domingo, 31 de maio de 2015

Da recessão indiidual paa a coleriva

A economia brasileira entrou em recessão, porque os consumidores brasileiros, na sua maioria optaram ou foram levados à recessão particular, ou seja, reduziram o consumo.

Quando "todo o mundo" adota a sua contração pessoal, o efeito coletivo é a redução do consumo familiar e o sistema produtivo se retrai para não produzir sem conseguir vender. 
A economia não é feita de números. Estes refletem uma forma de perceber as realidades humanas e sociais.

Essa realidade é que o consumidor brasileiro está reduzindo as compras: está deixando de comprar ou adiando as compras. Mas, porque ele está adotando esses comportamento negativo, que determina, no conjunto, a recessão.

Uma pequena parte (ainda) por redução da sua renda, seja porque perdeu o emprego ou está vendedendo menos, mas a maioria por expectativas. 

Como ele vislumbra um futuro mais sombrio ele reduz os gastos, não assume compromissos financeiros que não sabe se poderá pagar. 

A expectativa negativa gera um comportamento de contenção que amplifica a expectativa negativa e agrava a recessão pessoal e coletiva. 

O outro fator objetivo é a elevação dos preços. Diante de preços mais altos o consumidor não apenas reduz as quantidades para manter o mesmo nível de gastos, mas reduz também as quantidades. 
Há exceções, mas insuficientes para reverter o comportamento geral.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Legado da Copa 2014

Quando o Brasil foi escolhido ainda em 2008, como sede da Copa do Mundo de 2014, confirmando um critério de realizar as copas de 2010 e 2014 em países emergentes, grandes expectativas foram criadas. 


O resultado em junho, julho de 2014 beirou ao desastre quase total.

O PIB não só não cresceu os 3,5% adicionais, como ficou estagnado. E a Copa do Mundo foi apontada como a grande culpada pelo fracasso do PIB, por conta de meia dúzia adicional de feriados.


Estádios ficaram prontos, mas carregando grandes dívidas, as obras de mobilidade urbana não ficaram prontas, os turistas que vieram foram os vizinhos , gastando muito pouco ea seleção da CBF amargou um 1x7.

Como as esperadas manifestações de contestação foram contidas, avaliou-se que a organização foi exemplar.
Diante da frustração de expectativas, o Governo e a FIFA acenaram com os benefícios do "Legado da Copa".

Para a FIFA foi muito boa, com um lucro nunca antes obtido. Para ela a Copa no Brasil foi realmente a "Copa das Copas", deixando as dívidas a serem pagas pelo Brasil.

A Justiça Norte-americana, da mesma forma que a Justiça paranaense, puxando o "fio da lavagem de dinheiro", vai evidenciar um mega esquema de corrupção na FIFA, mas que o desenrolar do fio vai mostrar uma grande concentração de operações atípicas ou "malfeitas" na CBF e de seus ex-dirigentes junto à FIFA.

E com elas o uso de parte  dos recursos apropriados a políticos para evitar investigações. Que agora tornaram-se irreprimíveis. 

Vai sair muita lama no Congresso.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Car wash

Depois da Operação Lava Jato, ou "Car wash", segundo os norte americanos, a Operação Copa das Copas, ou denominação similar vem ai.
Uma bomba reprimida durante muitos anos pela "bancada da bola". Agora com as investigações do FBI e prisão de dirigentes da CBF e da FIFA, será difícil de conter.
Ricardo Teixeira tem um grande desafeto no Senado que, sentindo-se traído, depois de usado durante a escolha do Brasil como sede da Copa. 
Romário dessa vez poderá ter mais sucesso o que coloca a política brasileira em novo alvoroço.
O esquema do "petrolão" envolveu, principalmente, cúpulas partidárias, cercadas com grandes blindagens, que pouco a pouco vão caindo.
A "bancada da bola" é formada, principalmente, pelo baixo clero, supostamente irrigada diretamente com os recursos que ora o FBI está confirmando. Não são novidades, mas sempre foram abafadas. 
A crise política vai se agravar.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

"A salvação da lavoura ... e da Pátria"

A necessidade de investimentos de R$ 195 bilhões em logística para superar os gargalos na movimentação de soja e milho, vem em boa hora.
É o levantamento feito pela Confederação Nacional de Transporte, divulgado esta semana. 
Inventário é apenas o passo inicial do planejamento. É preciso priorizar os investimentos, avaliar quais tem viabilidade econômica e quem pode se interessar. 
Não é mais um planejamento público, onde as entidades divulgam necessidades para pressionar o Poder Público a investir. Este não tem mais os recursos. Depende da participação privada.
O investidor privado não leva em conta apenas a viabilidade econômica, mas também a modelagem institucional. 
Os principais investimentos indicados pela CNT são ferroviários. O modelo estabelecido por Dilma  não tem sido aceito pelo setor privado. Sem mudança do modelo, não haverá investimento.Até quando ela irá teimar.

terça-feira, 26 de maio de 2015

O ajuste está dando resultado?

O ajuste da economia, conduzida por Joaquim Levy, com a conivência da Presidente se baseia numa receita sintetizada dos organismos internacionais (FMI, Banco Mundial e outros), antigamente conhecida como Consenso de Washington e atualmente como o "tripê macroeconômico."
O Brasil o adotou, a partir dos anos noventa,  para ajustar a economia, corroida pela inflação, seguiu por uma década, mas o abandonou ainda no final da primeira década do século XXI, provocando um novo desajuste na economia: inflação alta, déficit cambial e baixo crescimento da atividade econômica (PIB).
O foco da sociedade está num dos pés do tripê: o ajuste das contas públicas, o ajuste fiscal, que está emperrado no Congresso. Mas os dois outros pés estão implantados sem depender do Congresso e seus resultados nem são positivos, nem seguros.
O Banco Central tem tido a autonomia para aumentar os juros mas não tem conseguido baixar a inflação. Claramente o instrumento é ineficaz, sem considerar as demais condições e instrumentos. Mas o "mercado" exige a continuidade dos aumentos dos juros.
O câmbio está flutuante, teve um salto, ao se livrar das amarras anteriores, se mantém no novo patamar, com pequenas variações e tem promovido um equilíbrio na balança comercial, mas ainda um forte déficit nas contas externas, fazendo com que o Brasil continue dependendo fortemente do financiamento externo. Por isso precisa manter o "grau de investimento". 
O fato real é que dois dos pés já estão implantados, mas ainda sem bons resultados, porque estariam na dependência do terceiro. Será mesmo?

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Recuperação econômica sem indústria

Espera-se que feito o ajuste fiscal a economia brasileira volte a se recuperar e a crescer. É provável e é possível, mas não será com a configuração setorial atual. 
A indústria brasileira está enfraquecida, prestes a ser encaminhada às Unidades ou Centros de Tratamento Intensivo. Sobreviverá, mas saíra, mais magrinha e com uma participação menor do conjunto da economia.

Se a indústria não será o motor da retomada do crescimento que setores ou atividades serão? O comércio terá uma posição relativa maior, mas é derivado e realimentador do crescimento, o mesmo ocorrendo com grande parte dos serviços.

O Brasil dependerá, mais uma vez, dos seus bens primários e de uma evolução favorável do mercado internacional.

A principal alternativa está no desenvolvimento do setor de serviços com elevada incorporação tecnológica.

Esta é hoje a grande esperança dos jovens e os mais velhos precisam ajudar e não atrapalhar.

domingo, 24 de maio de 2015

Plano Levy ou Plano Dilma

Levy se preocupa com o "mercado", isto é, com o setor financeiro, investidor, financiador, procurando evitar o rebaixamento do "rating" do Brasil.

Mercadante se preocupa - em primeiro e segundo lugar - consigo mesmo. E depois com os petistas. Não quer que esses vejam o Governo, como dominado por Levy e os velhos inimigos.

Dilma, aparente e atualmente, só se preocupa com a própria silhueta.
A questão final no final de quinta-feira era se o corte no orçamento seria de R$ 70,1 bilhões ou de R$ 69,9 bilhões. 
Para efeito contábil e financeiro R$ 200 milhões faria pouca diferença, até porque haverá novos ajustes ao longo do ano.
A diferença maior estava numa disputa de poder (ou de vaidades) e de imagem.
Acima de R$ 70 bilhões seria uma demonstração de poder e força de Joaquim Levy. Relativa porque ficaria no mínimo, mas suficiente para fortalecer o Plano Levy.
Abaixo de R$ 70 bilhões seria para mostrar que ele "não está com essa bola toda" e que o ajuste é o "Plano Dilma".
Já que o corte é inevitável, Mercadante convenceu Dilma de que para efeito do PT e conseguir a aprovação das demais medidas no Congresso seria melhor sustentar o ajuste como Plano Dilma e não como Plano Levy.

Dilma ficou com Mercadante, os 200 milhões ficaram de fora, ele alcançou os píncaros da sua autoestima, com uma vitória de Pirro e Levy se retirou: "se o plano é de vocês, assumam e apresentem!". Simples assim.

sábado, 23 de maio de 2015

As percepções dos cortes orçamentários

Para as pessoas em geral os cortes de 60 bilhões de reais foram pouco e o Governo não cortou tudo o que precisava cortar. Não cortou na própria carne, ao manter 39 Ministérios com o seu séquito de cargos.
Todos perderam, perante o público leigo, com um corte abaixo do esperado. Levy perdeu junto ao seu mercado. Mas ele ainda mantém a chave do cofre.
No ajuste fiscal a imagem é mais importante que o conteúdo.  Sob este aspecto todos perderam. As percepções e repercussão foram e seguirão negativas.
 
O mercado de fornecedores vai sofrer muito com os cortes e isso vai afetar a dinâmica geral da economia. Vai aprofundar a recessão.
Só não foi cortado, até porque legalmente não é possível, foi o funcionalismo. Este vai continuar recebendo e gastando. Vai manter funcionando a economia de Brasília e das capitais. Apesar de perdas pontuais.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Vocês estão "ferrados", dito chinês moderno

O premiê chines, com a sua falsa e diplomática simpatia veio ao Brasil para nos dizer: "nós lhes oferecemos os nossos produtos industrializados baratos e vocês nos pagam com soja, minério de ferro, carne e outros produtos básicos ou semimanufaturados".

Replica o Brasil: "mas é exatamente o contrário do que queremos e sempre sonhamos. Queremos exportar produtos industrializados, com maior valor agregado e não ficar na dependência de commodities.  Nós queremos que vocês nos comprem os produtos industrializados".

Tréplica chinesa: "vocês erraram o caminho e agora não tem mais espaço no mundo para os seus industrializados. Nos ocupamos todos eles. Quando muito ficamos com alguns aviões da Embraer. O resto não compete com os nossos". 

"Vocês estão ferrados". Ou aceitam a nossa proposta ou vão ficar nos sonhos e na "m...". 

O Governo brasileiro aceitou alegremente. Porque precisa de uma agenda positiva. Falsa.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Projeto Nacional e Estratégias Chinesas

A China, já o segundo maior país consumidor mundial de petróleo quer assegurar o suprimento do óleo.
Para isso quer participar dos empreendimentos e, se houver oportunidade, de produção de petróleo nos países emergentes.
A partir de uma visão chinesa, poderia dizer que o objetivo primeiro seria a PDVSA e em segundo lugar a Petrobras. 
A vinda do premiê chinês, com os seus cinquenta acordos, a maioria requentada, tem o objetivo de ingressar no mercado brasileiro de produção de petróleo, seja mediante parcerias, o que já ocorre, ainda que não visível, como por participações acionárias. 
Se a Petrobras for privatizada (o que é pouco provável) os chineses serão fortes candidatos a assumir o controle. 

Os recursos aportados pelos chineses não é um financiamento, mas um adiantamento sobre a entrega de petróleo futuro.

(ver o artigo na íntegra "Projeto Nacional e Estratégias", na coluna artigos, ao lado direito)

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Chinês não é bobo. Será que nós somos?

O Governo e a mídia brasileiras estão encantados com o "presente" que o Governo chinês trouxe ontem em Brasília. 

US$ 50 bilhões. Supondo que é um presente de cordialidade. Não é. É uma ação de interesse que, no momento, interessa aos dois. Mais à frente se perceberá que um ganhará mais que o outro ou até que um deles perderá. 

Com todos os problemas e riscos o Brasil não pode recusar as ofertas e tampouco deixar de considerar uma parceria com a maior economia do mundo, que se não é vai ser, em breve.

Mas não pode se iludir com uma nova centralidade e periferias. Com a China no centro do mundo, o Brasil fica no extremo oriente, na periferia mais distante do novo centro.

Muda apenas o centro. Por isso a saída pelo Pacífico é essencial. Mas para os chineses não é saída: é entrada. Uma condição melhor para colocar os seus produtos no mercado brasileiro. Uma via que vai, também vêm.

Os acordos são mais uma tentativa de colocar para dentro do Brasil o cavalo de troia. Junto com os financiamentos, vem os equipamentos chineses e a intenção de trazer milhões de trabalhadores chineses. Isso eles não vão conseguir e, com isso, muitas das promessas não vão se concretizar, como já ocorreu com anteriores. 

São os "reis da terceirização".

O quadro da resistência celetista pouco mudou e dificilmente irá mudar, apesar das queixas dos sindicatos.

(ver o artigo na íntegra em"A esmola quando é muita, pobre desconfia", na coluna artigos, à direita)

terça-feira, 19 de maio de 2015

A recessão é inevitável?

noticia.uol.com.br
Não, a recessão é evitável, mas tende a ocorrer, pelas resistências das forças opostas que estão em jogo.
De um lado, o Governo, imbuído da visão de que só se combate a inflação, com o aumento dos juros, e de outro, os agentes econômicos privados, buscando, cada um, se salvar. 
Nesse "braço de ferro" em que cada um quer que os outros cedam, menos ele, a crise vai se agravar.
A alternativa está numa ampla negociação, que alguns caracterizam como pacto social. 

Cada qual tem que ter uma pauta de negociação e tem que se preparar para ceder, ou ter uma contraproposta.

Os trabalhadores querem negociar as reduções dos direitos e eventuais congelamentos salariais contra a tributação dos rentistas: seja dos rendimentos como dos ativos. 

Os empresários querem que o Governo demonstre a sua efetiva disposição de "cortar na carne". Não é o corte de bilhões.  Quer, a redução dos Ministérios. Do ponto de vista de valores pode ser pouco, mas essencial, na percepção simbólica.

Vamos nos próximos dias, apresentar e discutir essas alternativas de negociação.

(ver o artigo na íntegra, na coluna artigos, à direita do blog)

segunda-feira, 18 de maio de 2015

O petismo do PSDB

O PT quando assumiu o Governo em 2003 com Lula, reclamou muito das heranças malditas, mas muitas delas resultaram da oposição do PT ao Governo FHC não permitindo a aprovação das reformas necessárias, uma delas da previdência social. 


O Governo FHC, conseguiu um arremedo de contenção da sangria do sistema previdenciário, com o fator previdenciário. O Governo do PT percebeu que o FP era uma herança maldita em termos políticos, mas bendita em termos de contas públicas. Por isso resistiu até agora em modificá-lo, embora o combatesse no discurso.

Agora o PSDB repete a estratégia petista, desconsiderando a possibilidade de vir a reassumir o Governo em 2019, com um pesado déficit, com a reformulação do fator previdenciário. 


Não importa o conteúdo, nem as consequências. Se é do Governo  o PSDB  vota contra, como fazia o PT. Quer manter o Governo sangrando até 2018. Mas deixar o Governo exangue não é por mero sadismo. É para derrotá-lo e se conseguir vencer os outros adversários, irá herdar um déficit previdenciário que ele mesmo ajuda a estabelecer.


Comete um tremendo erro estratégico. 

A mudança do fator previdenciário tem pouco efeito a curto prazo. Terá efeito maior a partir de 2018, com maior encargo para o próximo Governo. Que o PSDB pretende que seja seu. 

(ver a íntegra do artigo, na coluna artigos (íntegras e em inglês) na coluna à direita.

domingo, 17 de maio de 2015

Melhorar a mobilidade urbana

As cidades enfrentam problemas crescentes de mobilidade urbana. As grandes já estão sofrendo com o aumento das frotas de automóveis. As médias caminham para  serem alcançadas também por congestionamentos. As frotas de automóveis agora aumentam mais fora das capitais.

Os Poderes Públicos apontam duas principais soluções: o maior uso pela população do transporte coletivo e do transporte não motorizado, principalmente a bicicleta.

Tem sido soluções pouco eficazes porque o Poder Público não tem poder de determinação seja das origens, como dos destinos, dos trajetos e do modo de transporte. São liberdades essenciais das pessoas dentro do regime democrático e elas a exercem em toda plenitude, embora causem transtornos uns aos outros. O direito de ir e vir, do jeito que lhe aprouver é a causa primeira dos problemas de mobilidade urbana, mas são inquestionáveis e não pode, nem deve ser cerceado.

Diante das liberdades de escolha dos indivíduos, cabe ao Poder Público prover a a infraestrutura e os serviços para o pleno exercício desses direitos.


Movimentação urbana: consequência das escolhas das autoridades e das pessoas em como viver nas cidades

As condições em que as pessoas moram hoje nas cidades são consequências das decisões tomadas anteriormente. A decisão mais importante, incluída dentro dos planos é a estruturação da cidade no modelo "centro-radial", com todas as movimentações convergindo para um único centro, onde ocorrem as conexões entre os diversos bairros. Esse modelo continha ainda uma especialização no uso do solo, separando o residencial do não residencial e uma limitação da área urbana. 

A realidade "explodiu" esse modelo, com uma expansão períferica incontrolada, gerando o agravamento das condições de mobilidade urbana.

Multimodalidade: a solução para a melhoria da mobilidade urbana

A mobilidade urbana tem se concentrado no confronto entre transporte individual x coletivo, deixando de considerar que as pessoas se movimentam dentro da cidade com multiplicidade de modos, não por um único modo. A exceção é a movimentação exclusivamente a pé, para deslocamentos de origem-destino próximos. Mesmo para distâncias um pouco maiores a pessoa pode se utilizar da bicicleta, mas terá que ir a pé até onde está sua bicicleta e depois deixá-la num bicicletário ou algum local para estacioná-la e seguir a pé.

Há sempre um trecho a ser feito a pé, que é um modo de transporte, fazendo com que o deslocamento seja intermodal. Essa percepção tem feito destacar a importância das calçadas, como uma infraestrutura essencial da mobilidade urbana.

Mesmo quando a pessoa está utilizando o carro, tem que fazer o percurso até onde está o carro e ao chegar próximo ao seu destino, precisa deixar o carro num estacionamento e completar o trajeto a pé. O estacionamento é um nó de conexão entre o a pé- carro - a pé.

A conexão entre o modo a pé até o modo metro-ferroviário ou ônibus requer uma estação ou o ponto. Essa é a conexão a pé - transporte coletivo. As estações metroviárias são projetadas e construídas como nós de conexão de qualidade.

Os terminais dos ônibus não tem a mesma qualidade. Os pontos de parada dos ônibus, em calçadas, são precários. Alguns tem abrigos "bonitinhos" como se a estética fosse a principal necessidade dos usuários. Faltam comodidade e segurança.

Os terminais de ônibus de integração com o metrô, ressaltam as diferenças de qualidade. As conexões intermodais são precárias.

Uma das conexões mais importantes é entre o carro e uma estação metroferroviária ou entre o carro e um terminal de ônibus. Há ainda a conexão entre o carro e um ponto de ônibus.

Essa conexão não faz parte da política municipal de mobilidade urbana de São Paulo, embora prevista - de forma genérica - na politica nacional.

Para a redução do modo individual e a ampliação do uso coletivo, as medidas principais não deveriam estar nas restrições ao tráfego do carro, mas a melhoria da solução intermodal, fazendo com que o usuário do carro o deixe próximo a uma estação metroferroviária e utilize mais o metrô ou o trem metropolitano, reduzindo a demanda nos eixos atendidos pelas linhas metroferroviárias. É nos corredores estruturais onde se concentram os congestionamentos.

Essa visão da mobilidade intermodal ou mais adequadamente a da logística urbana de pessoas, requer mudanças de paradigmas e de ações em relação aos sistemas de transporte.


sábado, 16 de maio de 2015

Uma movimentada semana

A semana brasileira foi bastante movimentada com o país envolto com inúmeras escaramuças que o mantém sem rumos. Avançou um pouco mas não saiu do atoleiro.

Foi marcada por profundas mudanças de posições. Quem era contra virou a favor e vice-versa: quem era a favor virou contra. O PT que hoje é situação votou a favor do que sempre foi contra. E o PSDB, hoje na oposição derrubou uma medida que o seu Governo criou, quando era Governo. Foi contra o seu legado. Só para ser do contra.


O candidato ao Supremo Tribunal Federal, abdicou de todas as suas convicções anteriores liberais para se mostrar um ultraconservador. Teve 20 votos a favor com 7 contra. Em situação normal já estaria apovado. Mas as circunstâncias não são normais. Vai ter que enfrenta um plenário de 91 senadores, com voto secreto. 



E o suposto chefe do clube das empreiteiras resolveu "abrir a boca".  Para contar que não era o dono do clube, mas apenas o gerente que organizava e administrava a casa. E um sócio menor. Vai contar quem são os donos verdadeiros, os sócios maiores, que até agora conseguiram ficar meio escondidos. E com quem eles se relacionavam e combinavam. 

É mais lama para o atoleiro.

(ver o artigo completo e um resumo em inglês na coluna página, à direita)


sexta-feira, 15 de maio de 2015

Deu errado

O PSDB vota contra medidas com as quais concorda, só para se posicionar contra o Governo, e obrigar o PT a fazer exatamente o contrário: votar a favor do que sempre foi contra. 

O PT, vale dizer os petistas na Câmara, tentou o "golpe". Votaria contra as medidas do ajuste fiscal, contando que elas seriam aprovadas com os votos do PMDB e dos demais partidos da base aliada. Para se contrapor a essa estratégia, os partidos da oposição fecharam questão, pressionando o PT. Os partidos da base aliada, de esquerda, também adotaram a mesma estratégia "do inverso", votariam contra, mas não abandonariam a base aliada. Pressionado pelo PMDB o PT ficou sem alternativa: votava com o Governo, cuja Presidente é do seu partido e precisa dele para a governabilidade, ou votaria contra o Governo, enfraquecendo mais ainda a Presidente. Teve que votar a favor, contra as convicções pessoais dos seus integrantes.

Na MP do seguro desemprego, alguns petistas, para não votar a favor, "fugiram". Foram cobrados e na MP da correção de distorções previdenciárias o PT votou em bloco.

O PSDB pode manter a estratégia de votar contra, mas de contar que fossem aprovadas.

Não deu certo, com o destaque do fator previdenciário. Não percebeu a tempo a rebeldia de membros do PT e o fator previdenciário que é um dos principais marcos da gestão FHC foi derrubado (ainda que parcialmente) pela votação maciça do PSDB.

Ficou mal para o PSDB, atualmente um partido sem direção. Em todos os sentidos.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Os verdadeiros chefes da quadrilha

A delação premiada do suposto chefe do clube, vai mostrar ou indicar que ele seria apenas o gerente do clube. Os verdadeiros donos ainda estão escondidos e fazendo de tudo para que o foco seja a quem ele pagou e não quem efetivamente mandava. 
Certamente não foi o condenado de ontem a mais de 100 anos de prisão. 
As investigações já estão tomando novos rumos. O foco do Lava Jato não é mais o "clube dos emp) reiteiros", mas o núcelo mandante.  O desdobramento da Lava-Jato passou para o Procurador Geral da República, que começa a trilhar caminhos independentes, sem ficar dependente das decisões do Juiz Moro. 

Com a perda de poder no processo, o Juiz Moro vai mirar os supostos envolvidos que não tem mais foro privilegiado. O principal alvo próximo é JD.

(ver o artigo completo "O que a nova delações premiada por revelar" em Artigos extensos e em inglês, na coluna à direita) 

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Poucos avanços na investigação do petrolão.

O negócio "petróleo & gás" é amplo e complexo. É o setor mais importante da economia mundial, abrigando as maiores empresas mundiais e, portanto, objeto de muita cobiça. 

No Brasil foi capturado como instrumento de financiamento de um projeto de poder. Uma pequena parte do esquema montado para esse financiamento foi desvendado até agora.

Porque partiu de um viés e os investigadores foram atrás dos "suspeitos de sempre" e ainda não perceberam muitas das ligações. Eles são bons na legislação criminal e, principalmente, na lavagem de dinheiro. Mas pouco conhecem, entendem e não parecem se interessar em como funciona o "bussiness o&g". Falta uma inteligência setorial. 

Esse entendimento é necessário para uma identificação mais clara de como foi montado e funcionou, em toda sua amplitude, o esquema e quem foram os chefes supremos.

(ver o artigo completo em "Poucos avanços na investigação do petrolão" na coluna artigos extensos e em inglês, do lado direito)

terça-feira, 12 de maio de 2015

Incompetência investigativa da CPI da Petrobras

A CPI da Petrobras consegui fazer com que dois dos principais envolvidos no Petrolão, já com delação premiada homologada, falassem. Na semana passada o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto da Costa, e ontem o doleiro Alberto Yousseff.

Mas com os deputados interessados apenas em saber que políticos receberam do esquema, pouco indagaram dos depoentes informações sobre como foi montado e funcionava o esquema.

O que Yousseff não disse, é quem lhe dava as ordens ou com quem combinava a quem destinar o dinheiro que as empreiteiras eram obrigadas a contribuir. 

Pelas informações até agora externalizadas o esquema foi montado por José Janene, com a participação compulsória de todos os contratados pela Diretoria de Abastecimento. A taxa de 3% também foi determinada por ele, mas a distribuição, provavelmente combinada por os outros envolvidos: 1% para o partido, no caso o PP, 1% para a casa e para os operadores e 1% para o PT. Este último deveria ocorrer sob a forma de doação formal ao partido. Com foros de legalidade. Só num caso isolado teria havido uma entrega em espécie, à cunhada do tesoureiro do PT. Os demais eram feitos pelo caixa dois ou mediante lavagem de dinheiro promovido por Yousseff e seus companheiros doleiros.

Mas Janene morreu e alguém tomou o lugar dele. Com quem Janene combinou a montagem do esquema ele não vai poder contar. Só haverá suposições, domínio do fato, porque os seus interlocutores dificilmente irão confessar. 

Mas Youssef está vivo e pode contar quem o orientava e com quem combinava as operações. Diz ele que com Paulo Roberto Costa. Só os dois, sem a participação de políticos. O que não é provável. Quem era o mentor deles, depois do falecimento de Janene? Só os dirigentes do PP?

A CPI perdeu mais uma oportunidade de desvendar a montagem e o funcionamento do esquema, de forma a chegar aos efetivos chefes supremos. O acima é apenas uma suposição do PSDB.

Por que são poucos sindicalistas no Congresso? (5)

Aprovação das políticas econômicas As políticas econômicas dependem de aprovação do Congresso. Para obter a sua aprovação, as autoridades ...