sexta-feira, 5 de agosto de 2016

A "Nova Ordem"

A Operação Lava Jato, iniciada por investigações sobre lavagem de dinheiro, chegou à Petrobras e deu partida a grandes mudanças no ambiente empresarial. Começou a instituição de uma "Nova Ordem".

O destemor, às vezes excessivo, do Juiz Sérgio Moro incentivou outros juízes e procuradores a darem continuidade a processos que anteriormente morriam, no meio do caminho.

Agora os processos correm no Rio de Janeiro, em Brasília, em São Paulo, em Pernambuco e seguirão se ampliando sucessivamente.


A Lava Jato é apenas o começo de um processo que vai se prolongar por muitos anos.



Algumas grandes mudanças estão presentes, embora nem todos percebam, acostumados que estão com a “velha ordem”:

  • Aceitar “mordida” é risco total:
Não importa a relevância da vítima. O Presidente do Bradesco virou réu de um processo apenas porque recebeu em sua sala, um “mordedor”. Mesmo não havendo provas de que teria pago a mordida.



Todo um conjunto de comportamentos, desde os mais simples aos mais complexos, que eram absolutamente normais  deixaram de ser:

  • Vc não pode mais ter cartão de crédito da empresa para pagar o almoço de uma  autoridade pública, mesmo que ele seja um velho amigo.

  • Qualquer informação de autoridade – seja pública, como privada – tem que ser divulgada e compartilhada. Aplica-se, por exemplo,  para empresa que tem ação na Bolsa de Valores.Se não for difundida é informação privilegiada e crime.


A “nova ordem” é comandada por grupos de juízes e promotores, jovens de grande competência jurídica, mas com pouca ou nenhuma experiência empresarial. Não sabem como funcionam as empresas. Assim como se formulam e se praticam as estratégias empresariais e os mecanismos reais de gestão.

Alguns tem formação complementar em cursos de administração, onde aprenderam as teorias de gestão. Mas sem a vivência prática.


Pouco entendem, pouco conhecem, mas do que conhecem não gostam. Os seus princípios, conceitos, lógicas e prioridades não são as mesmas dos empresários.


Os empresários ficam contrariados e até indignados com a ignorância e a incompreensão dos paladinos da nova ordem.

Mas tem que se curvar à realidade e perceber que eles estão ganhando a guerra. Se ajustam ou correm o risco de debacle econômica e financeira.


Eles estão ganhando a guerra porque estão atingindo o coração dos negócios da empresa, dentro do ambiente atual: não é a prisão, que é temporária e pode ser minimizada pela delação premiada. É a marca e reputação da empresa, afetando o valor das suas ações e os negócios futuros. 

Qualquer prisão, ainda que temporária, provoca enormes perdas econômicas. 


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