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Brasil: uma categoria estatística

A consolidação estatística dos múltiplos dados da realidade, como a da apuração do Produto Interno Bruto (PIB), dá margem a simplificações e análises equivocadas sobre o que acontece realmente na economia brasileira.

Rigorosa e tecnicamente a economia brasileira esteve em recessão a partir do primeiro trimestre de 2015. Não só o índice global apresentou decréscimos sucessivos, como todos os setores integrantes tiveram decréscimos. 

A agropecuária teve altos e baixos. Saiu de uma recessão para uma retomada do crescimento que deverá seguir pelos dois trimestres seguintes em função da super-safra. Deverá fechar o ano com uma variação positiva superior a dois dígitos. E seu crescimento deverá sustentar, pelo menos a estabilidade da variação do PIB. O agronegócio, considerando toda a cadeia produtiva deverá promover a retomada do crescimento, contribuindo para o crescimento industrial, graças à agroindústria e o próprio comércio, pela irrigação de renda para as compras familiares. 

O setor que continua em recessão, é o de intermediação financeira. Acumula resultados negativos de -0,83% em 2015 e -2,76% em 2016. E já aumentou a evolução negativa no primeiro trimestre de 2017, para -3,44%.

Desconsiderando esse setor,  a economia brasileira não só saiu da recessão, como já superou o estágio da estagnação para a alcançar o de crescimento.

O que está freando um crescimento mais forte é o setor financeiro. O que pode ser interpretado como ruim, porque está afetando os resultados globais do PIB. Mas também pode ser interpretado como bom, uma vez que não estaria onerando os setores de produção material com os custos financeiros. 

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