O ex-capitão artilheiro


Jair Bolsonaro não é só um ex-militar. Ele foi da artilharia. 
A missão dessa arma é destruir. E de longe. 
Quem vai enfrentar o inimigo, diretamente, é a infantaria, com apoio da cavalaria. A missão de construir é da engenharia e de suprir da intendência.

Bolsonaro está exercendo o que começou a aprender nos cursos militares interrompidos: destruir, e à distância. Atualmente pode se destruir na realidade, apenas apertando botões, como nos jogos eletrônicos. O botão dele é o decreto e a bala a sua caneta, ou o seu palavreado: escrito em poucos caracteres ou falado.
                                                                            O seu principal alvo de destruição é a esquerda e, mais especificamente, o PT, mantendo o apoio dos seus milhões de adeptos ou seguidores. Com a versão de que aquele foi o responsável pela imensa corrupção que assolou o país e pela profunda crise econômica.

Mas tem vários outros alvos, como o "politicamente correto" e a velha política. 

Está a fim de arrasar a velha política. Não só de forma direta lançando as bombas em cima dela, mas também pelo cerco, cortando todo o
suprimento. Alcançar a rendição irrestrita pela inanição. 
Não quer alimentá-la com cargos e verbas, com o que sempre contou para homologar a agenda do Executivo. 
O velho está sendo morto por Bolsonaro, como ele prometeu e o levou ao Planalto. 
Não se pode esperar que ele construa o novo. Porque não foi formado para isso. Ele foi da artilharia e continua se considerando como tal. Com a missão de destruir. Não lhe interessa saber se com isso cria o vácuo e o caos nos momentos seguintes.


(cont)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

A vontade do Soberano submetida ao Senado Federal

O anúncio pelo Presidente Bolsonaro da indicação do filho Eduardo para a embaixada do Brasil nos EUA, decorre do voluntarismo do soberano, o...