quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Brasil Desenvolvido

O BNDES está apresentando para discussão pública a sua proposta Visão 2035 - Brasil Desenvolvido.

O Brasil é ainda um país emergente e não aceito  mundialmente como desenvolvido, porque apesar de ter uma região altamente industrializada e desenvolvida, abaixo do paralelo 16, isto é, no sudeste e sul do país, tem ainda uma ampla área subdesenvolvida.

O Brasil só se tornará um país desenvolvido quando transformar essa área subdesenvolvida em emergente. 

O grande desafio do Brasil até 2035 não está na sua política fiscal - embora seja fundamental -, mas medidas macroeconométricas, mas em promover o desenvolvimento dessa região, mediante ação privada.

Não poderá ser como ocorreu no século passado, em que o desenvolvimento da região sul-sudeste foi comandado e financiado pelo Estado.

A nova fase de desenvolvimento terá que ser eminentemente privada. Mas não poderá prescindir da ativa participação do BNDES.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Agornegócio e indústria

Agronegócio é muito mais que agropecuária. Essa é base - hoje com grande capacidade produtiva e motor da economia brasileira.


A importância do agronegócio está na sua cadeia produtiva, dentro da qual a indústria tem participação relevante. Igual ou até superior que a produção das matérias primas.

A grande agropecuária brasileira é altamente avançada tecnologicamente e é a principal demandante da indústria 4.0. O trator autônomo já é realidade, operando em fazendas brasileiras.

O confronto entre a agricultura e indústria é falso. Não há porque permanecer na contraposição de que o Brasil precisa se industrializar e não ser um produtor de commodities.

O Brasil tem que aproveitar a sua capacidade e competitividade na produção de commodities para transformá-los em produtos processados industrialmente, mantendo a competitividade internacional.

A oportunidade de reindustrialização brasileira está na transformação de suas commodities, incorporando os avanços da Industria 4.0.

As entidades representativas da agropecuária e da indústria precisam se unir para aproveitar a condição já conquistada do Brasil, como celeiro do mundo para tornar o Brasil:

  • alimentador do mundo;
  • maior supridor de combustíveis de fontes renováveis;
  • maior supridor de fibras naturais.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Lulismo (6) - petismo sem lulismo

O PT conta atualmente com três facções: uma ideológica, outra corporativo-sindical e o lulismo.

A facção ideológica é formada por adeptos mais ilustrados, em geral de maior renda, com posições baseadas em teorias. São anticapitalistas e defendem a igualdade social. São contra as discriminações sociais. 

A facção corporativo-sindical representa uma classe profissional ou categoria de empregados. Os representantes (deputados eleitos) ou militantes defendem os direitos conquistados, mesmo encontrando resistência da sociedade, inclusive da facção ideológica. 

O lulismo é personificado por Lula e não tem base teórica. 

Não é anticapitalista. Quer que os pobres também se integrem no sistema econômico. Que possam usufruir dos benefícios do que produz.

O lulismo é ascensão social. Não apenas como proposta, mas como exemplo de vida.

O lulismo elege, como elegeu dois Presidentes da República e ainda promoveu a reeleição dos mesmos.

O lulismo é que dá sustentação ao PT para ser um partido de esquerda diferenciado dos demais. Tem uma capacidade de sedução e de mobilização do povo, que os demais não tem. 

Sem Lula, ainda resta ao PT o lulismo. Mas que irá se esvanecer sem um herdeiro à altura. Um herdeiro que tenha a mesma trajetória de vida. 

O PT não conta com esse herdeiro e se não o encontrar a tempo, vai seguir ladeira abaixo, como já ocorreu em 2016. 

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Lulismo (5) -enigma desvendado

A resposta ao enigma Lula está na própria vida do personagem, com um ascensão social, aparentemente surpreendente e incrível. 
Um menino retirante da seca do Nordeste, acompanhando sua mãe abandonada pelo marido, que não completou a educação básica, vai ascendendo na vida, alcançando o posto mais importante da nação: o de Presidente da República. É reeleito, considerado por alguns como o melhor Presidente da História Brasileira e ainda o principal líder político, com potencial de voltar ao cargo, sufragado pelo povo.

O seu projeto de nação é dar a todos oportunidade e condições para que possa repetir igual trajetória. 

Lulismo é ascensão social e se confunde com a sua vida pessoal. 

Esse é o motivo principal - talvez o único - que gera a atração do povo por ele. Ele é aquele que conseguiu o que todo mundo quer. Mesmo saindo de baixo, ou abaixo do baixo.

É um mito vivo. Como mito é construido pelo imaginário popular que só vê o lado claro ou desejável. E rejeita o lado escuro da personagem.

O homem tem o seu lado escuro. O mito não.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

É o dinheiro, seu estúpido!

Tem muita gente entusiasmada com possíveis candidaturas nas eleições de 2018. Mas a maioria ou quase todos eles esquecem de perguntar ao seu financeiro, com quanto eles podem contar para a campanha.

A ficha ainda não caiu. Mas vai cair e mudará substancialmente as movimentações das candidaturas. Tanto para o MDB como para o PT (sem Lula) não convém ter candidato próprio para a Presidência. Precisam usar o dinheiro para as eleições de governadores e para manter ou aumentar a bancada. Até mesmo, para assegurar maior participação no fundo eleitoral em 2022.

Mesmo os candidatos a deputados federais que estão animados com um candidato próprio do partido para a Presidência, perceberão que esse candidato irá tirar recursos das campanhas deles. 

O DEM, se fizer as contas, não terá candidato próprio. Com 89 milhões, terá que destinar prioritariamente os recursos para o aumento da bancada no Congresso. E terá que acenar com esse montante para atrair deputados atuais de pequenos partidos. Um candidato próprio, reduziria aquela verba para 29 milhões.

O pragmatismo falará mais alto que a ideologia. Essa só prevelecerá nos partidos de esquerda. 




quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Lulismo (3) - Alternativas dos partidos de esquerda

Para as massas oprimidas que os partidos de esquerda pretendem defender, o mais importante é a oportunidade de ascensão econômica e social. Não é a desigualdade. 
Embora seja uma realidade, a preocupação é dos acadêmicos e ideólogos. Não dos "menos iguais".
Eles entendem que para ascender precisa ser com o seu esforço pessoal. 
O que eles querem do Estado é oportunidade. Não apenas assistencialismo.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Ano novo

Bom dia meus amigos e amigas

Hoje, pela tradição brasileira começa o ano. E eu começo o meu octagésimo segundo ano, diante de uma realidade.

A agropecuária-florestal brasileira - de base eminentemente privada - é altamente competitiva mundialmente e é a grande alavanca da retomada do crescimento econômico brasileiro. Tornou-se o principal motor da economia brasileira. O Brasil já assegurou o papel de "celeiro do mundo".

Mas não pode se contentar com esse papel. Tem que usar essa base para tornar o seu agronegócio - como um todo - em mundialmente competitivo e tornar-se:

  • alimentador do mundo;
  • maior supridor mundial de combustíveis de fontes renováveis;
  • maior supridor mundial de fibras naturais. 


Essa é a proposta de projeto nacional, ou projeto Brasil, que apresento publicamente, neste início efetivo do ano de 2018.

Para reflexão e discussão. E conclamo os meus amigos e amigas. Meus leitores e leitoras. Adeptos e desafetos a difundir e discutir. 

Vamos discutir Brasil e não apenas programas de governo de candidatos e medidas macroeconômicas do Estado.




Brasil Desenvolvido

O BNDES está apresentando para discussão pública a sua proposta Visão 2035 - Brasil Desenvolvido. O Brasil é ainda um país emergente e não ...