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O que quer a ala militar do Governo? (3)

A estratégia econômica da ala militar poderia ser a de Augusto Pinochet, utilizada no Chile. Diversa da que foi adotada pelo regime militar brasileiro, durante a ditadura. 
Pinochet, entregou a condução econômica a um bando de "chicago boys", colegas ou contemporâneos de Paulo Guedes.
Bem sucedida, num primeiro momento, perdeu força e a equipe foi demitida pelo ditador, mas as bases de uma economia liberal, foram mantidas. Nem mesmo governos socialistas conseguiram mudar o modelo. 
O Chile, apesar de algumas crises conjunturais, ostenta um bom desempenho econômico, ao contrário da vizinha Argentina e do próprio Brasil. 

A superação do nacionalismo e do intervencionismo estatal, levou a economia do Chile, através da dinâmica do mercado privado, às suas vocações básicas, de supridor de matérias primas ou beneficiadas, e importador de produtos industrializados.

Além de um grande supridor mundial do minério de cobre, o Chile é um grande produtor e exportador de pescados, frutas, flores e madeira. Não esquecendo o vinho.
Especializou-se no que é competitivo mundialmente. 

É uma economia aberta, com mercado em todo o mundo. É predominantemente privada, com a atuação direta do Estado só no cobre, considerado pela sociedade chilena como patrimônio nacional. Similar ao pensamento dominante no Brasil em relação ao petróleo.

Jair Bolsonaro "inspirado" em Pinochet (a quem admira pessoalmente) agregou ao seu governo o principal mentor brasileiro da economia liberal. Mas não consegue controlar os seus impulsos e assumiu compromissos com grupos de apoiadores que tem posições contrárias ao projeto Guedes. 

O grupo militar que o apoiou e segue apoiando teria a mesma visão e tornou-se a principal guardiã dessa. Tenta conter os impulsos do Presidente que atrapalhem a política Guedes. 

Até onde e quando conseguirão?

(cont)



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