quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Estratégias para o saneamento

O deficit de saneamento é um dos maiores problemas do Brasil, requerendo muito dinheiro, investimentos, inovação tecnológica e eficiência na gestão. É por interpretação constitucional, atribuição dos Municipios, mas com interferências estadual e federal.
Nos municípios onde os sistemas são estritamente municipais, ou seja, todas as atividades da cadeia produtiva estão dentro do território municipal a responsabilidade é inconteste: é do Municipio, mas dada a eventual inviabilidade econômica dos sistemas, a orientação federal é que eles se agrupem  para soluções regionais, com apoio financeiro federal.
Já nas regiões metropolitanas e aglomerados urbanos, onde já há e tende a crescer as soluções regionalizadas, Estados, com respaldo judicial, entendem que a titularidade e responsabilidade é compartilhada.
Esse quadro confuso, ainda mais complicado com a pretensão regulatória da União, através da ANA - Agência Nacional das Águas tem impactos importantes nas eleições municipais de 2020.

Como no geral, as visões e posições dos eleitores dependem das circunstâncias a partir de compreensões nem sempre coincidentes com os técnicos e as soluções mais abrangentes, começando por diferenças linguísticas.

Para os técnicos, o problema é de saneamento, seja caracterizado como básico, ambiental, integrado e outras adjetivações.
Para os técnicos o saneamento compreende água, esgotos, resíduos sólidos e drenagem urbana.
Para a maioria dos eleitores, saneamento é um "bicho illusório". Os problemas são de água, "merda", lixo e enchente. 

Água

Os técnicos falam em segurança hídrica, o povo quer água limpa, saindo da torneira a qualquer momento que abrir: pagando pouco.
Os técnicos falam em universalizar o atendimento, o marketing politico traduz para  "água para todo mundo". 
Os técnicos querem a distritalização e gestão da pressão, para redução dos desperdícios, o povo reclama que de madrugada a torneira fica seca. Fica pior em favelas e bairros em lugares altos, onde a água precisa ser bombeada todo o tempo.

Em municípios onde o abastecimento de água funcionam normalmente, essa não entra na pauta política, nas agendas das campanhas, a menos de localidades mais distantes do centro, onde a rede de distribuição não chega ou em ocupações urbanas, em morros e outros locais elevados, embora a principal fonte da água venha do céu, na forma de chuvas.

Para as comunidades, onde a rede não chega por não ser econômico para o gestor do sistema, são duas as soluções principais: captação e guarda das águas da chuva e o caminhão-pipa. Esta última execrada pelos técnicos, ao contrários dos políticos. O que cria um paradoxo: o político que promete estender a rede é um demagogo, que não tem idéia da viabilidade operacional e econômica e pode estar prometendo o que não pode cumprir. O político que promete assegurar o carro-pipa é um realista, que pode cumprir o que promete, mas associado ao "lado negro": a corrupção.

A captação e guarda da água da chuva, pode ser a solução mais viável, com o desenvolvimento de soluções tecnológicas inovadoras, mas corre o risco de burocratização crescente, com os poderes concedidos às agencias de água.

terça-feira, 11 de agosto de 2020

Estratégias para mobilidade urbana

Os candidatos a Prefeitos de cidades grandes, mas não mega, isto é, com mais de 200 mil eleitores, mas com menos de 1.000.000 de eleitores, tem que se posicionar em relação aos grandes problemas do Municipio, notadamente, mobilidade urbana, saneamento, saúde pública e habitação. São grandes problemas mas não incontroláveis, como ocorre em São Paulo, com 9 milhões de eleitores.
Pelo tamanho do eleitorado poderão ter segundo turno e, fora o município capital do Estado, não contam com canal de TV local, mas regional. 
Acima de 200 mil são 25 capitais, com exclusão do DF que não elege Prefeito e Palmas, capital do Tocantins, a única, com eleitorado menor. 
Fora essas, são 70 cidades, a maior parte no Estado de São Paulo (27)

Em relação à mobilidade urbana, nenhum município, não capital, tem capacidade para implantar e operar uma rede metroviária, contando com uma ou duas linhas metropolitanas, a cargo do respectivo Governo Estadual. 
Uma estratégia é mais geral, com predomínio de técnicos, com propostas alternativas de sistemas de transporte de média capacidade, optando entre sistemas sob trilhos ou pneus. Esses são menos sedutores, mas de menor custo e mais facilmente implantáveis. São soluções que atendem à população de média renda, moradores próximos aos eixos de transporte q que tem maior repercussão na mídia tradicional, mas sem a correspondência na mesma quantidade de votos.
A maioria do eleitorado é de média para baixa renda e depende do ônibus ou vans para a sua locomoção cotidiana. O que o eleitor quer não é uma solução para a cidade, mas solução para os seus problemas e locomoção. Ele é uma pessoa e não um número das estatísticas dos técnicos. Tenderá a destinar o seu voto para o candidato que promete soluções específicas e objetivas para as suas necessidades, desconsiderando ou desdenhando das grandes soluções para a cidade. Mas o fator imaginário sempre terá espaço, mesmo para a população de menor renda, que se alimenta de esperanças e da utopia. 
Um caso relevante para as estratégias eleitorais foi a  proposta de um BRT circulando por vias elevadas, eliminando os cruzamentos em nível, na cidade de São Paulo, ao final do mandato do então Prefeito Paulo Maluf. Um estudo técnico, conduzido por um grupo de especialistas em transporte, desenvolveu a solução, definindo tecnologias, orçamento, necessidade de investimentos e prazo para execução das obras. Apresentado ao Comitê do candidato indicado pelo Prefeito, a reação do marketing político foi "é um fura-fila". O nome "pegou", incorporou-se ao imaginário popular e contribuiu decisivamente para a eleição de Celso Pitta. E conseguiu implantar parcialmente uma e só linha, com projetos arquitetônicos monumentais das estações, como um "out-door" da obra. O Prefeito foi obrigado a renunciar, acusado de corrupção e o apelido de "fura-fila" se perdeu. Voltou a ser um BRT. O que a maioria da população não tem a menor idéia do que significa. É apenas uma sigla a mais. Apresentar propostas de VLT, BRT, Monotrilho e terá repercussão e debate junto à comunidade técnica, mas baixo impacto eleitoral. Será necessário transformar uma boa idéia técnica numa utopia que povoe o imaginário popular, com uma denominação sedutora.
Já o eleitorado de média alta e alta renda tem as suas utopias. Antes da pandemia era a bicicleta, o que pode voltar, como solução, mas de efeito eleitoral limitada. Com a pandemia é voltar a usar o seu carro e encontrar as vias pouco ocupadas e o trânsito fluindo. Como o novo Prefeito vai conseguir isso, uma vez vencida a pandemia? 
Ter uma solução simples, popular e crível será um importante passaporte para a vitória.

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Estratégias para os candidatos a Prefeito

As estratégias devem ser especificas de cada candidato, para vencer as eleições, concorrendo com vários outros, cada qual com estratégia própria.
Neste documento, voltado para orientar a estratégia de cada candidato são colocados as questões principais, segundo as circunstâncias setoriais do candidato. 
Uma estratégia vitoriosa não é genérica: deve ter por base os pontos fortes e fracos do candidato e uma avaliação das prováveis estratégias dos adversários.
A indicação de orientações estratégicas, para as diversas circunstâncias, dará a cada candidato uma idéia das prováveis estratégias dos seus adversários.
Todas as estratégias tem o mesmo objetivo: conseguir a maior quantidade de votos dentro do eleitorado, partindo de uma base cativa. Todo candidato entra para a disputa eleitoral, porque conta com uma base de adeptos que incentivam a sua candidatura, prometem os seus votos e se comprometem a ampliar a base. Há os que acreditam que tem uma base, por integrar um partido ou um grupo político. 
Essa base, supostamente cativa, em geral, não é suficiente para garantir a eleição e o candidato precisa fazer campanhas, não só para garantir a fidelidade da sua base, como para ampliá-la. 
As estratégias dos candidatos devem ter esse duplo objetivo: garantir os votos da sua base, evitando que algum adversário os tomem e conquistar votos adicionais, sejam de contingentes livres de eleitores, como também da base de concorrentes, levando-os a mudar de posição.
Grande parte dos candidatos são  movidos mais por ilusões do que por percepções da realidade. Acham desnecessárias as estratégias, acreditando apenas na sua intuição e vontade. A ficha só cai no dia das eleições depois de contados os votos.

sábado, 8 de agosto de 2020

Estratégia dos despachantes

Os deputados federais que atuam mais como despachantes comunitários do que legisladores, representando o interesse dos eleitores de um Município de médio a pequeno porte, ou a grupo deles, fazem o rodízio entre cargos: depois de eleito Prefeito Municipal, seja porque terminaram o seu mandato, ou no meio de seu segundo mandato candidatam-se a deputado federal. Eleito ou não, voltam a se candidatar a Prefeito na sua principal base eleitoral.
Há, pois, vários deputados federais candidatos a Prefeito Municipal, muitos deles que já foram Prefeitos.
São, em geral, populistas, com promessas de solução de problemas concretos e restritos das comunidades ou bairros. Conhecem bem a cidade e os problemas locais e a solução é conseguir verbas para a resolução do problema. 
Valem-se muito dos tradicionais cabos eleitorais, recrutados entre as lideranças comunitárias. 
Com as restrições determinadas pelo combate à pandemia do coronavirus essa estratégia fica enfraquecida, por não poder promover aglomerações, em visitas às localidades. 
A comunicação virtual não tem a mesma força de persuasão ou sedução que tem o relacionamento direto e presencial.
Irá requerer dos candidatos "despachantes" criatividade e inovação, o que não seria um ponto forte deles. 

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

A estratégia dos novatos (2)

A popularidade pela sua atividade


Mais recentemente, duas profissões deram origem a novos políticos, em função do combate à corrupção: delegados de policia e juizes. Flávio Dino, Governador do Maranhão já não é um novato, mas entrou na política apos uma carreira na magistratura. O caso mais recente é do Governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, que foi eleito, sem nenhum antecedente politico-eleitoral.

A popularidade politico-eleitoral do Juiz é decorrente de um dos novos mitos que povoam o imaginário popular: o ex-Juiz Sérgio Moro, em função da sua atuação no combate à corrupção, condenando grandes empresários e politicos influentes o que poucos acreditavam que poderiam vir a cumprir temporadas na cadeia. 

Também é um quadro que mudou substancialmente, seja pelo equívoco de Sérgio Moro, como de muitos outros brasileiros, que acreditou que Jair Bolsonaro era não só um político não corrupto, como um paladino anti-corrupção. Era um mito falso e levou Sergio Moro ao desgaste da sua imagem popular. 

Além disso, o envolvimento do ex-Juiz, atual Governador do Rio de Janeiro, com esquemas de corrupção, em compras para a saúde, comprometeram a imagem de que bastava ser Juiz para o eleitorado acreditar que seria honesto e combateria a corrupção. 

Um terceiro fator de desgaste é a cerrada campanha dos bolsonaristas contra os magistrados que compõe o Supremo Tribunal Federal.

Ser ou ter sido juiz não garante mais os votos dos que dão prioridade absoluta à honestidade na gestão pública e no combate à corrupção. 



As redes sociais criaram uma nova figura: o influenciador digital, que pelos seus blogs, twitters e outros instrumentos de comunicação digital, ganham milhares e até  milhões de seguidores.

A escolha partidária

O candidato popular é chamado pelo partido que lhe oferece uma infraestrutura para a campanha, com o objetivo de valorizar a imagem do partido.

O "gestor"

É uma pessoa bem sucedida na sua atividade econômica, seja como empreendedor ou como investidor e decide ingressar na política, movido pela idéia de que tem competência para resolver os problemas da cidade, o que os políticos não conseguem. Tem como lema serem gestores e não políticos. 
Alguns são idealistas, outros apenas ambiciosos. Usam parte da sua fortuna para a campanha eleitoral. João Dória, embora tenha sido lançado pelo então Governador Geraldo Alckmin, como padrinho político, seria o caso mais conhecido. Mas Vittório Medioli foi eleito Prefeito de Betim, em 2016, com grande financiamento próprio, a partir de decisão pessoal de resolver os problemas da cidade. 
Sua estratégia é de montagem de uma grande estrutura própria para conquista dos votos, com impressão de grandes quantidades de volantes e outras peças, contratação de cabos eleitorais e grande investimento nos programas de rádio e tv. Com seus recursos ajudam a campanha de alguns vereadores para compor, posteriormente, a sua base de apoio parlamentar.
Com força econômica tem quebrado o rodízio entre dois ou três forças políticas tradicionais na cidade. É uma renovação, mas com substituição da democracia por uma efetiva plutocracia.



O primeiro obstáculo: o registo de candidato

Como no Brasil não é admitido o candidato avulso, tendo o concorrente que obrigatoriamente ser registrado na Justiça Eleitoral por um partido, o novato independente terá que buscar um partido.
O normal seria o partido escolher o candidato entre os seus filiados que aderiram aos seus princípios e projeto partidário, mas - na prática - vem ocorrendo o contrário: é o candidato que  escolhe o partido. 
A partir dai ele percebe que tem que ser político, negociando com os dirigentes, assim como com as lideranças e demais candidatos, a sua escolha na convenção do partido. 

A crença na força das redes sociais

Com pouco conhecimento e experiência em campanhas eleitorais, a principal alternativa é a ampla utilização das redes sociais.
Deu muito certo para a eleição surpresa de Donald Trump, para a Presidência dos EUA em 2016 e de Jair Bolsonaro em 2018, mas algumas coisas mudaram de lá para cá.
O sucesso das redes sociais foi mais em função de informações falsas (fake news), disseminadas por tecnologias de robotização, do que da transmissão de informações positivas do candidato.
A reação contra as informações falsas, limita a sua utilização, embora não a elimine totalmente. 
Igualmente a disseminação de mensagens ficou mais dificil pelas restrições estabelecidas pelos gestores das redes. 
Será importante para os novatos utilizarem os instrumentos para anunciar a sua candidatura e se fazer conhecido, mas a menos que tenham algum diferencial, alguma mensagem inusitada que viralize, o conhecimento ficará restrito aos amigos e quando muito, aos amigos dos amigos. 
Ser um novato na política já foi um fato inusitado. Não é mais. Há muitos candidatos novatos, de diversas profissões e formatos. 
Afirmar que é um não político, mas um gestor também já virou trivial, a menos que seja um empreendedor de sucesso, que em pouco tempo se tronou bilionário. Mas esse, se candidato, não precisa da rede social para se tornar conhecido.
A mensagem inusitada, com capacidade efetiva de viralizar, poderá decorrer de pesquisas de opinião, de tentativa e erro, ou de uma grande inspiração intuitiva. Os novatos estarão atrás do seu "eureka"

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Estratégias dos novatos

Os novatos são candidatos que nunca participaram, anteriormente, de disputa eleitoral e não estão vinculados a famílias ou padrinhos políticos, ingressando nas disputas já com um eleitorado cativo. Seriam "zero quilometro" na disputa eleitoral de 2020.

Os novatos se apresentam perante o eleitorado como "out siders" , como um não político, procurando capitalizar a rejeição do eleitorado aos políticos. A sua principal bandeira é a renovação.
São bem intencionados, acreditam que podem mudar as formas de governar a cidade, com seriedade, com honestidade e bons programas de governo. Alguns fazem cursos preparatórios para uma boa gestão sejam os promovidos pelos movimentos de renovação, como pelos partidos.
Partem de grupos de apoio, formados por amigos, colegas de escola, de trabalho e outros que o incentivam a concorrer, prometendo os seus votos e conseguir outros.
Ao longo da campanha, no entanto, constatam que tem concorrentes novatos, com outros grupos de apoio, o que limita a expansão desses. Em poucos casos aceitam se juntar para unificar candidatura.

A popularidade pela sua atividade

O novato é uma pessoa, com perfil de liderança, que ganhou popularidade em função das suas atividades profissionais, sociais ou comunicação e é incentivado pelos seus admiradores a se candidatar. Um dos profissionais mais comuns são os médicos da área pública que ganham popularidade pelo bom atendimento da população de menor renda. 
Outros ganham popularidade pelas suas ações sociais. 

As redes sociais criaram uma nova figura: o influenciador digital, que pelos seus blogs, twitters e outros instrumentos de comunicação digital, ganham milhares e até  milhões de seguidores.

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Os candidatos bolsonaristas

Os bolsonaristas emergiram em 2018 como um fato novo, mas já não serão novos em 2020. Com base na onda gerada pela candidatura de Jair Bolsonaro, vários "out siders" sairam como candidatos a cargos eletivos, assumindo as bandeiras da anti-política, da defesa da família e da segurança publica e pessoal, essa traduzida no direito às armas e a favor da militarização do Governo, em nome da ordem. Cerca de 60 foram eleitos como deputados federais, tanto pelo PSL, partido alugado por Jair Bolsonaro para poder registrar a sua candidatura,  como por outros partidos. Alguns deles são candidatos a Prefeitos, mesmo tendo abandonado o Presidente, como Joyce Hasselman, mas sem abandonar as suas bandeiras originais. 
Varios bolonaristas vão sair candidatos, defendendo as mesmas bandeiras do seu chefe-mor, atualizadas: armamento da população, como solução para a segurança, defesa de valores familiares tradicionais, a militarização, oposição ao isolamento, como forma de combate à pandemia, defesa do uso da cloroquina para o tratamento da doença. O combate ferrenho à corrupção deixou de ser uma bandeira, depois da saída de Sérgio Moro, do  Governo e tachado pelos bolsonaristas como "traidor".
Em raros casos um candidato bolsonarista alcançará o segundo turno. Em média os bolsonaristas fiéis são de 20 a 25% do eleitorado, com queda em relação aos que levaram Jair Boslonaro à Presidência que foram em torno de um terço do eleitorado. Em 2018, além desses, a total adesão dos antipetistas a Jair Bolsonaro o elegeu à Presidência da República. O  terço que continua apoiando-o foi acrescido pela gratidão dos sem renda agraciados pelo auxilio emergencial. Poucos estão nas grandes cidades e esses, na maioria dos casos acham insuficiente e uma obrigação natural do Governo e poderão ou não votar num candidato que se apresente como bolsonarista. O quarto de eleitores - em média - não será suficiente para serem eleitos, mas poderão infernizar um candidato que defina como inimigo e poderá colaborar para a sua derrota. Os bolsonaristas tendem a fazer uma campanha destrutiva e não propositiva. Serão agressivos e pouco escrupulosos fazendo amplo uso de dados falsos ("fake-news") para desconstruir os inimigos. 
O objetivo deles não é vencer a eleição, mas evitar que um suposto inimigo vença.
Os principais candidatos a inimigo dos bolsonaristas são os Prefeitos atuais que adotaram quarentenas mais rígidas e se opõe ao uso  obrigatório da cloroquina, no tratamento da COVID-19.
Os supostos inimigos dos bolsonaristas precisarão estabelecer estratégias defensivas adequadas aos ataques dos bolsonaristas para mitigar os desgastes. As principais serão de natureza juridica eleitoral, para conter os ataques e ter direito de resposta. O principal foco das batalhas serão as redes sociais. 

Esse fenômeno torna mais evidente a necessidade não só de estratégias propositivas para conquista de eleitores, mas também de estratégias defensivas para não perder votos. 

Há dois outros dados que precisam ser considerados: os candidatos do PSL poderão contar com muitos recursos dos fundos públicos e um dado mais recente que é a repercussão popular do auxílio emergencial.

Estratégias para o saneamento

O deficit de saneamento é um dos maiores problemas do Brasil, requerendo muito dinheiro, investimentos, inovação tecnológica e eficiência na...