O pensamento de Barbosa

O mercado está preocupado em identificar o pensamento de Joaquim Barbosa, em relação às questões que lhe dizem respeito. Aparentemente positiva. 
Qual seria a repercussão dessas posições diante do eleitorado pobre - que representa a maior parte - e não está focado nessas questões.
Seria Joaquim Barbosa, um candidato da elite? Um candidato que não vai olhar para os pobres? Ou vai ter discursos populistas, do tipo "vou acabar com a fome" ou "ninguém no meu governo vai passar fome"?
Saberá ele superar as visões restritas das comunidades, que não vão além do que a vista alcança? 
Há um ponto fundamental da visão de mundo de Joaquim Barbosa que tem um grande poder eleitoral: o combate geral à desigualdade. Não apenas a desigualdade econômica, foco da esquerda, mas a desigualdade de tratamento entre gêneros, entre raças, principalmente entre brancos e negros, entre hetero e homossexuais, entre diferentes religiões. 
Envolve tanto discriminações veladas, como preconceitos abertos.

Neste sentido, Joaquim Barbosa seria o principal herdeiro do Lulismo. A esquerda tradicional, mantém os conceitos de luta de classe e muitas vezes coloca as diferenças como confronto. 

A defesa da igualdade não é consenso, mas provavelmente tem mais adeptos a favor do que contra. O importante é que é um tema afeta o dia a dia de todos, inclusive ou principalmente do povão. 

Combater a desigualdade, em todas as dimensões: esse é o nome do jogo.

Joaquim Barbosa tem agenda para dialogar com o povão e das suas manifestações a respeito dependerá o seu sucesso ou insucesso. 

(cont)

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