A inaceitação de Joaquim Barbosa

Joaquim Barbosa não desistiu. Apenas não aceitou entrar no jogo para o qual foi convidado. Razão: "não é a minha praia!", ou "it's not my business". Provavelmente  refletiu "não é o meu mister".
Frustrou milhares de pessoas, mas se preservou e preservou o Brasil de uma futura crise. 
Ele teria até condições de ser eleito, numa onda de renovação, mas não teria condições de governar. Ele, inteligente e sagaz que é, percebeu e "recusou a manobra, sem se mostrar agastado". 
O jogo político é para profissionais. E a condição essencial, mas não suficiente. Ele precisa ser bom na matéria. Não é para amadores. Não é para novatos bem intencionados ou vaidosos. 
O Brasil tem dois colégios eleitorais: o nacional e o conjunto dos estaduais. O nacional elege o Presidente, os estaduais o Congresso. 
Não há no Brasil, nenhum partido capaz de eleger, concomitantemente, o Presidente e a maioria do Congresso. Esse ainda que por coligações.
Sem essa condição primária, qualquer Presidente - quem quer que seja - tem que negociar os apoios no Congresso, eleito pelos eleitores estaduais. 
Os colégios estaduais continuarão ainda elegendo os "fisiológicos", os "populistas", os "patrimonalistas" e as sua vertente corruptos.
Uma efetiva reforma política só ocorrerá com a total  mudança cultural dos colégios estaduais. Para os quais as cúpulas políticas e as elites nacionais não estão atentas. Talvez porque acham que depois "todos são compráveis". 
O que pode ser fato, mas só perpetua esse quadro perverso da política brasileira.

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