quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Cenários dos próximos passos (7)

A classe média, como contingente eleitoral, é configurada como classe C.
É predominantemente urbana e alguns dos seus integrantes tem possibilidade de pagar planos privados de saúde, assim como a escola privada.
Através dos meios de comunicação passam a ter maior informação e consciência política, o que os leva a ver o interesse público "além de onde a vista alcança", mas fortemente influenciada pelas versões difundidas pela mídia.
Lula ainda mantém muitos votos dentro dessa classe, mas os perdeu em função das revelações de envolvimento com a corrupção. 
Não há uma distinção clara entre esquerda e direita, com uma grande confusão entre as dimensões econômicas e culturais (ou dos costumes).
Os cenários indicam uma forte dispersão dos votos, com nenhum dos candidatos conseguindo alcançar 20% dos votos entre o eleitorado dessa classe.

Na classe alta (A e B) há um importante contingente de pessoas que aderem à esquerda por "dever moral". Embora beneficiários reais da desigualdade da renda, se posicionam com um discurso contra essa e a favor da maior justiça social. 
Ainda são a favor de Lula, visto como o único que tem condições de promover uma redução da desigualdade. 
Mas estará dividida entre os múltiplos candidatos da esquerda, na época das eleições, sem dominância de Lula, como ocorreu em outras épocas.

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