segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Brasil eticamente responsável

O Brasil que temos não é eticamente responsável. Foi amplamente contaminado pela corrupção e está em fase de depuração, com tentativa de eliminação das partes contaminadas ainda que isso enfraqueça o conjunto da economia e contribua para agravar uma crise.

 Não há consenso sobre os diagnósticos e, consequentemente, de proposições para tornar o Brasil um país livre de corrupção.


Um primeiro diagnóstico caracteriza a situação atual pela associação de um loteamento político e a formação de uma organização criminosa de grandes empreiteiros.
Tanto subornantes como subornados, tinham certeza de impunidade e praticaram com ampla desenvoltura um mega esquema de corrupção,

Com as prisões e condenações acredita-se que se a corrupção não for totalmente erradicada, ficará muito reduzida, porque ela decorreria da sensação de impunidade.

A punição econômica da empresa corruptora seria o principal remédio para inibir as práticas corruptivas. A fim de evitar desvios pessoais dentro da empresa ela deve adotar um Código de Ética e práticas de governança (compliance). 

Para essas práticas a principal base é uma lei anti-corrupção, que já existe, mas precisa ser  amplamente difundida e implantada.

O loteamento político seria decorrência dos projetos de poder, justificado pela necessidade de governabilidade.

Caso fossem proibidas as doações legais pelas empresas, o loteamento politico teria menor interesse, dada a falta de oportunidade para as práticas concussivas juntos às empresas. Sem esses recursos as campanhas se adaptariam e ficariam mais baratas. 

Mas se as doações legais forem proibidas elas continuariam ocorrendo, sem serem contabilizadas, como "caixa dois". Isso seria facultado pela fiscalização insuficiente e falta de punições. A Operação Lava Jato tem alterada essa expectativa. 

A corrupção teria origem num vírus que se instala dentro das pessoas por contaminação ou fator hereditário, mas é contido pelos anticorpos naturais. Ela só se manifestaria quando as defesas ficam enfraquecidas ou o ambiente é favorável.

sábado, 29 de agosto de 2015

Brasil ambientalmente sustentável

A sustentabilidade ambiental é definida por alguns indicadores básicos, como:
  1. volume de emissão de gases de efeito estufa;
  2. preservação de vegetação original;
  3. reposição de material utilizado;
  4. disponibilidade de água potável utilizável

As estratégias para uma condição sustentável estão:
  1. na redução de atividades poluentes;
  2. na substituição de fontes poluentes por alternativas menos poluentes;
  3. regulação restritiva do desmatamento e reposição de áreas desmatadas;
  4. redução do uso de produtos decorrentes de recursos naturais não renováveis por outros renováveis, como o caso do etanol em substituição à gasolina;
  5. maior reuso e reciclagem de material utilizado;
  6. maior economia no uso de água potável e de eletricidade;
  7. reuso das águas servidas.

As alternativas de rotas estão no foco prioritário:

  1. mudanças culturais - o foco é o ser humano como usuário ou consumidor, envolvendo o consumo consciente, seja de bens como de meios de locomoção e de insumos básicos (água e eletricidade);
  2. transformações nas atividades industriais;
  3. mudança na matriz  energética e elétrica;
  4.  gestão da produção agro-florestal.
Há consenso sobre a visão pretendida, mas não, em relação ao momento para ser alcançado.

Enquanto os ambientalistas querem resultados efetivos mais rápidos, em função das consequências futuras sobre o planeta e sobre a humanidade, os "pragmáticos" entendem que as mudanças propostas pelos ambientalistas não podem ser radicais e apressada, comprometendo o crescimento econômico. 
Alegam que é preciso seguir os conceitos do desenvolvimento sustentável e não do ambiente sustentável sem desenvolvimento.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Brasil democraticamente estável

Ter um Brasil com a sua democracia consolidada é um dos pilares do projeto Brasil 2022, proposto pelo PNBE (cujo P é de pensamento e não de partido) para pensar, discutir e construir o futuro do Brasil, tendo como marco de referência o bicentenário da independência.
O Brasil vive uma democracia, 30 anos após o término de uma ditadura militar que durou 21 anos (1964-1985).
Mesmo com novas manifestações populares de insatisfação e de alguns propondo a intervenção militar os comandos afastam essa possibilidade, assim como a maioria da população brasileira. Não há risco iminente contra a democracia brasileira.

Mas não há satisfação da sociedade brasileira organizada com o sistema político vigente, assim como com os políticos.

Seis grandes questões dividem as opiniões para que se tenha um democracia plena e consolidada:


  1. representação legislativa segundo o número de eleitores: "um eleitor um voto";
  2. votação obrigatória ou facultativa;
  3. financiamento das campanhas eleitorais;
  4. democracia representativa x participativa; 
  5. sistema eleitoral;
  6. presidencialismo x parlamentarismo
No texto sob o mesmo título colocado na coluna artigos, procuro colocar os prós e contra cada uma das questões. Veja lá.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Brasil socialmente justo

O Brasil socialmente justo é aquele em que toda população tem acesso a todos os serviços públicos básicos.   E ainda um país com elevada igualdade de renda, tanto por segmentos sociais como regionais.

Uma extensão da justiça social está no acesso aos produtos privados, dependentes da renda, mas que caracterizam a melhoria da condição social.

Além do acesso a produtos externos pretende-se que todos os brasileiros tenham, como condição pessoal, elevado nível educacional, qualificação para o trabalho e saúde. E que haja trabalho a todos que o desejarem.

As condições de qualidade de vida nas cidades são elementos fundamentais de uma sociedade mais justa. 

Como síntese um Brasil socialmente justo seria  aquele que proporciona a todos o bem-estar.

Para alcançar um Brasil socialmente justo, há diversas propostas de visão e de caminhos:
  1. definição ou não de metas de indicadores sociais, com variação sobre os níveis que se pretende ou se gostaria de alcançar em em horizontes de tempos definidos.
  2. a outra vertente é de não fixar metas, mas caminhar persistentemente na direção da melhoria: "se hace  camino  al andar". 
  3. em proposições genéricas de qualidade, como "ter educação de qualidade, sem qualquer qualificação sobre que qualidade seria essa.
Com relação aos caminhos as propostas variam entre:
  1. estabelecer verbas orçamentárias, vinculadas ou não, para alcançar as metas;
  2. estabelecer mecanismos de direcionamento das pessoas e entidades, sejam de natureza pública, como incentivos ou de natureza geral, como a educação cultural (ambiental, de costumes, etc);
  3. forçar o alcance das metas mediante legislações punitivas, principalmente relativas à igualdade racial, de gêneros, de opção sexual e outros, assim como a repressão à violência.
  4. prioridade total e absoluta à educação, na suposição ou crença de que a educação formal resolverá os problemas sociais e outros;
  5. adoção ampla e irrestrita de programas sociais, do tipo Bolsa-Família, pensões do LOAS, e outros;
  6. atender às necessidades básicas da população de menor renda, com subsídios diretos ou indiretos, como o da moradia, através do programa federal Minha Casa, Minha Vida e similares estaduais e municipais;
  7. estabelecer condições excepcionais para suprir deficiências como o Programa Mais Médicos. Na questão da saúde ainda há a opção entre a extensão dos programas públicos (SUS) ou desenvolver o sistema privado (planos de saúde);
  8. extinguir o trabalho precário, similar à escravidão e o trabalho infantil.
 Cada um dos caminhos tem seus prós e contra, seja em relação à eficácia, ou seja, de influenciar na obtenção das metas ou visões ou de viabilidade, principalmente financeira: de onde tirar os recursos para a execução dos programas e atividades?

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Brasil 2022

O PNBE está a retomar o projeto Brasil 2022 - Do Brasil que Temos para o Brasil que Queremos.
Lançado em 2013 para ser desenvolvido como um projeto nacional para o bicentenário da independência, está reavivando o projeto com o objetivo de mobilizar a sociedade para pensar, discutir e construir esse Brasil Que Queremos.

Não há consenso dentro da sociedade sobre o Brasil que cada segmento, cada grupo ou mesmo cada pessoa quer. O projeto real resultará de um amplo acordo político e social, ou da hegemonia de uma das visões.

Baseia-se nos cinco pilares proposto originalmente: Brasil economicamente forte, socialmente justo, politicamente democrático, eticamente responsável e ambientalmente sustentável.

Para efeito de motivar as reflexões e as discussões para orientar a efetiva construção, o que dependerá do protagonismo das forças econômicas, políticas e sociais, o projeto Brasil 2022 não apresenta propostas, mas as alternativas básicas a partir do Brasil que Temos e do que os diversos protagonistas propõe para alcançar a sua visão desejada de país.

Brasil economicamente forte

A visão de um Brasil economicamente forte pode ser definida por alguns indicadores econômicos básicos:

  1. tamanho do PIB  e do PIB percapita e seu posicionamento relativo no cenário mundial;
  2. a participação da corrente de comércio externo e dos seus componentes (exportação e importação) no comércio internacional e em relação ao PIB. São indicadores do grau de inserção da economia brasileira na economia mundial e do grau de dependência em relação a essa, tanto das exportações, como das importações;
  3. dívida pública e geral em relação ao PIB e participação no conjunto do mercado financeiro internacional;
  4. taxa de inflação e dos juros básicos;
  5. tamanho do déficit primário em relação ao PIB.

Em termos do Brasil que Queremos todos concordam com indicadores melhores do que do Brasil que Temos.  As alternativas em relação a esses macro indicadores decorrerão  da velocidade dos ajustes e da retomada do crescimento, o que leva  à opção entre as seguintes de natureza monetarista:


  1. esperar e confiar que a economia se recuperará pela sua dinâmica própria, com os Governos mantendo a estratégia de mínima intervenção na economia;
  2. resultados impulsionados com uma intervenção estatal, acima do mínimo, contendo a taxa de juros e promovendo uma real reforma tributária;
  3. uma retomada mais acelerada, mediante intervenções mais amplas do Governo, com o sentido anticíclico.

A par dessas  estratégias monetaristas  existem grandes opções de natureza estrutural, promovidas mediante o planejamento econômico:
  1. seguir o caminho do desenvolvimento focado na industrialização voltada para o mercado interno;
  2. reorientar a indústria para suprimento mundial. Passaria a aceitar a figura ou conceito de plataformas mundiais, inclusive das plataformas de exportação. 
  3. A terceira opção é de um Brasil das commodities, fazendo da produção e suprimento mundial desses produtos a principal alavanca da retomada do crescimento econômico. Buscaria aproveitar melhor a sua vocação natural.


terça-feira, 25 de agosto de 2015

O futuro dos jovens engenheiros no Brasil

Até o início de 2015, quando calouros dos cursos de engenharia da Poli e de outras faculdades prestaram os seus vestibulares, prevalecia a perspectiva de que os "os engenheiros recém-formados não precisariam buscar as empresas. As empresas buscariam os engenheiros" e não encontrariam o suficiente para atender suas necessidades.

As perspectivas e crenças eram de que o Brasil seguiria o mesmo rumo anterior e a necessidade de obras continuaria requerendo volumes crescentes de engenheiros. "O futuro ainda era róseo". 

Alguns meses após, o quadro e as perspectivas são inteiramente outras. O futuro ficou cinza, ou negro e está relacionado com os seguintes fatores principais:

  1. perspectivas gerais de evolução da economia brasileira
  2. perspectiva dos investimentos, tanto na construção civil como de aquisição de máquinas e equipamentos;
  3. da evolução diferenciadas entre os setores da engenharia;
  4. da restruturação empresarial da engenharia, em função da "desconstrução criativa"
  5. dos avanços tecnológicos , incluindo as "disrupturas inovadoras";
  6. características do mercado de trabalho futuro. 
 Todas essas questões serão tratadas em evento próximo que vou conduzir no  Instituto de Engenharia
 

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Ilusões nacional-desenvolvimentistas

O projeto nacional-desenvolvimentista se fundou numa  industrialização voltada para o mercado interno, tendo como estratégia a substituição de importações e o fechamento do mercado uma vez promovida a mesma, setorialmente ou por produto. 

Promoveu um acelerado crescimento econômico, até os anos oitenta, e teria se esgotado, quando o país alcançou um elevado nível de autossuficiência industrial, a par de grandes dívidas e ai "perdeu o rumo". 

Desindustrializou-se e agora os nacional- desenvolvimentistas propõe a reindustrialização, mas sempre voltados para o mercado interno, como Carlos Lessa, em entrevista ao Jornal dos Economistas, publicado pelo CORECON-RJ.

Uma alternativa para a reindustrialização brasileira, para não ficar fortemente dependente da indústria automobilística, ainda no setor metal-mecânico, o que poderia contar como apoio dos metalúrgicos seria o de eletrodomésticos. Porém esse não só sofreu uma desindustrialização, por conta de equívoco na concepção da Zona Franca de Manaus - contaminada pela ideologia nacional-desenvolvimentista - como foi amplamente desnacionalizada. O Brasil perdeu a corrida tecnológica, nesse setor, para as campeãs nacionais (da Coreia do Sul).

Outra alternativa apontada é dos materiais de construção puxada pelas necessidades habitacionais e o programa Minha Casa, Minha Vida. Sustenta os setores de cimento e de ferro de construção, sob domínio de empresas nacionais. 
O mesmo não ocorre com o setor de tintas, dominado por grandes multinacionais. O segmento de revestimentos cerâmicos se "desindustrializou" diante da concorrência dos produtos asiáticos e tem poucas possibilidades de revitalização.

A indústria voltada para o mercado interno tem poucas possibilidades de reanimar o crescimento econômico. 



sábado, 22 de agosto de 2015

Uma avaliação estratégica

O "Palácio do Planalto" usando a mídia, mas principalmente a Rede Globo, no mínimo foi ingênuo acreditando que Eduardo Cunha, diante da denúncia do Procurador Geral da República fosse renunciar ao cargo. Para o bem do Congresso e do Brasil.
Alimentou a mídia com um suposto enfraquecimento político de Cunha e a rebelião de deputados requerendo o seu afastamento imediato da Presidência. Patrocinou movimentos de rua pelo "Fora Cunha".
Só Dilma não acreditou porque sabe que Cunha é seu colega. Não vai (ou reafirma sempre) que não vai renunciar. 
Ontem já começou o esvaziamento do "Fora Cunha", para decepção da mídia e da sociedade organizada. Depois do final de semana, Cunha poderá voltar mais forte, manobrando os novos ataques ao Planalto. E fortalecendo o "Fora Dilma", mais que o "Fora Cunha".
O que vai valer são as consultas às respectivas bases que os deputados federais vão fazer no fim de semana prolongado (o deles que sempre vai até a segunda feira). A terça feira será a data chave para avaliar os rumos subsequentes.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Perspectivas do mercado de construção de edificações

O setor da construção civil é fortemente vinculado ao mercado interno, uma vez que não exporta o seu produto fínal que é um imóvel.

Se o mercado interno fraqueja, em função da retração de renda dos consumidores o setor também se retrai.

A crise atual do setor está agravado pelos benefícios artificiais concedidos ao longo dos últimos 10 anos.  Embora nem o setor, tampouco o Governo queiram reconhecer, na realidade, há um estouro de uma bolha imobiliária.

Esses benefícios foram a ampliação do crédito imobiliário a taxas de juros favorecidas e enormes subsídios para viabilizar o acesso da população de renda baixa ao grande sonho da "casa própria". 

Com o recrudescimento da inflação a caderneta de poupança,  teve os seus saldos reduzidos, implicando na redução da disponibilidade de recursos para os financiamentos imobiliários. Com a elevação da taxa básica de juros, as taxas de financiamento imobiliário também aumentaram, gerando uma retração na demanda. Com o ajuste fiscal as verbas para o subsídio habitacional teve que ser parcialmente contingenciado. Em função dessa pendência o Governo tem adiado sucessivamente o lançamento da 3a fase do Minha Casa, Minha Vida.

O setor da construção civil não tem condições de alavancar a retomada do crescimento econômico e fica dependente desse.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Qual vai ser o contra-ataque de Cunha?

A denúncia contra Eduardo Cunha, pelo Procurador-geral, Rodrigo Janot é certa. A aceitação de denúncia pelo Ministro Teori Zavaski, também, embora possa ser precedida por pedido de mais informações. Em todo os casos Cunha irá recorrer.


E não irá renunciar, em que pesem as naturais pressões para que isso ocorra. 

Não ficará na defensiva, mas partirá para o contra-ataque. Qual será e qual a intensidade é a grande incógnita do momento. A única certeza é que será contra a Presidente e sua trupe palaciana.

Ao contrário do que essa turma espera e torça, a denúncia de Cunha não irá amainar a crise política. E gasolina jogado sobre a fogueira. Quem vai sair queimado. Não será só ele.

 

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

O interesse nacional: "nacional de quem"?

Quem ganha e quem perde com o aumento da taxa de juros dos capitais dos trabalhadores depositados no FGTS?

Os Governos sempre favorecem os interesses de alguns, apresentando-os como interesse nacional. 

Quem vai ganhar são todos os trabalhadores formais que são obrigados a fazer uma poupança, com uma remuneração baixa.

O Tesouro Nacional não ganha, nem perde diretamente, com as mudanças. Quem vai ter que pagar os aumentos são as Companhias de Saneamento, como a SABESP e os tomadores de empréstimos habitacionais com recursos do FGTS. 

Esses são os trabalhadores cuja famílias ganham mais que 3 salários mínimos mensais, até 10 SM. Terão que pagar juros maiores. 

Esses são a maioria? 

Ou essa medida aprovada pela Câmara é uma pequena mitigação  da chamada estratégia Hobin Rood: tirar dos pobres para dar aos ricos?

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Dilma e a governabilidade

Dilma iniciou, na semana passada, uma ampla campanha pela governabilidade, mediante um "acordão". Não propôs nem um pacto, tampouco uma "concertación", para não parecer mais um golpe de marketing político, mas faltou apenas um nome ou marca da lavra de João Santana.
Antecipando-se às manifestações de rua, marcada para o domingo passados, conseguindo a adesão do presidente do Senado e da cúpula do PMDB só não conseguiu trazer para a sua concertação o Presidente da Câmara, o que principal opositor. Mas conseguiu as manifestações das principais lideranças das entidades industriais e de centrais sindicais.
 
Não adiantou. A classe média tradicional voltou às ruas, pedindo a sua saída. Por mais que se queira minimizar as manifestações, a sociedade organizada não arrefeceu na sua pressão pela saída.
Para viabilizar o seu acordão, ela apelou para a priorização dos interesses nacionais, deixando em segundo plano os interesses pessoais, para acabar com os confrontos políticos e permitir a retomada da economia. 
Segundo reiterou em sucessivos discursos esse confronto estaria prejudicando a economia, colocando em risco o grau de investimento, a produção e os empregos. 

Mas para ser coerente com o seu discurso, considerando que ela é o polo do confronto, ela deveria renunciar e dar margem a um efetivo governo de transição, consertado, com s, mais do que com c.
"Se um não quer, dois não brigam".
"Se é para o bem de todos e bem da nação, diga ao povo que me mando".
 

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Tudo continua na mesma

Melhorando o clima político em Brasilia o Governo contava com o esvaziamento relativo das manifestações. A meta não fixada era de que o movimento total fosse menor do que o das manifestações de abril, caracterizando uma curva decrescente. Isso promoveria uma inflexão no processo político, afastando o risco iminente de um processo de impeachment da Presidente. 

Ela continuaria fraca, mas ficaria até o final do seu mandato, no cenário que já caracterizamos como sendo o da "pata manca (lame duck)".
O mau humor vai voltar esta próxima semana em Brasília. Eduardo Cunha recupera o poder que tentaram tirar dele e voltará destilando todo o seu ressentimento. 
A par de Dilma, que não fica pior do que já estava, mas ao final da semana, nada ganhou, ficando "na mesma", o maior perdedor poderá ser Renan Calheiros e com ele Rodrigo Janot. 

sábado, 15 de agosto de 2015

Ignorância e incompetência federais

A operação fair-play é mais um caso de linchamento prévio de uma empresa, por suspeitas fundadas, porém não comprovadas.
Sem conseguir comprovar o crime real, a Polícia Federal mostrou em entrevista coletiva um show de ignorância que delegados de polícia, com a remuneração que tem e que aspiram não ter o direito de demonstrar.
Tentou demonstrar que a PMI - Proposta de Manifestação de Interesse é irregular, quando o procedimento é previsto em lei, sem ter sido considerado inconstitucional e é aceito pelo TCU. Não houve irregularidade formal.
Todas as construções dos novos estádios foram sobrevalorizadas, numa operação organizada pela CBF e pela FIFA. Essa inventou o tal "padrão FIFA" para mascarar esses sobrepreços e os "empreiteiros" entraram no jogo. 
Para que não ficassem evidenciados os sobrepreços por comparação entre os diversos estádios, todos forma inflados. Alguns mais, outros menos.

Que houve, houve. Mas não vai se desvendar com incompetência, como a Polícia Federal mostrou nessa fase.

O mais grave é legado da Copa: a obrigação dos Governos Estaduais nas parcerias público-privadas. Legais, mas altamente danosas.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Uma economia de idosos

Há um deslumbramento dos menos idosos com um futuro em que os idosos serão maioria da população.
Eles se deslumbram quando descobrem que a vovó está no whatsapp ou no facebook. Em 2050 isso será absolutamente normal e não causará nenhum espanto para os jovens. O que eles vão fazer é criar novos softwares, novos aplicativos para não se misturar: com os idosos do futuro que são os jovens de hoje, inteiramente ligados na tecnologia da informação.
O envelhecimento da população trará, inevitavelmente, duas novas circunstâncias: um maior número de pessoas sem saúde (ou com alguma doença) e a maior disponibilidade de tempo, com dinheiro.
Os dois maiores setores da economia no futuro poderão ser o dos cuidados com a saúde e o do lazer.
Como esses setores irão evoluir com os avanços tecnológicos e como podemos nos preparar para esse novo mundo?

Os sob maior risco de não reeleição

O terceiro bloco ou grupo dos deputados federais eleitos pelo Rio de Janeiro é daqueles que mesmo com menos de 50 mil votos individuais, for...