sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Crise de informação

A mídia não informa, noticia.
Incêndio de grandes proporções é notícia. O fim do incêndio é informação. 

Notícia vende, informação não.
Noticia não precisa ser falsa. É o fato, que pode informado friamente ou retorcido para chamar atenção.
"O Supremo Tribunal Federal por 6 votos a 3 rejeita representação apresentada pelo partido Rede de Sustentabilidade, aceita liminarmente pelo Ministro Marco Aurélio Mello, para afastar o Senador Renan Calheiros da Presidência do Senado, por ter se tornado réu em processo no próprio STF". Esse é o fato e a informação do fato.
"Desobediência premiada" é a manchete em letras garrafais do Jornal O Globo para noticiar o mesmo fato. Desconsiderando que o julgamento não foi sobre a desobediência. Fato que ainda será investigado e julgado, se for o caso. 
Marco Aurélio Mello pôs em risco a credibilidade e respeitabilidade do STF, com uma decisão precipitada, ainda que pudesse estar certo. O pleno não ratificou. Mas a mídia não quer saber dos bombeiros, a menos de atos heróicos. Apagar o fogo transforma a notícia em mera informação.
Então resolveu abrir fogo contra o STF: "no calor do fogo". 
Hoje já vem a cair na real. Reconhecem que o STF e a sua Presidente agiram bem. Mesmo não atendendo ao legítimo clamor popular. 
Quanto a Renan é só ter um pouco de paciência. Ele vai sair do primeiro plano, como já saíram Dilma, José Dirceu, Eduardo Cunha e outros. Quem será a próxima vítima para gerar notícias ao agrado da mídia? 

Um comentário:

  1. Cabe uma pergunta que quase ninguém faz: qual é a motivação genuína, ie que vem da palavra GEN, para se dar uma notícia?

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