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quinta-feira, 30 de julho de 2020

Os retornos imateriais

Um segundo tema recente que  mobilizou empresários foi a política ambiental. Manifestação pública, mediante publicidade paga nos principais jornais, de entidades sindicais, assim como de associações empresariais de apoio ao Ministro Ricardo Salles, em função das contestações às suas declarações de "fazer passar a boiada", abriu dissenção do meio empresarial, com vários empresários se retirando das associações signatárias do Manifesto.
Mais adiante, um grupo de dirigentes empresariais, manifestou-se a favor da Amazônia, cobrando do Governo ações efetivas contra o desmatamento e incêndios florestais.
Foram seguidos por ex-Ministros da Fazenda e ex-diretores do Banco Central, e ainda pelos dirigentes dos 3 maiores bancos privados. 
Qual o retorno esperado por esses empresários ao sairem da sua zona de conforto para manifestações políticas ou apoio econômico a entidades ambientais?Com a defesa do meio ambiente estariam colaborando para salvar o mundo? Isso traz apenas uma satisfação pessoal ou ganhos econômicos, ainda que não diretamente?
O retorno em termos de satisfação pessoal tem a ver com a visão de mundo e dos seus valores. São pessoas que entendem como missão de vida, a cidadania e a oportunidade de seu exercício lhe dá a satisfação pessoal.  O retorno esperado pelo cidadão é o próprio exercício da cidadania. Uma ação pelo bem comum, cujo retorno é a satisfação pela prática. Não é um retorno material, tampouco objetivo. É inteiramente subjetivo.
Já a perspectiva de ganhos econômicos indiretos é função de crise ou situação macroeconômica desfavorável. Se a economia está em crise, a sua possibilidade de retornos econômicos é menor ou inexistente. Precisa que melhore, mas pode ficar esperando que outros, principalmente o Governo resolva. Ou então pode agir para uma contribuição pessoal a favor da melhoria. 
A questão é mais complexa, por que a luta pelo bem comum, pode ser restrita a uma corporação e não a todo o conjunto da sociedade.

Isso leva a uma síntese de que o retorno esperado pelo empresário cidadão é a resultado efetivo da mudança - com a sua contribuição ou participação -de uma situação geral, que ele considere indesejável.

O retorno esperado do cidadão é espiritual, imaterial, caracterizado como realização dos seus sonhos ou desejos de uma sociedade melhor.

Enfim, para muitos cidadãos a preocupação não é utilitária, ainda que imaterial. Não espera por nenhum retorno. Apenas a satisfação do agir.

sábado, 14 de dezembro de 2019

O apetite pelo conhecimento

Tão ou mais grave que a fome por comida, é a fome pelo conhecimento.
Quando atendido na terna infância, a pessoa não se sentirá saciada, buscando sempre mais conhecimento. A fome pelo conhecimento persistirá ao longo de toda a sua vida.
Ao contrário, se não for atendida, a pessoa se acostumará a viver sem a busca de conhecimento. 
Sem maior conhecimento terá sempre uma visão de mundo curta, com a sua percepção limitada ao que conhece presencialmente e informado por crenças transmitidas por terceiros e que absorve pessoalmente. 
A visão de mundo curta, por limitação de conhecimento é a principal causa do quadro político de temos.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

O sentido real de PEC 241

A PEC 241é uma tentativa dos Gestores das Finanças Públicas em conter a propensão de gastança dos legisladores e as pressões corporativas.

Os gastos públicos são propostos pelo Poder Executivo, mas precisam ser autorizados pelo Poder Legislativo. Os seus integrantes, aproveitam esse momento de discussão da proposta orçamentária anual, para - através de emendas parlamentares - ampliar a autorização de gastos. Depois vão pressionar o Executivo para executar as verbas autorizadas, com o argumento de que já estão previstas no orçamento.

O desequilíbrio das contas públicas, além dos impacto econômicos, tem um impacto político: Governo que não paga as suas contas, que atrasa os pagamentos dos funcionários não se reelege

As esquerdas - furiosas - investem contra a PEC defendendo que o problema não está do lado da despesa, isto é, de um suposto excesso de gastos públicos, mas do lado da receita, pregando a cobrança do imposto sobre grandes fortunas e o fim das desonerações.

Mas o PT, tendo ficado 13 anos no Poder porque não instituiu o imposto sobre grandes fortunas? A Operação Lava-Jato parece ter mostrado a resposta. O PT mantinha acordos secretos com as grandes fortunas para financiar o seu projeto de poder. Agora na oposição e em minoria quer que o novo Governo o estabeleça.

Quanto às desonerações, as principais foram estabelecidas pelos governos petistas. Eles são os responsáveis pelo buraco atual da Previdência.

Mas mistificam para manter mobilizadas as suas bases e seduzir outros desinformados com o mantra de que "querem destruir o Brasil".

A PEC é um instrumento para combater as corporações internas que não querem perder as suas rendas e seu poder

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Brasil que Queremos, do passado, do presente e do futuro

O Brasil Industrializado e Industrial que queríamos nos anos cinquenta se materializou, se efetivou alcançando o auge nos anos noventa, mas não suportou a abertura da economia. Entrou em decadência lenta a continua, chegando a crise atual. A desindustrialização é o colapso do Brasil Que Queríamos, no passado.

O Brasil do Presente não é o que queríamos, nem queremos, mas se impõe pela realidade. Dentro da crise o agronegócio é o único segmento da economia que, apesar de uma situação desfavorável do mercado mundial, se mantém em desenvolvimento. E mantém o Brasil entre os maiores produtores e supridores de alimentos do mundo. É o primeiro em suco de laranja, é o primeiro em carnes de aves e bovina, é o segundo em soja e por ai vai. Para vencer a crise a curto prazo temos que vencer preconceitos e aceitar que o Brasil do Agronegócio é o que temos e queremos no presente. E que pela sua aceitação e dinamização podemos reverter o clima de pessimismo e desânimo ora reinante.

O Brasil do Futuro não é da reindustrialização, nem do agronegócio, embora esses devam permanecer fortes. O Brasil que devemos querer do futuro é o Brasil de Serviços. E como pilar principal o dos serviços cognitivos, baseados no conhecimento, capacidade e criatividade do brasileiro. 
O futuro está na chamada economia criativa. 
 

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

O papel da educação na carreira profissional

A educação é importante para a carreira profissional do trabalhador. Com uma boa formação desde o primeiro grau, passando pelo segundo, poderá responder melhor aos requisitos do mercado de emprego, alcançando melhor remuneração e seguir uma carreira ascendente. Poderá melhorar ainda mais as suas perspectivas seguindo no processo educacional, completando o terceiro grau e até mesmo os diversos níveis de pós-graduação.
Mas esse potencial poderá não ocorrer se esse mesmo processo educacional não formar, não preparar empreendedores ou executivos capazes de gerar os empregos para absorver aqueles que se prepararam para trabalhar apenas como empregados.

O trabalhador não gera empregos. Quem gera empregos é o empregador. O empresário, o empreendedor.

Não basta uma boa educação para formar e capacitar bons empregados. É preciso uma boa educação para formar empreendedores inovadores e competentes. 

Lula, meio livre

Lula está jurídica e politicamente livre, mas não como ele e o PT desejam. Ele não está condenado, mas tampouco inocentado. Ele não está jul...