sábado, 12 de setembro de 2015

Dilma por Dilma

A entrevista da Presidente Dilma Rousseff ao Valor Econômico revela a economista, com a sua análise  das circunstâncias. E como ela reage a essas: emocional e racionalmente. Com o coração e com a mente.

Os economistas gostam de fazer as suas analises e dizer o que o Governo deveria fazer. A economista Dilma, faz o diagnóstico dentro da sua interpretação pessoal, mas não diz o que o Governo deveria fazer. Diz o que fez, está fazendo ou pretende fazer.

Ao admitir que está em "fase confucionista"  mostra que não aderiu inteiramente à ortodoxia. A ortodoxia seria apenas uma concessão temporária para o retorno da alternativa desenvolvimentista. Deu indícios de que o tempo da ortodoxia estaria se esgotando.

Ela se coloca como uma gestora otimista, em que as "coisas vão dar certo" por que "tem que dar certo".

Ela confia no aumento das exportações, em função da desvalorização do real, em cerca de 50% e nos investimentos na infraestrutura, mediante concessões, pelo setor privado. Mas assume que esses não serão viáveis sem o financiamento público.

As exportações dos industrializados estão em queda, apesar do aumento do dolar.

Nas concessões, funciona a tal fase "confucionista": ela quer o investimento privado, mas submetido à gestão pública. O investidor privado não aceita e pouco participa. 

Ela pretende continuar governando com base em ilusões, que estão se esvaindo a cada momento afetados pelos fatos reais. A sua fase continua sendo confusionista.

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