sexta-feira, 7 de junho de 2019

O velho está morrendo e o novo nem foi gestado

A velha polítrica está morrendo, por inanição. A terminante recusa do Presidente Bolsonaro em aceitar e praticar o presidencialismo de coalizão a enfraquece, mas ela resiste e não quer morrer. 
O "velho está morrendo", mas o "novo ainda não nasceu". Nesse meio tempo o vácuo gera resistências, cria os seus monstros e sucessivas crises.
A nova política só pode nascer a partir de uma ampla eleição popular e essa só está prevista para 2022. 
O grande embate será entre os que tentarão reavivar o presidencialismo de coalizão, isto é, a velha política e os que buscarão completar a inflexão da trajetória histórica da política brasileira, elegendo uma nova política. 

O vácuo gera sucessivas crises, tentativas pontuais e artificiais para contê-las, mas sem sustentação.

A economia continuará "patinando" dentro da transição política entre o velho e o novo. Mas poderá se recuperar antes.
A "velha economia", que tem como principais pilares a ação econômica empresarial inteira ou predominantemente voltada para o mercado interno e protegida pelo Estado, também está sendo alvo de desconstrução, pelo domínio  dos liberais das autoridades econômicas do Estado.
Igualmente a resistência é enorme.
A "nova economia" não precisa esperar por 2022, até porque se não antecipar a sua predominância, a economia brasileira sobreviverá,  mas em estado vegetativo até lá. 
Numa linha de estagnação, com pequenos crescimentos alternados com pequenas quedas, sem uma recessão profunda, como a de 2015-16, mas também sem crescimento relevante.


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