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Partidos sem poderes

As reuniões de Bolsonaro com os presidentes de partidos, confirmaram o que temos colocado aqui, no blog: eles não tem comando sobre as bases. 
Não tem como evitar dissensões de partidários e se tentar puní-los por infidelidade eles usarão essa tentativa para justificar a sua transferência para outro partido.
Não por outro motivo, não querem se comprometer em fechar questão em relação à votação da Reforma da Previdência. Podem se comprometer a orientar a favor mas liberarão cada um a votar "segundo a sua consciência". 
Traduzindo para o "despachantês", segundo o que for de melhor atendimento aos interesses dos seus eleitores, garantindo-lhe os votos para a reeleição. 
"Seus eleitores" não são todos os eleitores brasileiros, mas aqueles que votaram nele para deputado federal. 
Ao longo de mais de 30 anos, com a centralização dos recursos públicos nas mãos do Governo Federal, o "despachantismo" prosperou e tornou-se preponderante na Câmara Federal.
A isso se associou a facilidade de formação de partidos, com a proliferação dos mesmos e 
Muitos dos que são eleitos como despachantes, conseguem os votos pelas suas promessas de solução dos problemas mais prementes dos seus eleitores, com poucos recursos financeiros para as suas campanhas. 
Eles não dependem dos partidos para serem eleitos, seja da estrutura partidária ou dos fundos públicos por aqueles geridos e distribuidos. São os partidos que dependem dele.

A conversa de Bolsonaro com  os líderes partidários melhora o ambiente político, leva  à eventuais entendimentos sobre políticas públicas, mas não garante votos.

(cont)

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