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Afunilamento dos cenários Bolsoanaro

A mais nova crise política, iniciada por uma desavença entre o filho do Presidente, Carlos, e o Ministro Gustavo Bebianno, independentemente da repercussão popular, comprometeu o cenário "lua de mel prolongada". Na prática a lua de mel, nem chegou a começar. Era uma grande expectativa antes da posse. Os discursos da posse reforçaram a expectativa, mas os primeiro dias de governo, foram marcados por decepções (como o episódio de Davos), por ondas de violência no Ceará e por grandes tragédias, como a de Brumadinho.
A hospitalização de Jair Bolsonaro, para uma cirurgia programada, gerou um crise interna, promovida pelos filhos, que pressionaram para um retorno antecipado, contrariando ordens médicas, para minimizar o exercício da presidência pelo Vice, General Mourão.
A interferência dos filhos se agravou com o conflito entre o filho 02, Carlos, e o Ministro Bebianno, gerando uma crise política que está afetando as relação do Governo com o Congresso.
Uma aprovação fácil e de baixo custo da reforma previdenciária, assim como das medidas anticrime de Moro, baseada num forte e indiscutível apoio popular, pressionando o Congresso, ficou comprometida. 
O cenário tendencial que era de "lua de mel prolongada", passa a ser o de "lua de mel interrompida", com a retomada do amplo apoio popular, tem pouca probabilidade de ocorrência.
O cenário mais provável é da aprovação pelo Congresso da agenda governamental, mas não sem ampla e intensa negociação, com concessões políticas, nem sempre aceitas pela população.
Isto é, do cenário "relacionamento instável ou conturbado", mas beirando perigosamente o cenário frustração e desencanto.


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