quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Filé com osso (2)


Se não há interesse do agente privado em assumir a exploração de um aeroporto regional deficitário, e não caberia usar o modelo "filé com osso", como comentamos ontem aqui, quais seriam as alternativas para ter e manter um aeroporto regional?

Apesar de ser uma pergunta errada, vamos tentar responder. 

A primeira é manter como serviço governamental, com a entidade operadora recebendo subsídios do Tesouro. É a situação atual, através da Infraero ou de aeroportos estaduais.

A segunda é através de subsídios diretos a um operador privado. O modelo é da concessão patrocinada, raramente utilizada na prática. 

A terceira é da concessão administrativa. Já praticada no Brasil. O aeroporto é outorgado a um operador privado, que realiza os investimentos na implantação ou melhoria do aeroporto, cuida da operação e ao longo do contrato recebe uma mesada. A mesada é fixa, e dependendo da sua gestão poderá auferir lucros ou ainda permanecer com prejuizos.

A quarta alternativa montada para expansão da rede de aeroportos regionais é a do investimento pelo Governo Federal e concessão da operação aos Governos Estaduais ou municipais. Está suspensa por carência de recursos do Governo Federal. 

A pergunta certa é: devem ser mantidos e operados aeroportos deficitários?

Ou a pergunta complementar: porque investir em aeroportos regionais sem movimento?

Um comentário:

  1. Minha dificuldade está em saber se faz sentido a existência de aeroportos deficitários, uma vez que parto do pressuposto de que não há companhias aéreas interessadas em pousar nesses lugares, quer por falta de passageiros, quer por falta de cargas.

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