Os segmentos corporativos de domínio da esquerda

Os segmentos corporativos de domínio da esquerda
O PT começou com uma base de trabalhadores industriais, principalmente metalúrgicos. Essa base se fracionou, com vários sindicatos da categoria passando para o campo de outros partidos.

Mantendo a CUT como o seu braço sindical, o PT mantém o controle sobre três grandes categoria do setor de serviços: bancários, servidores públicos em geral e os professores, em particular. 

Os bancários formaram algumas da principais lideranças do PT (Gushiken, Berzoini e outros), mas pouco se renovou. A categoria não tem nenhum novato com grande evidência pública. 

Os servidores públicos, ainda apresenta alguma renovação, com novatos cujos discursos vão além da defesa corporativa da categoria. A oposição da EC do Teto de Gastos, assim com a resistência às mudanças na previdência pública, tem por fundamento a defesa da classe. No caso analisado da eleição para a Câmara Municipal de São Paulo, a única renovação a partir de uma servidora pública não tem por base principal a defesa corporativa, tampouco foi eleita pelo PT.

A categoria dos professores continua sendo uma base de formação de novas lideranças políticas. Além de sustentar a reeleição de vários dos seus representantes, tem apresentado alguma renovação. Porém nem todos pelo PT, como caso de Cláudio Fonseca, professor e ex-presidente do Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo, eleito pelo PPS.


Essas categorias profissionais ou corporações que tem sido base de formação de políticos de esquerda, apresentarão novatos como renovação política? Ou serão apenas novos nomes, defendendo as mesmas teses dos veteranos: a defesa corporativa.

(cont)




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