Quem decide é o centrão, não o centro.

Quem decide é o Centrão, não o centro

As visões analíticas centradas nas eleições presidenciais, tiram o foco da realidade política. 
A visão centrada sobre o comportamento dos eleitores e daqueles que buscam diretamente o voto deles, mostra uma realidade distinta do que a mídia tem publicado para a opinião pública.
O principal indicador eleitoral é o voto para a Câmara Federal.

Os três principais partidos políticos brasileiros vem perdendo relevância, na formação da Câmara dos Deputados. É atualmente o principal polo político, o que torna o Presidente da República um refém. 
Quem quer que venha a ser o novo Presidente da República, dependerá de negociações - nem sempre republicanas - com o principal bloco ou categoria, formado por um conjunto de partidos pragmáticos. 
Muitos ainda confundem o programático com o pragmático. O chamado "centrão" é, essencialmente, pragmático, também caracterizado como fisiológico. 
A sua base eleitoral e força política decorre da visão limitada dos eleitores, cuja visão de mundo só vai até "onde a vista alcança". A visão de interesse público não vai além do interesse comunitário ou corporativo. 
O candidato ao legislativo assume o papel de despachante desses interesses ou representante dessas visões parciais e, com isso, conquistam "coração ou mente" dos beneficiados ou a serem beneficiados. E o voto deles.
Enquanto o programático tenta vender idéias e propostas de visões amplas que nem sempre são compreendidas pelo eleitor, o pragmático promete benefícios - a curto prazo - para melhorar a vida das pessoas dos seus "redutos eleitorais". 
A partir da conquista do voto do eleitor passa a influir na votação desse para os candidatos a outros cargos, principalmente para os cargos executivos com os quais deverão ou irão negociar as condições para atender às promessas feitas aos seus eleitores.
Formam um processo circular que obriga o candidato a Presidente ou a Governador a negociar com o programático, o apoio eleitoral. 
As negociações com os partidos não se centram mais em segundos de televisão, mas na base eleitoral, conquistada pelo próprio pragmatismo. O que os analistas, consideram com fisiológicos ou populistas.
Os programáticos não gostam, criticam, recusam - de início - mas acabam cedendo aos pragmáticos, porque tendem a serem derrotados pelo concorrente que aceita o acordo.
O novo Presidente da República não será do centro. Será o apoiado pelo "centrão". 

(cont)





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