de   2018 esse "povo das avenidas"…

As perspectiva para a mobilidade urbana em São Paulo, nos próximos 4 anos

A fase de expansão da rede metroviária, nos próximos anos é ainda de expansão nas pontas. O fechamento da malha ficará para períodos posteriores, depois de 2020. O único adensamento previsto para o período 2017/2020 é a conclusão da expansão da linha 5 - lilás, estabelecendo uma ligação entre o polo empresarial de Santo Amaro e o da Avenida Paulista, com uma integração com a linha 1 - azul (antiga norte-sul) que atende o centro na Sé e com a linha verde na Chácara Klabin atendendo a Avenida Paulista.

Uma linha estratégica é a linha 17 - ouro, em monotrilho, atendendo ao polo empresarial da Água Espraiada, incluindo Berrini e Chucri Zaidan) a partir da linha 4 - amarela na Estação Morumbi, de um lado e a Jabaquara de outro. 

Com a expansão periférica a perspectiva é de aumento do movimento de passageiros no horário de pico, com muitos motoristas deixando de usar o carro para se valer do transporte metroviário. 

Mas esse movimento não é só de subtração, como gostariam os anti-carros e os …