terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Estouro das bombas

Os parlamentares, congressistas também caracterizados simplesmente como políticos não são de Brasília, são do Brasil, eleitos - estadualmente - por todo o Brasil. E tem que prestar contas não só à sociedade organizada, mas também ao seu eleitorado que o elege. Se não fizer isso, não se reelege.

Tanto quando os parlamentares, os juizes das instâncias superiores do Judiciário "estão" em Brasília, oriundos de diversos Estados. 
Uma vez magistrado se tornam nacionais, mantendo apenas vínculos pessoais, mas não dependem da sociedade de origem para se manterem no cargo. Não dependem de serem reeleitos, indicados ou apoiados pelas sociedades regionais. Ficam mais sensíveis aos movimentos nacionais que se concentram nas grandes capitais e são difundidos pela mídia.
O Juiz do STF, Marco Aurélio Mello, acatou liminarmente representação do partido Rede, e afastou Renan Calheiros da Presidência do Senado. Atendeu aos pleitos dos movimentos de rua de 4 de dezembro, que pediram em uníssono "Fora Renan".

"Fora Renan" é página virada, mas o livro ainda continua. Virada a página, o próximo capítulo é curto. Jorge Viana do PT, assume a Presidência, só tem mandado até fevereiro de 2017. Daqui a apenas dois meses. 

Assume com dois "pepinos" ou "abacaxis" para descascar. O projeto anti-corrupção que se transformou em projeto de abuso de autoridade e a PEC 55 que determina o teto de gastos. 

O dilema maior de Jorge Viana é a PEC 55, já aprovada em primeira votação e com a segunda agendada para o dia 13 de dezembro. 

Qual será a reação dos Senadores?

E o povo? Voltará às ruas? Se for, será contra ou a favor da PEC 55?

E a economia? Se a PEC 55 for aprovada, pode ficar como está. Se não for aprovada, vai afundar ainda mais. 

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