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Mostrando postagens de 2019

Superar a visão monáruica

Tem solução para a crise Bolsonaro x PSL?
Tem, apesar de ser muito difícil.
A dificuldade está na natureza dos Bolsonaros, que se acreditam no poder ungido por Deus e não pelo povo. É uma visão monárquica.

Você está a meu favor ou contra mim?

O que leva a esse posicionamento. O fundamental: ganha ou perde.

Bolsonaro está convicto de que ganha a parada. Os que ficarem com ele, seriam agraciados. Os contrários sofreriam as penas da "traição".

Mas os contrários acham que o traidor é o próprio Bolsonaro, que vem abandonando sucessivamente os seus velhos companheiros e amigos. 

Primeiro, largou Bebianno, que foi fundamental para a sua eleição. Foi ele que costurou o arrendamento do PSL e articulou uma resistência no Norte, Nordeste, para que a diferença de votos a favor no PT na região não anulasse a vantagem do sul/sudeste.

Para ficar com filho Carlos, na desavença com Bebianno o descartou. Que educadamente se retirou, mas depois voltou  a artilharia contra o antigo amigo, acusando-o nã…

A monarquia abalada

Os filhos de Jair se consideram os príncipes herdeiros do Rei Bolsonaro ungido por Deus que determinou a 57 milhões de brasileiros votassem nele para dar legalidade da eleição. Como tal exigem que os súditos sigam a vassalagem que lhe é devida e querem que o pai elimine os desafetos que atrapalhem o seu exercício de poder. Na visão deles, os príncipes, nenhum dos 52 deputados federais e outros tantos deputados estaduais, 4 senadores, 4 governadores foram eleitos por si, mas por terem embarcado no navio de Bolsonaro, arrendado do PSL. Eduardo quer, porque quer, que eles mantenham fidelidade, obediência e disciplina ao papai Rei. Carlos conseguiu, logo no início do governo, afastar o principal articulador do processo que levou Jair ao Planalto. Educado e para não desgastar o amigo (ou ex-amigo) saiu em silencio, estabelecendo um período de carência, para se manifestar. O mesmo fez o ex-amigo General Santa Cruz. Eduardo quer tomar o comando do navio que foi devolvido ao seu dono, Luciano Bi…

E depois?

O Brasil está doente. O principal órgão é a economia, mas o cultural e o social também. O que o coloca em risco mais iminente é a economia e o médico-chefe Paulo Guedes está cuidando. O tratamento inicial, com a reforma da previdência está quase completo, mas ele já percebeu que não é suficiente. Já detetou que o problema subsequente maior não é a reforma tributária, mas a tal reforma administrativa. O foco não é a organização, tampouco os processos, como sempre foi tratada, mas os gastos com pessoal, com os servidores públicos.
Terá uma batalha árdua, tendo que enfrentar o fogo amigo, de dentro do Planalto, onde estão forças corporativistas de grande poder.
Completada a reforma da previdência, embora o Brasil, não esteja inteiramente curado, estará o suficientemente restabelecido para definir os seus rumos. 
Poderá persistir numa economia fechada, voltada para dentro, tentando reanimar o consumo e protegendo a sua produção, seja agrícola como industrial ou dos serviços. O Estado Brasile…
A semana política foi tomada por mais uma briguinha de família, mas que encobre uma disputa de poder dentro do movimento da direita que, em função das circunstâncias, conquistou a Presidência da República, sem base partidária, sem uma estruturação ideológica, que garanta a sua continuidade e consolidação. Essa se daria com a reeleição de Jair Bolsonaro em 2022, juntamente com a eleição de uma bancada parlamentar própria de pelo menos 1/3 da Câmara e outro tanto do Senado. Isto é 171 deputados federais e 27 Senadores. O PSL, o partido arrendado por Jair Bolsonaro, em 2018, saltou de 1, eleito em 2014, para 52, somando depois mais 2. Teria mais que triplicar o número de deputados federais. No Senado Federal, a tarefa é mais difícil, porque só estarão em disputa 27 cargos e o PFL teria que conquistar 24, para se somarem aos 3 atuais, com mandato até 2027. Uma nova e surpreendente onda poderia promover essa tsuanmi, ainda que pouco provável. A visão da direita é conservadora, o que é confund…

Partido de direita esfacelado

Jair Bolsonaro, junto com Gustavo Bebianno, para atender às condições legais da candidatura à Presidência, arrendou em comodato, o partido do seu velho companheiro de baixo clero da Câmara dos Deputados, Luciano Bivar, com a promessa de devolução depois das eleições, com as benfeitorias. Para Luciano Bivar, o “dono” do PSL foi o melhor negócio do mundo. Cedeu o partido e recebeu de volta o mesmo com 52 deputados federais, 4 senadores e o direito a cerca de 400 milhões de reais do Fundo Partidário, mais outros direitos vindouros. Vencido o contrato, Bivar retomou o partido e, no mesmo estilo de Jair, anunciou “aqui mando eu”, “os incomodados que se retirem”. Podem sair, com as mãos abanando, sem poder levar nada. Só o seu próprio cargo, isto é, a roupa do corpo, e nada mais. O dinheiro fica aqui. Os filhos, no entanto, acham que o partido é do pai que transformou e ampliou o partido nanico no segundo mais dentro da Câmara e querem tomar conta. Bivar e sua turma, não deixa. E com outra ame…

O agornegócio nas mãos dos intocáveis

A demissão de mais um general do Governo Bolsonaro, reflete a vitória de um segmento de bolsonaristas “desde criancinha” formado por grileiros, desmatadores, incendiários, pecuarista e agricultores, que avançam sobre a floresta amazônica, para geração de terras mais baratas. Há uma grande disponibilidade de terras onde já se avançou bastante, em passado recente, dentro do ciclo perverso, deixando áreas de pastagens degradadas disponíveis para a produção de agrícola. A expansão da produção de grãos, no Brasil, não precisa ampliar as fronteiras agrícolas, tampouco desmatar, mas como as terras disponíveis já estão mais caras, alguns produtores preferem as novas áreas, mais baratas, proporcionadas pelos grileiros. Como muitas dessas áreas não tem titulação regularizada, o que impede o acesso ao crédito rural subsidiado, pressionam pela sua regularização, com o apoio do seu líder, instalado dentro do Ministério da Agricultura, mas sempre presente do Palácio do Planalto. Como o General Corre…

Primeiro os meus

Os grupos de apoio de Jair Bolsonaro são específicos, ampliados ou generalizados pelos analistas e mídia.
O agronegócio, como um todo, não faz parte do grupo de apoio, mas aceitam ou toleram um subgrupo específico formado por produtores rurais, integrando uma cadeia de grileiros, desmatadores, incendiários e produtores, liderados por Naban Garcia. Ele não conseguiu o Ministério da Agricultura e Pecuária, em que o agronegócio moderno "emplacou" Teresa Cristina, mas ficou com a Secretaria de Assuntos Fundiários, para atender aos interesses daquele citado subgrupo, que apoiou - desde cedo - a candidatura de Jair Bolsonaro. 
As suas pretensões esbarram mais na resistência do Exército do que dos ambientalistas. Teria conseguido uma vitória, com a demissão do General João Carlos Jesus Correa da Presidência do INCRA. A razão estaria no atraso na titulação de terras da reforma agrária.
Como informa a colunista do Valor, Maria Cristina Fernandes, em 3 de outubro de 2019, a fritura do Ge…

Disruptura em 2020? (1)

As eleições municipais de 2016 já haviam indicado uma rejeição do eleitorado ao PT. O partido só conseguiu a eleição de Prefeito numa capital: em Rio Branco no Acre. Mas o eleito, Marcus Alexandre,  renunciou para se candidatar a Governador do Estado, em 2018, sendo substituído pela sua vice-Prefeita, Socorro Neri, do PSB.  Não obteve êxito em nenhuma capital do Nordeste. Em pelo menos 4 o vitorioso foi um candidato de partido de esquerda, mas não do PT. 
A rejeição nacional ao PT em 2018 foi mais ampla, embora tenha reagido no Nordeste, onde o seu candidato, Fernando Haddad, obteve mais votos que o seu opositor Jair Bolsonaro e teve eleito 4 Governadores (Wellington Dias, no Piaui, Camilo Santana, no Ceará, Rui Costa, na Bahia e Fátima Bezerra, no Rio Grande do Norte). Em 3 outros os eleitos foram de partidos coligados. 

A eleição presidencial de Jair Bolsonaro não representou apenas uma alternância de poder dentro do campo da esquerda, com a disputa entre PT e PSDB nas últimas seis el…

Tempestade em copo meio cheio

Os votos de sete dos 11 Ministros do STF a favor de um habeas corpus de gerentes da Petrobras, cuja defesa, alegou cerceamento do direito de defesa, por não terem oportunidade de apresentar suas alegações finais, posteriormente aos réus delatores desencadeou uma ruidosa movimentação na mídia dos “lava-jatistas” caracterizando os votos como o “fim da Operação Lava Jato”, contra os interesses predominantes da sociedade. Ainda que dependente de uma decisão final que definirá o seu alcance, não terá a repercussão trombeteada pelos lava-jatistas. A chamada Operação Lava-Jato é um conjunto de procedimento policial-judicial, em que mediante inovações processuais, determinou a prisão e condenação de grandes empresários, assim como de políticos decadentes. As inovações, processadas pelo Juiz Sérgio Moro, usando amplamente a prisão preventiva, para forçar delações e a concessão dessas promoveu uma Justiça mais rápida e condenatória de poderosos antes sempre escapantes de condenações, por sucessiv…

Refforma política

Uma reforma política é necessária, segundo a visão majoritária da sociedade organizada do sudeste brasileiro, é porque o sistema atual não promove a representação do povo brasileiro.
Essa premissa é falsa, porque os políticos eleitos em todo o Brasil representam efetivamente o conjunto da sua população. 
A visão de não representação, além de equivocada, é preconceituosa, porque a essa sociedade organizada não se vê representada pelos deputados que são eleitos em outras regiões, principalmente no nordeste e norte. Só que esses deputados federais eleitos, por exemplo no Maranhão, representam os interesses da sua população. 
O preconceito decorre de uma visão de que os políticos eleitos deveriam atender ao interesse nacional, que é formulado por esta sociedade organizada do sudeste brasileiro onde está a maioria da população com maior formação do país e tem os melhores índices de desenvolvimento econômico e social. 
O maior problema do sistema político brasileiro não é a representação do pov…

Chefia contestada

A transferência da ex-juiza Selma Arruda do PSL para o PODEMOS marca a estruturação do PSL como partido. O partido escolhido e arrendado por Jair Bolsonaro para dar suporte legal à sua campanha presidencial, foi devolvido ao seu dono, Luciano Bivar, engordado com mais de 50 deputados federais, 4 senadores e uma polpuda participação no Fundo Partidário tornando o PSL o partido mais rico entre todos. Bivar voltou à Presidencia do partido, junto com um mandato de deputado federal, mas manda muito pouco ou nada no partido, que na prática estava acéfalo. Alexandre Frota foi o primeiro a sair, por dissidência programática, ainda sem a disputa de poder que emergiu agora, mais claramente. Flávio Bolsonaro, quer assumir o comando do partido, para comandá-lo para as eleições de 2020, mas a sua pretensão é combatida por correligionários, pelas suas escolhas de pré-candidatos e pelos bolsonaristas como um todo por não ter a ficha “limpíssima”. A ex-juiza Selma, junto com o Major Olimpio tentaram con…

Espiral positiva

A economia funciona em círculo e a cada volta de 360° retorna ao mesmo ponto, mas em nível acima, igual ou abaixo do anterior.
No primeiro trimestre de 2019, a volta foi para baixo. Ao completar o círculo ficou 0,2 abaixo do anterior. Se no segundo trimestre o nível de retorno ficasse ainda mais baixo, segundo os economistas, o Brasil entraria em recessão técnica. 
Esses "terroristas técnicos" alardearam um temor que não se confirmou. A nova volta, agora no segundo trimestre de 2019, chegou ao mesmo ponto num nível ligeiramente superior: 0,4 %. Alívio geral.
Não há muitas explicações sobre como isso aconteceu a menos de suposições genéricas a partir de grandes eventos conhecidos (greve dos caminhoneiros em maio, junho de 2018, ruptura da barragem de Brumadinho, no ínicio de 2019). De resto, só análise de elevador, repetida por todos os especialistas e leigos: isso subiu, aquele desceu. Esse subiu muito, aquele subiu pouco. E daí?
Numa economia relativamente fechada, como a brasi…

Queimando oportunidades

Uma prática que ocorre todos os anos que poderia ficar restrita aos locais das ocorrências foi transformado em problema mundial, afetando todos os negócios do Brasil, em função das reações emocionais do Presidente Bolsonaro.
Em tudo o que o contraria ele vê como uma conspiração para derrubá-lo e reage com truculência verbal, acusando os que ele acha que são os conspiradores. É da sua personalidade.
As queimadas são prática comum dos produtores agrícolas como preparação de novas terras. Depois de grandes avanços na fronteira agrícola, até 2010, houve uma contenção, com o agronegócio buscando aumento da produção pela melhoria da produtividade.
Há muitas terras dentro do cerrado, degradadas que estão sendo utilizadas, dentro das fronteiras atuais não havendo necessidade de avançar sobre o bioma amazônico.
Mesmo nessas, os produtores usam o fogo para queima a mata remanescente para preparar o campo para a entrada das máquinas, além de produzir fertilizantes naturais, pelas cinzas.
Depois de su…

Popularidade sustentada

A mais recente pesquisa CNT/MDA mostra dados que podem ser interpretados segundo diversos ângulos, cada qual carregado de interesses. Jair Bolsonaro, assumidamente, governa para uma parte da sociedade, acreditando que essa parte represente o Brasil. Os vencidos tem que se submeter ao vencedor. Para ele o importante é manter o apoio fiel desse segmento, que representaria cerca de 1/3 da população e se manifesta ativamente nas redes sociais. A pesquisa mostra que a sua base que ainda acha o seu modo de governar ótimo ou bom. Na visão dele, ter até um pouco mais que o 1/3 indicaria que ele continua com alta popularidade e seguirá governando como vem feito. A pesquisa apontou 41% de aprovação. Já em relação ao Governo, os resultados são menos favoráveis. O percentual dos pesquisados que acham o governo ótimo e bom foi de 29 % abaixo de 33%. Mas para Jair Bolsonaro a presidência é uma coisa. Governo é outra coisa, onde ele não manda o quanto gostaria. Jair Bolsonaro está enfrentando uma tend…

Queimadas na Amazonia

Uma prática que ocorre todos os anos que poderia ficar restrita aos locais das ocorrências foi transformado em problema mundial, afetando todos os negócios do Brasil, em função das reações emocionais do Presidente Bolsonaro.
Em tudo o que o contraria ele vê como uma conspiração para derrubá-lo e reage com truculência verbal, acusando os que ele acha que são os conspiradores. É da sua personalidade.
As queimadas são prática comum dos produtores agrícolas como preparação de novas terras. Depois de grandes avanços na fronteira agrícola, até 2010, houve uma contenção, com o agronegócio buscando aumento da produção pela melhoria da produtividade.
Há muitas terras dentro do cerrado, degradadas que estão sendo utilizadas, dentro das fronteiras atuais não havendo necessidade de avançar sobre o bioma amazônico.
Mesmo nessas, os produtores usam o fogo para queima a mata remanescente para preparar o campo para a entrada das máquinas, além de produzir fertilizantes naturais, pelas cinzas.
Depois de su…

Aquecimento antes da partida

A largada da corrida presidencial ainda não foi iniciada, mas o aquecimento preparatório de muitos candidatos já começou. 
O mais avançado, que já vem quente, é Jair Bolsonaro para garantir o espaço da extrema direita, com o bolsonarismo. 
O outro extremo tem uma profusão de candidatos, em luta intestina. No PT, uma facção ainda mantém a esperança da candidatura Lula, outra trabalha com a candidatura de um Governador do Nordeste. 
O PSOL deverá insistir com Guilherme Boulos e o PCdoB mantém a expectativa de Flávio Dino, do Maranhão. 
A centro-esquerda tradicional já tem um candidato definido, Ciro Gomes e a sua candidatura deverá inibir qualquer iniciativa do PSB tradicional. 
Há um centro-esquerda renovador, que buscou maior independência em relação às direções partidárias, com a emergência de figuras novas.
O centro programático (ou ideológico) se diliuiu com a migração do PSDB para a centro-direita e foi tomado pelo "centrão". Esse sempre teve forças nas eleições parlamentares,…

Pessimismo

Se for acreditar nas projeções de Paulo Guedes e sua equipe, daqui a pouco faltarão trabalhadores para os milhões de empregos que serão gerados pela Reforma da Previdência, com a mini-reforma trabalhista e depois com as demais reformas estruturais. Os 3 milhões de empregos que estão sendo prometidos com a flexibilização do trabalho, nos domingos, serão permanentes ou temporários? Ou intermitentes? O carnaval do Rio de Janeiro, gera a cada ano, mais de 1 milhão de postos de trabalho, no Brasil, fora o que gera na China. Para tudo terminar na quarta-feira. Se somar o Carnaval da Bahia, do Recife e agora o de São Paulo, devem criar mais de 3 milhões de “empregos”. Atualmente com duração um pouco maior, mas não muito além da quarta-feira de cinzas. A ilusão da criação de empregos por grandes eventos é “um sonho de carnaval”. Estaria eu sendo pessimista e não vejo saída para o Brasil? Tenho recebido reclamações a respeito. Reitero que não. O Brasil tem saída e esta está na saída. Precisa faz…

Estratégia intuitiva e equivocada

A indicação do filho Eduardo para a Embaixada Brasileira em Washington faz parte de uma estratégia para fortalecer a direita no mundo e ter Eduardo como o líder sulamericano dessa direita. Não é uma estratégia estudada, mas intuitiva e baseada numa percepção equivocada de Bolsonaro de uma oportunidade histórica. Para ele a oportunidade está na vacância da Embaixada do Brasil nos EUA, no seu alinhamento irrestrito com Trump, na aparente simpatia deste com o pai e com o filho e do fato de que Eduardo completou a idade mínima. Para Jair, o momento é agora ou não se sabe quando. Talvez nunca. Só que a sua visão de oportunidade não coincide com a da sociedade e do Congresso. Não articula os apoios dentro do Congresso, por acreditar que a pressão popular será suficiente para convencer os parlamentares a votar a favor das suas propostas, uma vez que foi eleito pelo povo. É o vencedor. Mas esse mesmo povo elegeu 513 deputados federais e 54 Senadores, em 2018. Bolsonaro, com mais uma declaração i…

A vontade do Soberano submetida ao Senado Federal

O anúncio pelo Presidente Bolsonaro da indicação do filho Eduardo para a embaixada do Brasil nos EUA, decorre do voluntarismo do soberano, ou seria mais um ato de estratégia com o objetivo de alcançar a reeleição em 2022?
De qualquer forma é uma ação de alto risco, com grande probabilidade de ser impedida pelo Senado Federal. 
É percebida nos meios políticos como mais um ato despropositado do Presidente que, por ter sido eleito com 58 milhões de votos quer impor a sua vontade soberana, determinando ao Senado que homologue a sua decisão.
Mas Jair Bolsonaro não tem no Senado Federal uma base de apoio fiel, suficiente para aprovar o nome de Eduardo Bolsonaro, para Embaixador.
O Senado não quer aceitar ser submisso  e ser apenas um "carimbador" de decisões seja do Executivo, como da Câmara dos Deputados.

Somando os eleitos pelo PSL e os adeptos e aderentes de outros partidos, que estão nas bancadas de apoio, quando muito chegaria a 1/3, o que é insuficiente.
O partido de maior represe…

Uma vitória parlamentar

A Câmara dos Deputados, sob comando de Rodrigo Maia, assumiu plenamente a condução da Reforma da Previdência e aprovou o texto costurado pelo relator Samuel Moreira, sob sua coordenação,  com uma expressiva votação, 379 votos a favor, contra 131 votos e três ausências. Muito superior ao esperado, pelas contas mais otimistas dos favoráveis. 
Por outro lado, com votos contrários menor que o esperado pela oposição, 
Apenas um dos destaques foi votado e derrotado. A votação dos demais destaques foi transferida para amanhã, dia 11 de julho. 
Deverão seguir o costurado por Rodrigo Maia e resultar numa Reforma da Previdência desidratada, sem resolver, ao longo dos próximos dez anos, o problema do déficit fiscal.
Garantirá a sobrevivência orçamentária e financeira do Governo, mas não dará condições para o seu desenvolvimento. As despesas obrigatórias continuarão consumindo a quase totalidade da receita, não deixando margem para os investimentos públicos.
A reforma da previdência foi colocada pela …

Uma cultura de fofocas

A sociedade brasileira está propensa a dar maior atenção às fofocas, às "briguinhas" da política e fatos eventuais inusitados do que a questões estruturais de impacto nacional mais amplo. 
A viagem de Bolsonaro ao Japão, acabando por aceitar as imposições dos líderes europeus, para manter o respeito às questões ambientais, aos indígenas e ao trabalho decente, completando as negociações para o Acordo Comercial UE-Mercosul, tem amplas implicações futuras no seu Governo e para o Brasil.
Mas foi e ainda é ofuscado pelo episódio da prisão de um militar com 39kg de cocaina dentro do avião presidencial reserva. É uma questão policial, sem maior relevância nacional. Mas é destaque na mídia brasileira.
Mais que o noticiário sobre o acordo.  Este não é tema para "conversa de botequim".

O amanhã do Brasil está no seu agronegócio voltado para o mundo. Não mais numa indústria voltada para o mercado interno, protegido pelo Estado.

O grande sonho de Roberto Simonsen, ainda nos anos qu…

Gol no ´último minuto

JH rm 120 segundos

No último momento do jogo, o Brasil ganhou um gol histórico, gerando um saldo positivo do Governo Bolsonaro no seu primeiro semestre.
O acordo comercial União Européia - Mercosul, sempre foi visto pelo Brasil, como uma grande ameaça à sua industria e à soberania nacional, diante das imposições dos líderes europeus. 
Bolsonaro foi ao Japão, disposto a confrontar Merkel e Macron. Ficar junto com Trump e não confirmar do Acordo do Clima de Paris. Por insistência de Macri, cedeu.

Perdedor, obrigado a aceitar as imposições, percebeu o imenso presente que recebeu, contra a sua vontade.

Aproveitou, capturou e faturou: vendeu para a sociedade brasileira a derrota como uma grande vitória.

A economia brasileira só voltará a crescer ampliando o seu mercado
, produzindo e vendendo para todo o mundo. 

Faltava um "empurrão" objetivo para a mudança. E vencer as resistências à abertura da economia.

Com a divulgação dos grandes números do mercado europeu de 513 milhões de pessoas e…

Segurou a virada

Logo após os 100 dias, depois de uma queda na aprovação do Governo e na confiança do Presidente, mas ainda em vantagem, Bolsonaro tentou segurar ou evitar uma virada dos adversários.  

Afastou os que pretenderam tutelá-lo e adotou por decreto, uma série de medidas para cumprir as suas promessas de campanha, e se mostrar um efetivo Presidente.

"Fui eleito por 58 milhões de votos ". "aqui quem manda sou eu".  "Quem não gostar, peça para sair".

Os parlamentares foram também eleitos, no conjunto, com cerca de 100 milhões de votos e não podem ser demitidos por uma "canetada" do Presidente. Não são subordinados do Presidente e o tem contestado.

O Presidente tem perdido sucessivas derrotas no embate com o Congresso e voltou a buscar no apoio popular a força para o confronto.


A recente pesquisa do IBOPE, mostra que o Governo mantém o apoio da sua torcida.

Mas o Presidente, pessoalmente, está em baixa e seu prestígio passou de 46 pontos positivos no início do …

A legalidade no processo da suspeição de Moro na Lava-Jato (2)

Na questão da suspeição de Sérgio Moro no julgamento das ações da Operação Lava-Jato, a segunda turma do STF votou pela manutenção da prisão de Lula, não tomando conhecimento das supostas conversas entre o então Juiz Sérgio Moro e Daltan Dallagnol, mineradas por um suposto hacker, nos telefones daqueles e divulgadas pelo Jornalista Greenwald. 
O jornalista foi à Câmara dos Deputados, prometendo divulgar tudo. Não acrescentou nada, além das suas avaliações pessoais. 
Enfatizou a liberdade de imprensa e o direito de manter anônima a fonte. O que gera um efeito político e popular, mas não jurídico. Não há como comprovar a veracidade das conversas sem a entrega das respectivas fitas para as perícias oficiais. Sem isso não podem ser aceitas como provas válidas, nos julgamentos oficiais.

Gilmar Mendes pediu mais prazo para tentar demonstrar a validade legal das transcrições das conversas atribuidas a Sérgio Moro e Daltan Dallagnol. Sem essa comprovação o mais provável é que Celso de Melo, cons…