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Uma equipe pífia

As manifestações do estilo autoritário e discriminatório do Presidente na composição da equipe de governo são os fatos da semana que poderão ter maiores repercussões futuras. 
Bolsonaro adota um modelo tradicional do "manda quem pode, obedece quem tem juízo". Quem não o tem e não segue as ordens é demitido. Não aceita a permanência de dissidentes.
A visão de Jair Bolsonaro não é apenas o "nós contra eles", mas entre os vencedores e os perdedores. 
Como foi vencedor com cerca de 57 milhões de votos, assume que pode montar o seu governo, com quem quiser, não sendo obrigado a dividir com ninguém. Mas dá preferência aos que apoiaram a sua eleição. E defenestra quem se opõe àqueles.

Levou vários generais ao Governo, mas lembrando-os que ele, como Presidente da República,  é o Comandante Supremo das Forças Armadas e, não titubeia, em demitir quem não segue as suas diretrizes ou ordens. 
Joaquim Levi foi levado a se demitir porque não entendeu a sua missão na Presidência do BNDES. 
O que Bolsonaro e sua turma querem é a abertura da tal "caixa preta" contendo os dados dos financiamentos a paises comunistas.
O que interessa é saber quem participou dos processos de aprovação. O objetivo é criminalizar os responsáveis e promover a sua demissão do Banco. E ainda as prisões de Luciano Coutinho, Guido Mantega e Dilma Rousseff. 

Não adianta buscar técnicos competentes para dirigir o BNDES. O que os bolsonaristas querem é destruir a resistência petista ainda dentro do BNDES, mesmo que para isso tenham que destruir todo o Banco. 

Esse modelo de gestão de Bolsonaro leva a formação de uma equipe de bajuladores, sem independência e sem iniciativas. Prefere a omissão do que errar por ação. Uma equipe burocratizada e despreparada para enfrentar as situações não rotineiras.
O resultado serão poucas entregas efetivas de serviços públicos pela máquina governamental. 
A solução dos graves problemas nacionais continuará sendo adiada.

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