A opinião publicada na mobilidade urbana

Mobilidade Urbana

A opinião publicada tem posições política predominantemente "anti" e poucas proposições positivas. Não basta fazer campanhas anti-políticos atuais e defender a não reeleição dos atuais. 
As eleições continuarão. O Brasil precisa eleger 551 deputados federais, em grupos por Estado. São Paulo tem o maior número: 70 vagas.

Que novatos irão concorrer a essas vagas e com que discursos, com que propostas?

Se não houver novatos com discursos consistentes capazes de sensibilizar o eleitorado da opinião publicada esse irá anular o seu voto ou acabará votando nos mesmos veteranos. Qualquer que seja a opção, favorecerá a reeleição dos mesmos.

O discurso anti, principalmente anti-corrupção é necessário, mas insuficiente.

A alternativa do discurso propositivo seria a sensibilização do eleitor da opinião publicada pela sua dimensão de consumidor. 

Como colocado anteriormente, os temas principais seriam: uso do carro nas cidades, ensino privado e planos de saúde.

Mobilidade Urbana

O tema é mobilidade urbana, mas a opinião publicada se divide entre minorias tribais, barulhentas e maioria silenciosa, que não quer deixar de usar o carro.

O discurso genérico será a favor do transporte coletivo e dos modos alternativos não motorizados: a pé e bicicleta. Mas nas propostas específicas as medidas ainda serão voltadas para a melhoria de circulação dos carros.

A União tem poderes de regular o "desenvolvimento urbano", cabendo ao Congresso aprovar as leis devidas. 

O que tem prevalecido até agora são as perspectivas ilusórias de acabar com o carro, o que envolve grandes investimentos e medidas de longo prazo, mas não resolve os problemas de curto e médio prazos e poderá não resolver os de longo prazo, diante das mudanças tecnológicas.

A minoria barulhenta insistirá nas propostas alternativas. A maioria silenciosa poderá optar por proposições mais realistas.

As propostas alternativas beiram o "populismo", com promessas "chamativas" mas de efeitos escassos. Um exemplo específico é o programa de ciclofaixas em São Paulo, que são mantidos segundo uma perspectiva de longo prazo, mas de pouca efetividade.

As ciclo vias para promover a sua maior utilização, ao longo do tempo, tornar-se-ão um meio predominante de movimentação das pessoas no futuro?

Como os novatos irão se posicionar e que propostas poderão ter para sensibilizar "corações e mentes" da maioria silenciosa, favorável ao carro. Mas que não podem se manifestar em discursos explícitos porque o patrulhamento do "politicamente correto" não permite. 

João Dória, considerado com um dos politicos renovadores, não se posicionou contra as ciclovias, mas a sua proposta de "Acelera São Paulo", aumentando os limites de velocidade nas vias de São Paulo, foi um dos itens importantes para a sua eleição. 

O renovador foi ser politicamente correto. O crescimento e sustentação da candidatura Bolsonaro coloca em cheque essa visão. O politicamente incorreto é atacado como símbolo do "atraso", mas a inaceitação irrestrita do politicamente correto, pode emergir como novo, que seduz os eleitores, principalmente os jovens. Alguns ou muitos jovens não tem história para querer voltar ao passado. O que eles estão é de "saco cheio" com as restrições do politicamente correto e acabam aderindo a Bolsonaro. E agora também a Ciro Gomes.

Não se trata aqui de defender o "politicamente incorreto", mas levantar que, na questão da mobilidade urbana ser contra o carro ganha o voto da minoria ruidosa, a qual domina os meios de comunicação. Mas ser contra as restrições ao uso do carro, pode ganhar o voto da maioria silenciosa.

(cont)

  

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