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Tá caro, mas não dá pra deixar de consumir

Pior do que estar caro é não ter. 
Todos reclamam que a carne está cara, mas a churrascaria onde fui ontem à noite para mais um dos eventos de confraternização de final de ano estava cheia. E mesmo as pessoas de menor renda dizem que não dá para deixar de ter mistura. 
A principal diferença na reação popular é que desta vez, não atribuem culpa ao Governo. A culpa toda do aumento de preços da carne é da China.  Quando muito a reação é "esse Governo não faz nada!" Devia proibir ou taxar as exportações para a China. 
Não pode deixar os pecuaristas e frigoríficos preferirem vender para os chineses do que abastecer o seu povo: "Brasil, acima de tudo".
"Esse Bolsonaro se vendeu aos chineses e largou o seu padrinho Trump. Mudou de time e nós é que estamos pagando." (kkkkk). 
É para rir, para não ter que chorar.
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Um pequeno aumento do preço da carne é devido ao pique das compras de carne pela China, a partir de outubro. O aumento adicional, decorre de uma reposição de preços contidos ao longo de três anos, por conta das guerras comerciais. Os EUA cortaram a importação de carne brasileira e ainda continuam com restrições. A União Européia e a China aproveitaram a carne para se proteger contra uma eventual invasão da carne brasileira. O terceiro salto que levou o preço da carne de primeira de origem argentina às alturas é pura especulação. São eles que estão difundindo o “fake news” de que o boicote não funciona e só vai prejudicar os açougues. Bobagem: os açougues de frente para a rua remanescentes que ainda existem nos bairros paulistanos já estão com movimento menor por conta dos preços mais altos. Podem boicotar as carnes nas churrascarias e restaurantes mais refinados que os açougues populares não fazem parte dessa cadeia de fornecimento. A vitimização do açougue em caso de uma necessária rea…

"A terra é plana"! Quem já viu pessoalmente a terra redonda?

O bolsonarismo é uma expressão específica da direita, baseada no apoio de pessoas com crenças míticas.
Aparentemente essa população seria da ordem de 30% do conjunto da população adulta. Eleitoralmente asseguraria a participação do candidato de sua preferência ou que a representa num segundo turno de eleições presidenciais. Dependendo do concorrente e da imagem que esse carrega, nos 70% não míticos, elegeria o seu Presidente. Foi o que teria ocorrido em 2018 e pode se repetir em 2022. Repetir-se-á, se a elite persistir em não reconhecer essa realidade e continuar considerando os bolsonaristas apenas  como idiotas, loucos ou “sem noção”. Absorver idéias simples é mais fácil do que as complexas. As teses da teoria da conspiração são mais facilmente aceitas do que as explicações científicas. A “terra é plana”. Entre os 7 bilhões de pessoas no mundo, poucas subiram ao espaço para ver a terra redonda. Aqui, entre os 230 milhões de brasileiros, apenas um subiu aos céus. Mas será que ele viu que…

Aos amigos tudo

"Aos amigos tudo, aos inimigos o rigor da lei".
Esse lema  anti-republicano do patrimonialismo fez com que os parlamentares adotassem uma salvaguarda aprovando a impositividade do pagamento das suas emendas distributivas de verbas do orçamento, conhecidas simplesmente como "emendas parlamentares".
Em tese, terão que ser pagas até o final do ano, mas poderão ser inscritas em "restos a pagar". A pagar quando "Deus quiser" e mandar Bolsonaro pagar.
Bolsonaro tem privilegiado a liberação dos que tem votado a favor das propostas do Governo, embora nem sempre sejam do seu agrado pessoal. 
Como não tem no Congresso, "amigos" suficientes não conseguirá aprovar novas propostas, como verá seu vetos derrubados.
A emenda parlamentar é o principal alimento da maioria dos congressistas. Eles podem se tornar "amigos" do Presidente, para ter liberações mais rápidas, principalmente em 2020, diante das eleições municipais, mas podem também se rebel…

E a ressaca?

As venda do black friday superaram as expectativas dos comerciantes.
Só na última hora, através de entrevistas dos potenciais compradores ficou evidente uma mudança de comportamento dos brasileiros compradores de eletronico-domésticos e outros bens duráveis.
As invasões nas lojas para comprar à vista os produtos em promoção, mostrou que o consumidor brasileiro captou o espirito do black-friday, economizando o dinheiro para comprar no dia das promoções. Abandonou o tradicional "carnê das Casas Bahia", onde só interessava o valor do boleto.
O sucesso do black friday já acendeu a luz amarela dos comerciantes. E a ressaca? Qual vai ser o tamanho e por quanto tempo? Vão encomendar à indústria novos pedidos para repor os estoques? Ou vão deixar essa reposição para o segundo semestre de 2020, para o black friday em novembro desse próximo ano?
As previsões de curto prazo é que a venda dos bens duráveis vai cair substancialmente, ainda em 2019. As compras de Natal desses produtos foram a…

O candidato da esquerda

Com mais uma condenação em segunda instância do ex-Presidente Lula, ele fica mais distante da candidatura à Presidência da República, em 2022. Segue como "ficha suja". Tentará anular os processos para mudar o status de solto para livre. O que parece cada vez mais difícil.
Ele tentará "emplacar" o seu preferido Fernando Haddad, apesar de não ter densidade eleitoral, em todo o Brasil e estar "queimado" em São Paulo.
A esquerda, para ser competitivo em 2022 precisa sair da sombra de Lula e ter um novo candidato. Essa condição não é preenchida por Ciro Gomes, o mais evidente, mas um "velho candidato".
Dificilmente esse candidato sairá no sul-sudeste onde a esquerda foi fragorosamente derrota por Bolsonaro, e em função de Lula, não deu margem ao surgimento de novas lideranças, a menos do já citado Haddad, sem luz própria. É e continuará sendo o substituto de Lula.
O candidato terá que sair do Nordeste, onde a esquerda ainda mantém a predominância polític…

Fritura em fogo brando

A suspensão de Eduardo Bolsonaro e de outros deputados federais do PSL que pretendem migrar para o Aliança para o Brasil, o novo partido criado por Jair Bolsonaro, faz parte de uma fritura em fogo brando, posta em prática pelo Presidente do PSL e sua turma, para desgastar os bolsonaristas que querem sair do partido, pelo qual foram eleitos. Segundo a legislação partidária e eleitoral, confirmada pelo Judiciário, os mandatos dos eleitos pelo sistema proporcional são do partido e não do eleito. Portanto, se aquele se desfiliar do partido perde o mandato, sendo substituído por um suplente, a menos que tenha uma justa causa, arbitrada pela Justiça Eleitoral, a menos do caso de expulsão. Apenas duas situações são consideradas como justa causa: a) mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário; b) grave discriminação política pessoal. Além dessas duas situações que podem ocorrer a qualquer momento, o eleito pode mudar de partido, sem perda de mandato, na abertura da janela de …