O comércio em geral vem apresentando melhoras. Os índices globais do comércio varejista indicam melhora. Em São Paulo, o comércio de rua estava cheio às vésperas do dia dos namorados. Em contrapartida, os shoppings de luxo, vazios.
O comércio de luxo ainda está em crise, com perspectivas de piora.
O comércio de luxo tem sido movimentado e dinamizado por dois fatores, ora em decadência.
O primeiro é a corrupção. Grande parte dos valores da corrupção, quando dirigida a benefícios pessoais, é gasta no comércio de luxo. Ou era.
O segundo fator é que a maioria dos ricos que gastam, eles próprios ou seus familiares, no mercado de luxo, são rentistas, que usam o rendimento das suas aplicações.
Esse rendimento caiu muito, com a redução da taxa de juros. A renda disponível para gastos, vem caindo, com perspectivas de continuar caindo.
Para eles e para o mercado de luxo, as notícias de que o Banco Central vai continuar reduzindo as taxas, até mantendo corte de 1% a cada sessão, são péssimas.
O mercado brasileiro de luxo vai ter que se reinventar, depois da Lava-Jato e de Ilan Goldfajn.
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quarta-feira, 14 de junho de 2017
sexta-feira, 21 de abril de 2017
Dórialusconi
A Operação Lava Jato se inspira na Operação Mani Pulite , ou Mãos Limpas realizada na Itália e pode servir de roteiro do que pode (ou vai) acontecer com a política no Brasil.
Seguindo o processo ocorrido na Itália, as lideranças políticas atuais serão varridas, pelos eleitores em 2018 e, após perder o foro privilegiado, acabarão condenados e presos por juizes de 1ª Instância.
Os grandes partidos serão desidratados e abrirão espaço para novos e para novas lideranças.
No Congresso Nacional muitos sobreviverão e voltarão. Mas não serão as lideranças atuais. Será uma grande parte do "baixo clero".
Já entre os Senadores, 1/3 ainda terão um mandato de 4 anos pela frente. Dos 2/3 que terão que disputar as eleições muitos não voltarão.
Com o vácuo aberto com a rejeição aos candidatos mais tradicionais, já estão emergindo novas alternativas para a Presidência, que poderão se desenvolver até 2018.
Dois nomes já estão despontando: João "Berlusconi" Dória e Jair "Hugo Chaves" Bolsonaro.
João Dória tem alguns pontos comuns com Silvio Berlusconi: é homem de televisão e rico. Jair Bolsonaro é ex-militar e populista, como foi Hugo Chaves. Embora diametralmente opostos do ponto de vista ideológico tem em comum o populismo baseado em posições radicais.
Nenhum dos dois pode ser subestimado.
Pesquisas mostram a preferência dos jovens por Jair Bolsonaro. Para os jovens, praticamente, não existe passado político. Só presente. Os principais protagonistas da política brasileira são os mesmos desde que tiraram o seu título de eleitor, a partir dos anos noventa. Ditadura militar, repressão aos direitos individuais só conhecem de história.
Dória e Bolsonaro seriam de direita. A esquerda não tem ainda uma nova liderança para assumir a bandeira de Lula, a não ser ele próprio ou a sua sucessora, ambos provavelmente inabilitados à concorrência. Ciro Gomes seria uma alternativa do PT, mas não da esquerda.
Restaria Marina Silva, figura contraditória, avançada em questões políticas e conservadora em questões religiosas e sócio-culturais, como o direito ao aborto, casamento homossexual e outros.
Os cenários para 2018 e 2022 devem ser avaliados segundo uma visão básica: a ocupação do vazio gerado pela Operação Lava-Jato e seus desdobramentos.
O fantasma Berlusconi que se seguiu ao mani pulite paira sobre a política brasileira.
Seguindo o processo ocorrido na Itália, as lideranças políticas atuais serão varridas, pelos eleitores em 2018 e, após perder o foro privilegiado, acabarão condenados e presos por juizes de 1ª Instância.
Os grandes partidos serão desidratados e abrirão espaço para novos e para novas lideranças.
No Congresso Nacional muitos sobreviverão e voltarão. Mas não serão as lideranças atuais. Será uma grande parte do "baixo clero".
Já entre os Senadores, 1/3 ainda terão um mandato de 4 anos pela frente. Dos 2/3 que terão que disputar as eleições muitos não voltarão.
Com o vácuo aberto com a rejeição aos candidatos mais tradicionais, já estão emergindo novas alternativas para a Presidência, que poderão se desenvolver até 2018.
Dois nomes já estão despontando: João "Berlusconi" Dória e Jair "Hugo Chaves" Bolsonaro.
João Dória tem alguns pontos comuns com Silvio Berlusconi: é homem de televisão e rico. Jair Bolsonaro é ex-militar e populista, como foi Hugo Chaves. Embora diametralmente opostos do ponto de vista ideológico tem em comum o populismo baseado em posições radicais.
Nenhum dos dois pode ser subestimado.
Pesquisas mostram a preferência dos jovens por Jair Bolsonaro. Para os jovens, praticamente, não existe passado político. Só presente. Os principais protagonistas da política brasileira são os mesmos desde que tiraram o seu título de eleitor, a partir dos anos noventa. Ditadura militar, repressão aos direitos individuais só conhecem de história.
Dória e Bolsonaro seriam de direita. A esquerda não tem ainda uma nova liderança para assumir a bandeira de Lula, a não ser ele próprio ou a sua sucessora, ambos provavelmente inabilitados à concorrência. Ciro Gomes seria uma alternativa do PT, mas não da esquerda.
Restaria Marina Silva, figura contraditória, avançada em questões políticas e conservadora em questões religiosas e sócio-culturais, como o direito ao aborto, casamento homossexual e outros.
Os cenários para 2018 e 2022 devem ser avaliados segundo uma visão básica: a ocupação do vazio gerado pela Operação Lava-Jato e seus desdobramentos.
O fantasma Berlusconi que se seguiu ao mani pulite paira sobre a política brasileira.
quarta-feira, 12 de abril de 2017
A bomba estourou. E agora?
A bomba de Janot estourou antes da hora, agora como "Lista de Fachin" estragando a Páscoa de muitos políticos. Mas também gerando alívio temporário àqueles que não estão na lista. As maiores surpresas não estão na lista. Mas dos que ficaram fora da lista. Por que não entraram?
O Governo tem atualmente 28 Ministros de Estado. O Ministro Fachin pediu investigação sobre 8 e informações adicionais sobre mais 1. São 9 citados, o que pode ser um escândalo, ou, num fria análise numérica, apenas 32%, pouco menos de um terço.
Não pediram ou não foram atendidos pela Odebrecht. Uma parte dos Ministros é oriunda do baixo clero. Não tinham prestígio.
Outra situação é dos filhos ou parentes de políticos tradicionais e de prestígio para serem contemplados pela Odebrecht, como Sarney Filho, Leonardo Picciani e Fernando Coelho Filho. Os pedidos e atendimentos teriam sido feito pelos pais?
A surpresa da lista de Facchin não é dos Ministros objeto de investigação, mas dos que não foram arrolados. Estarão livres definitivamente, ou apenas nesta fase?
Numericamente a Câmara dos Deputados é a menos atingida. Dos 513 deputados, apenas 39 deputados serão objeto de investigação: 8% do total. Quantitativamente, 92% estão, por enquanto, fora das suspeitas e podem dar continuidade aos trabalhos legislativos, embora dentre os 8% estejam muitos dos líderes partidários.
Do lado oposto, numericamente o Senado é mais atingido com 24 Senadores objeto de investigação, aos quais se soma a Senadora Gleise Hoffmann, já reu em processo no STF. Os 25 suspeitos representam 27 % do total. Entre eles as principais lideranças, incluindo o atual Presidente do Senado.
Embora o centro do Congresso tenha sido atingido pelos mísseis da dupla Janot/Facchin, os sobreviventes terão plenas condições de dar sequência aos trabalhos legislativos. Embora abalados emocionalmente. E perseguidos pela mídia.
No caso dos Governadores, as primeiras notícias não deram a amplitude da lista, ainda que também numericamente minoritária. Foram arrolados 12 Governadores em exercicio, o que representa 44% dos 27.
Outros 9, incluindo o Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin teriam atuado diretamente com a Odebrecht. Por essa razão os seus processos foram encaminhados para o STJ cuja velocidade poderá ser diferente do STF. A possibilidade deles serem denunciados mais rapidamente dos que os seus colegas no STF é alta.
Embora tenham ainda a alternativa de recurso ao STF, no caso de condenação, o impacto político da denúncia pode ser avassaladora àqueles que pretendem ser candidatos à reeleição ou a cargos maiores.
O Governo tem atualmente 28 Ministros de Estado. O Ministro Fachin pediu investigação sobre 8 e informações adicionais sobre mais 1. São 9 citados, o que pode ser um escândalo, ou, num fria análise numérica, apenas 32%, pouco menos de um terço.
Não pediram ou não foram atendidos pela Odebrecht. Uma parte dos Ministros é oriunda do baixo clero. Não tinham prestígio.
Outra situação é dos filhos ou parentes de políticos tradicionais e de prestígio para serem contemplados pela Odebrecht, como Sarney Filho, Leonardo Picciani e Fernando Coelho Filho. Os pedidos e atendimentos teriam sido feito pelos pais?
A surpresa da lista de Facchin não é dos Ministros objeto de investigação, mas dos que não foram arrolados. Estarão livres definitivamente, ou apenas nesta fase?
Numericamente a Câmara dos Deputados é a menos atingida. Dos 513 deputados, apenas 39 deputados serão objeto de investigação: 8% do total. Quantitativamente, 92% estão, por enquanto, fora das suspeitas e podem dar continuidade aos trabalhos legislativos, embora dentre os 8% estejam muitos dos líderes partidários.
Do lado oposto, numericamente o Senado é mais atingido com 24 Senadores objeto de investigação, aos quais se soma a Senadora Gleise Hoffmann, já reu em processo no STF. Os 25 suspeitos representam 27 % do total. Entre eles as principais lideranças, incluindo o atual Presidente do Senado.
Embora o centro do Congresso tenha sido atingido pelos mísseis da dupla Janot/Facchin, os sobreviventes terão plenas condições de dar sequência aos trabalhos legislativos. Embora abalados emocionalmente. E perseguidos pela mídia.
No caso dos Governadores, as primeiras notícias não deram a amplitude da lista, ainda que também numericamente minoritária. Foram arrolados 12 Governadores em exercicio, o que representa 44% dos 27.
Outros 9, incluindo o Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin teriam atuado diretamente com a Odebrecht. Por essa razão os seus processos foram encaminhados para o STJ cuja velocidade poderá ser diferente do STF. A possibilidade deles serem denunciados mais rapidamente dos que os seus colegas no STF é alta.
Embora tenham ainda a alternativa de recurso ao STF, no caso de condenação, o impacto político da denúncia pode ser avassaladora àqueles que pretendem ser candidatos à reeleição ou a cargos maiores.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
Conteúdo local industrial ou global?
Estabelecida em 1999 a política de conteúdo local, as exigências foram ampliadas e acabaram sendo distorcidas por ações corruptivas. Foi estimulada a criação ou desenvolvimento de empresas de capital nacional, sendo que as principais estão - atualmente - inabilitadas implicadas nas apurações ou condenações da Operação Lava-Jato.
Por outro lado, a Petrobras e as demais petroleiras vem pressionando o Governo para eliminar as exigências de conteúdo nacional, alegando que as aquisições nacionais, com os índices de conteúdo nacional, são superiores ao da aquisição dos mesmo equipamento no exterior.
A indústria brasileira tem reagido reivindicando a manutenção integral da política de conteúdo nacional.
O Governo está dividido e, mais uma vez, adiou a decisão.
Há um certo consenso de redução do nível de exigências de conteudo local. O que está pendente é a sua aplicação. Uma posição é de definir um índice global, o que é contestado pela indústria que defende a manutenção de índices específicos como estabelecido atualmente. Uma posição intermediária, ora em estudo, é uma divisão do CL em macro-segmentos.
Com a manutenção das exigências de conteúdo local, qualquer que seja o critério, os grandes equipamentos terão que ser terminadas em território brasileiro.
Nos próximos anos, em função da continuidade dos programas de produção na Bacia de Santos, tanto a Petrobras como as demais petroleiras deverão seguir o modelo de contratação de afretadoras internacionais que farão encomendas aos estaleiros instalados no Brasil, para a produção de partes e integração final dos equipamentos, para atendimento das exigências de conteúdo local.
Esse modelo transfere o foco de fortalecimento da indústria, dentro da cadeia produtiva, para passar a enfatizar os serviços, onde estão os maiores valores agregados e o uso mais intenso de tecnologia e inovação.
Porém são os segmentos onde a engenharia brasileira seria mais fraca. Principalmente no segmento de projetos básicos (feed - front end engineering design).
Mantida a política de conteúdo local, e livre essa de distorções corruptivas, como promover a capacitação brasileira em engenharia?
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
Futuro do Brasil sob Temer
Temer é um político que tem condições de estabelecer parcerias com o Congresso para o estabelecimento das reformas estruturais, ainda que as possíveis.
Com essas medidas a economia brasileira voltará a crescer, ainda que lentamente e poderá ser o suficiente para sustentar a permanência de Temer na Presidência até o final de 2018.
E quais são as perspectivas do Brasil, sob Temer, até esse final de 2018?
A economia brasileira tem um grande potencial de desenvolvimento mas que poderá ser inibido ou distorcido pelas intervenções governamentais.
O crescimento econômico recente ocorreu com a exacerbação da "economia do compadrio", em que empresários buscaram nas relações com o Estado, as vantagens para o seu sucesso.
Obter um benefício fiscal, um financiamento a juros menores, uma licença especial, ou um contrato público super valorizado era mais importante, para garantir lucros e expansão, do que medidas internas para melhorar a produtividade e competitividade.
Esse modelo, estruturado - ao longo de muitos anos - foi fortemente abalado pela Operação Lava-Jato, mas ainda não inteiramente destruído e tenta renascer.
Quando o Estado intervém na economia, grupos empresariais aproveitam para "capturá-lo", levando-o a lhes favorecer. Ao longo dos governos petistas, por um amplo fluxo de "propinas", que ampliou e estruturou sistemas criados anteriormente.
O abalo desse modelo, pelos ataques da Operação Lava-Jato abalou toda economia.
Com alguns indícios de melhoria da economia, que - pelo menos - teria estancada a trajetória descendente, o Governo se anima a governar, o que significa voltar a intervir na economia. Sob a alegação de estimular a retomada do crescimento, tende a aceitar as reivindicações ou pressões empresariais.
Os Poderes Executivo e Legislativo só refluirão das suas intenções intervencionistas se estiverem pressionados pela Operação-Lava Jato e pelas crises nos serviços públicos decorrentes das contenções obrigatórias dos gastos públicos.
Michel Temer tem se mostrado um grande articulador, mas nunca foi um governante. Como executivo tende a ser um grande desastre.
Deixá-lo "amarrado" com as mini-crises políticas e as nos serviços públicos, pode ser a melhor solução para a economia brasileira.
Com essas medidas a economia brasileira voltará a crescer, ainda que lentamente e poderá ser o suficiente para sustentar a permanência de Temer na Presidência até o final de 2018.
E quais são as perspectivas do Brasil, sob Temer, até esse final de 2018?
A economia brasileira tem um grande potencial de desenvolvimento mas que poderá ser inibido ou distorcido pelas intervenções governamentais.
O crescimento econômico recente ocorreu com a exacerbação da "economia do compadrio", em que empresários buscaram nas relações com o Estado, as vantagens para o seu sucesso.
Obter um benefício fiscal, um financiamento a juros menores, uma licença especial, ou um contrato público super valorizado era mais importante, para garantir lucros e expansão, do que medidas internas para melhorar a produtividade e competitividade.
Esse modelo, estruturado - ao longo de muitos anos - foi fortemente abalado pela Operação Lava-Jato, mas ainda não inteiramente destruído e tenta renascer.
Quando o Estado intervém na economia, grupos empresariais aproveitam para "capturá-lo", levando-o a lhes favorecer. Ao longo dos governos petistas, por um amplo fluxo de "propinas", que ampliou e estruturou sistemas criados anteriormente.
O abalo desse modelo, pelos ataques da Operação Lava-Jato abalou toda economia.
Com alguns indícios de melhoria da economia, que - pelo menos - teria estancada a trajetória descendente, o Governo se anima a governar, o que significa voltar a intervir na economia. Sob a alegação de estimular a retomada do crescimento, tende a aceitar as reivindicações ou pressões empresariais.
Os Poderes Executivo e Legislativo só refluirão das suas intenções intervencionistas se estiverem pressionados pela Operação-Lava Jato e pelas crises nos serviços públicos decorrentes das contenções obrigatórias dos gastos públicos. Michel Temer tem se mostrado um grande articulador, mas nunca foi um governante. Como executivo tende a ser um grande desastre.
Deixá-lo "amarrado" com as mini-crises políticas e as nos serviços públicos, pode ser a melhor solução para a economia brasileira.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2016
O povo está sendo levado
A mobilização popular se faz mais por elementos emocionais do que racionais. São lançadas palavras de ordem que repercutem, são aceitas pelas pessoas e as motivam ir às ruas.
Mas nem todas sabem bem o porque, levados apenas pelos discursos.
Há fatos concretos: a proposta das 10 medidas anticorrupção, apresentada por um grupo do Ministério Público, foi inteiramente desfigurado. E os políticos comprometidos com a corrupção aproveitaram para inserir medidas contra o abuso de autoridade. Indubitavelmente como retaliação.
Não contra a Operação Lava-Jato, tampouco contra o íntegro Juiz Sérgio Moro. Mas pela ruptura do acordo de proteção mútua entre as corporações, de todos os poderes.
O momento é propício para acabar tanto com a corrupção, como com os privilégios e supersalários. Antes de sair pelas ruas gritando "Fora Renan" é preciso ler, mais atentamente o que diz o projeto aprovado.
Vou ter que fazer isso, antes de continuar, mas por enquanto fico com as observações do Élio Gaspari, ontem no Globo e na Folha: o projeto aprovado pela Câmara não põe em risco a Operação Lava Jato. Mas combate o corporativismo de facções do Ministério Público e da Justiça e preserva o do Legislativo.
Mas nem todas sabem bem o porque, levados apenas pelos discursos.
Há fatos concretos: a proposta das 10 medidas anticorrupção, apresentada por um grupo do Ministério Público, foi inteiramente desfigurado. E os políticos comprometidos com a corrupção aproveitaram para inserir medidas contra o abuso de autoridade. Indubitavelmente como retaliação.
Não contra a Operação Lava-Jato, tampouco contra o íntegro Juiz Sérgio Moro. Mas pela ruptura do acordo de proteção mútua entre as corporações, de todos os poderes.
O momento é propício para acabar tanto com a corrupção, como com os privilégios e supersalários. Antes de sair pelas ruas gritando "Fora Renan" é preciso ler, mais atentamente o que diz o projeto aprovado.
Vou ter que fazer isso, antes de continuar, mas por enquanto fico com as observações do Élio Gaspari, ontem no Globo e na Folha: o projeto aprovado pela Câmara não põe em risco a Operação Lava Jato. Mas combate o corporativismo de facções do Ministério Público e da Justiça e preserva o do Legislativo.
sexta-feira, 25 de novembro de 2016
Herança Maldita!!
A gastança promovida por Dilma,inicialmente com suporte de Lula, e depois por conta própria deixou vários legados malditos:
- um enorme rombo nas contas públicas federais;
- uma cultura de gastança que contaminou as finanças estaduais e municipais
- a não priorização dos gastos: tudo era prioritário e tudo ganhava mais recursos.
Gastou-se por conta de um futuro prometido como róseo e seguro, apesar de baseado num líquido negro. O pré-sal seria a redenção total da pobreza e alçaria o Brasil às primeiras posições na classificação do campeonato das maiores economias mundiais.
O pré-sal mostrou-se uma grande ilusão. Um delírio, vendido como sonho e que se transformou em pesadelo. Hoje se sabe que a real motivação não era a autossuficiência em petróleo e a construção de uma grande nação brasileira, mas o financiamento de um projeto de poder, para garantir 20 ou mais anos continuados de poder.
O preço internacional do petróleo despencou. Com isso a receita da produção do petróleo do pós-sal na bacia de Campos, também caiu e afetou os royalties dos Estados e Municípios.
Os mais afetados foram os Estados do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul. Entraram em colapso e estão em "estado de guerra".
Os mais afetados foram os Estados do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul. Entraram em colapso e estão em "estado de guerra".
quinta-feira, 24 de novembro de 2016
Gasto Demais
As autópsias da era Dilma, começam a mostrar que ela não foi eleita e reeleita, apenas na onda da popularidade de Lula. Não era um poste qualquer. Era um poste desejado pela sociedade, encarnando o Estado Gastador. Para benefício de todos que "mamam nas tetas do Estado". Não apenas os empresários, mas também os bolsa-familias, os universitários que não pagam as faculdades públicas, os super-salários de funcionários públicos, etc, etc.
A "gastança" de Dilma, tinha um suporte político: era necessário que o Estado gastasse mais para aumentar o volume dos pedágios destinados a sustentar o projeto de poder do PT.
Para manter gastos públicos elevados, transformou uma descoberta técnica na "salvação da pátria": o pré-sal.
E a "turma" foi gastando por conta.
As circunstâncias mudaram. As cotações internacionais do petróleo cairam, a Operação Lava-Jato desvendou o trilionário esquema do petezão, fazendo suspender os programas de investimentos da Petrobras e do pré-sal, o ajuste fiscal parcial desencadeou uma crise econômica lenta e prolongada, e os tesouros públicos estão sem dinheiro. Com isso, atrasando o pagamento de funcionários e fornecedores.
Serviços públicos estão ou vão entrar em colapso.
No Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul, a crise já eclodiu. Com as sociedades locais e regionais exigindo que o Governo "quebrado" continue gastando.
A "gastança" de Dilma, tinha um suporte político: era necessário que o Estado gastasse mais para aumentar o volume dos pedágios destinados a sustentar o projeto de poder do PT.
Para manter gastos públicos elevados, transformou uma descoberta técnica na "salvação da pátria": o pré-sal.
E a "turma" foi gastando por conta.
As circunstâncias mudaram. As cotações internacionais do petróleo cairam, a Operação Lava-Jato desvendou o trilionário esquema do petezão, fazendo suspender os programas de investimentos da Petrobras e do pré-sal, o ajuste fiscal parcial desencadeou uma crise econômica lenta e prolongada, e os tesouros públicos estão sem dinheiro. Com isso, atrasando o pagamento de funcionários e fornecedores.
Serviços públicos estão ou vão entrar em colapso.
No Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul, a crise já eclodiu. Com as sociedades locais e regionais exigindo que o Governo "quebrado" continue gastando.
sexta-feira, 5 de agosto de 2016
A "Nova Ordem"
A
Operação Lava Jato, iniciada por investigações sobre
lavagem de dinheiro, chegou à Petrobras e deu partida a grandes mudanças no ambiente empresarial. Começou a instituição de uma "Nova Ordem".
O destemor, às vezes excessivo, do Juiz Sérgio Moro
incentivou outros juízes e procuradores a darem continuidade a processos que
anteriormente morriam, no meio do caminho.
Agora os processos correm no Rio de Janeiro, em Brasília, em
São Paulo, em Pernambuco e seguirão se ampliando sucessivamente.
A Lava Jato é apenas o começo de um processo que vai se
prolongar por muitos anos.
Algumas grandes mudanças estão presentes, embora nem todos
percebam, acostumados que estão com a “velha ordem”:
- Aceitar “mordida” é risco total:
Todo um conjunto de comportamentos, desde os mais simples
aos mais complexos, que eram absolutamente normais deixaram de ser:
- Vc não pode mais ter cartão de crédito da empresa para pagar o almoço de uma autoridade pública, mesmo que ele seja um velho amigo.
- Qualquer informação de autoridade – seja pública, como privada – tem que ser divulgada e compartilhada. Aplica-se, por exemplo, para empresa que tem ação na Bolsa de Valores.Se não for difundida é informação privilegiada e crime.
A “nova ordem” é comandada por grupos de juízes e
promotores, jovens de grande competência jurídica, mas com pouca ou nenhuma
experiência empresarial. Não sabem como funcionam as empresas. Assim
como se formulam e se praticam as estratégias empresariais e os mecanismos
reais de gestão.
Alguns tem formação complementar em cursos de administração,
onde aprenderam as teorias de gestão. Mas sem a vivência prática.
Pouco entendem, pouco conhecem, mas do que conhecem não
gostam.
Os seus princípios, conceitos, lógicas e prioridades não são
as mesmas dos empresários.
Os empresários ficam contrariados e até indignados com a ignorância e a incompreensão dos paladinos da nova ordem.
Mas tem que se curvar à realidade e perceber que eles estão
ganhando a guerra. Se ajustam ou correm o risco de debacle econômica e
financeira.
Eles estão ganhando a guerra porque estão atingindo o coração dos negócios da empresa, dentro do ambiente atual: não é a prisão, que é temporária e pode ser minimizada pela delação premiada. É a marca e reputação da empresa, afetando o valor das suas ações e os negócios futuros.
Qualquer prisão, ainda que temporária, provoca enormes perdas econômicas.
terça-feira, 31 de maio de 2016
Noites tenebrosas pela frente
A história aponta para noites tenebrosas no futuro próximo.
Estamos vivendo um período de democracia ditatorial dominada por um pensamento único: a preservação da Operação Lava Jato.
A sociedade apoia o Judiciário para que a operação brasileira não acabe como a italiana com a fuga dos envolvidos em corrupção, deixando de ser condenados. E anistia real. Perderam os cargos mas se livraram da prisão.
Na Itália levou à eleição de Berlusconi. Na Alemanha foi pior deu lugar a Hitler. Os países e o mundo levaram tempo para se livrar deles e conseguiram se recuperar.
O Brasil tem que se livrar da corja eleita democraticamente, pelo voto popular direto, mas que no poder se locupletam para se manter no poder e para benefícios pessoais.
É essencial, a sociedade toda exige, mas é preciso cuidar para que a pós-faxina, não seja ainda pior.
O ambiente é favorável a uma ditadura. Não será uma ditadura militar, mas uma ditadura democrática. Ou seja, um ditador eleito pelo povo e sustentado pelo apoio popular. É isso que o povo hoje quer. Quem poderá ser não sei.
Quem quer que seja, a história registra que os resultados serão desastrosos.
Estamos vivendo um período de democracia ditatorial dominada por um pensamento único: a preservação da Operação Lava Jato.
A sociedade apoia o Judiciário para que a operação brasileira não acabe como a italiana com a fuga dos envolvidos em corrupção, deixando de ser condenados. E anistia real. Perderam os cargos mas se livraram da prisão.
Na Itália levou à eleição de Berlusconi. Na Alemanha foi pior deu lugar a Hitler. Os países e o mundo levaram tempo para se livrar deles e conseguiram se recuperar.
O Brasil tem que se livrar da corja eleita democraticamente, pelo voto popular direto, mas que no poder se locupletam para se manter no poder e para benefícios pessoais.
É essencial, a sociedade toda exige, mas é preciso cuidar para que a pós-faxina, não seja ainda pior.
O ambiente é favorável a uma ditadura. Não será uma ditadura militar, mas uma ditadura democrática. Ou seja, um ditador eleito pelo povo e sustentado pelo apoio popular. É isso que o povo hoje quer. Quem poderá ser não sei.
Quem quer que seja, a história registra que os resultados serão desastrosos.
quinta-feira, 24 de março de 2016
Bomba com muita fumaça e pouco fogo
Uma lista capturada pela Operação Lava-Jato na residência de um Diretor da Odebrecht, amplamente alardeada pela mídia, como uma grande bomba, só é importante do ponto de vista humorístico, pelos codinomes dos políticos citados. O que a mídia pouco enfatiza são os pequenos valores, relacionados: 100,00, 80,00 e até 1,00. Seriam reais? dólares? De uma vez só, mensais?
Pelos nomes referem-se a campanhas eleitorais. O primeiro arquivo, das eleições municipais de 2012, começando com o "avião" codinome dado à deputada federal comunista, candidata à Prefeito derrotada por José Fortunati, que também está na lista. Ambos com a indicação 300,00. O que é isso? Seriam reais, com a unidade mil. Ou seja, seriam R$ 300.000,00. Ou então uma "esmolinha".
Quem pediu levou. Quem passou o chapéu ou o pires ganhou algumas notas ou moedinha. O candidato Jovino Cândido, candidato a Prefeito de Guarulhos, pelo PV, em 2012 tem a indicação de 1,00. Se for em real só dá uma moeda.
Essa lista não é do setor de Operações Estruturadas. Quando essa vier a público é que será um efetiva bomba. De efeitos devastadores no meio político.
Entre os impactos importantes está a campanha para Prefeito de 2016. Os que foram candidatos em 2012, receberam doações e podem ter as suas campanhas comprometidas.
Pelos nomes referem-se a campanhas eleitorais. O primeiro arquivo, das eleições municipais de 2012, começando com o "avião" codinome dado à deputada federal comunista, candidata à Prefeito derrotada por José Fortunati, que também está na lista. Ambos com a indicação 300,00. O que é isso? Seriam reais, com a unidade mil. Ou seja, seriam R$ 300.000,00. Ou então uma "esmolinha".
Quem pediu levou. Quem passou o chapéu ou o pires ganhou algumas notas ou moedinha. O candidato Jovino Cândido, candidato a Prefeito de Guarulhos, pelo PV, em 2012 tem a indicação de 1,00. Se for em real só dá uma moeda.
Essa lista não é do setor de Operações Estruturadas. Quando essa vier a público é que será um efetiva bomba. De efeitos devastadores no meio político.
Entre os impactos importantes está a campanha para Prefeito de 2016. Os que foram candidatos em 2012, receberam doações e podem ter as suas campanhas comprometidas.
quarta-feira, 16 de março de 2016
Semana quente
Traz de volta à superfície plataformas superfaturadas que acabaram afundando.
Mas o PT que sempre quis buscar nas gestões anteriores, principalmente do Governo FHC, a origem do petrolão, tem mais que se preocupar em apagar os incêndios causados pelo tsunami.
O mais imediato é o incêndio Mercadante que repetiu a mesma "besteira" de Delcídio de tentar barrar uma delação. E teve a tentativa gravada.
A permanência dele no Governo é um anteparo para evitar ou atrasar o avanço do incêndio sobre Dilma Rousseff, no episódio Pasadena. Ela sabia de tudo, sem dúvida. E Delcídio, o homem que sabe demais, sabe que ela sabia.
quarta-feira, 9 de março de 2016
As próximas etapas
Proferidas as sentenças da cúpula da Odebrecht a Operação Lava-Jato, encerra-se a etapa - na instância do Paraná - da condenação do segmento empresarial privado do ramo da construção pesada no esquema do petrolão.
O segmento político, com foro privilegiado, foge da alçada do Juiz Sérgio Moro e correrá no STF.
A força-tarefa de Curitiba já ingressou em nova etapa, focando o ramo do fornecimento de navios e plataformas, visando chegar ao suposto dirigente-mor do esquema. O que envolve elevada complexidade e impactos politicos.
A raiz das investigações da Operação Lava-Jato é a lavagem de dinheiro feito por um grupo de doleiros chefiado por Alberto Yousseff. Tem como tronco os crimes de corrupção, do qual saiu o principal galho: o esquema na Petrobras.
Outros galhos, já identificados estão sendo assumidos ou atribuidos a outras jurisdição.
Há todo um esforço para que com essa descentralização, as ações de Curitiba se atenham à Petrobras, tirando da alçada do Juiz Sérgio Moro, todos os demais esquema do "petezão".
O segmento político, com foro privilegiado, foge da alçada do Juiz Sérgio Moro e correrá no STF.
A força-tarefa de Curitiba já ingressou em nova etapa, focando o ramo do fornecimento de navios e plataformas, visando chegar ao suposto dirigente-mor do esquema. O que envolve elevada complexidade e impactos politicos.
A raiz das investigações da Operação Lava-Jato é a lavagem de dinheiro feito por um grupo de doleiros chefiado por Alberto Yousseff. Tem como tronco os crimes de corrupção, do qual saiu o principal galho: o esquema na Petrobras.
Outros galhos, já identificados estão sendo assumidos ou atribuidos a outras jurisdição.
Há todo um esforço para que com essa descentralização, as ações de Curitiba se atenham à Petrobras, tirando da alçada do Juiz Sérgio Moro, todos os demais esquema do "petezão".
sábado, 5 de março de 2016
Virar a seu favor
Lula, ontem conseguiu, mais uma vez o que queria. Ser o centro de atenção de um show de pirotecnia, por ele mesmo provocado, e sair como um grande perseguido por um sistema dominado pela elite (com exceção dos grandes empreiteiros que o financiam).
Como já não tem o apoio da maioria da população, resta-lhe aglutinar e assumir o comando do seu exército.
Ele não pode mais ficar descansando no sítio do seu amigo Bittar, em Atibaia, e esperar que Stedile, Boulos, Wagner e outros coloquem os seus batalhões em sua defesa. Ele precisa assumir pessoal e presencialmente o comando para uma guerra que ele imagina. A guerra existe, mas é diversa do que ele imagina ser. Não é contra os fins da ideologia, mas contra os meios espúrios adotados para alcançar os adequados e desejáveis fins.
Para manter a sua liderança, depois de 21 anos, terá que voltar a percorrer o Brasil, numa caravana da cidadania, para recuperar a sua liderança. Com a sua presença pessoal. Sem poder contar com os jatinhos e outras comodidades com as quais se acostumou. Terá que voltar às origens, para poder sobreviver.
Como já não tem o apoio da maioria da população, resta-lhe aglutinar e assumir o comando do seu exército.
Ele não pode mais ficar descansando no sítio do seu amigo Bittar, em Atibaia, e esperar que Stedile, Boulos, Wagner e outros coloquem os seus batalhões em sua defesa. Ele precisa assumir pessoal e presencialmente o comando para uma guerra que ele imagina. A guerra existe, mas é diversa do que ele imagina ser. Não é contra os fins da ideologia, mas contra os meios espúrios adotados para alcançar os adequados e desejáveis fins.
Para manter a sua liderança, depois de 21 anos, terá que voltar a percorrer o Brasil, numa caravana da cidadania, para recuperar a sua liderança. Com a sua presença pessoal. Sem poder contar com os jatinhos e outras comodidades com as quais se acostumou. Terá que voltar às origens, para poder sobreviver.
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