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Cenários completados três meses (3)

Jair Bolsonaro, ainda no terceiro mês abriu mais uma frente de confronto, dessa vez com Rodrigo Maia.
Pressionado para assumir o comando efetivo pela aprovação da Reforma da Previdência, com a qual não concorda - em caráter pessoal - com vários pontos, abriu um "bate-boca" com Rodrigo Maia. Não gostou de ser cobrado pelo Presidente da Câmara e o acusou de representar a "velha política", pretendendo promover negociações com os deputados que ele, Bolsonaro, se recusa a fazer, seja por promessa de campanha, como por saber fazê-lo ou não ter disposição para tal. No linguajar bolsonarista, porque não "tem saco" para essas conversas com as lideranças partidárias que sempre o marginalizaram, ao longo de 28 de participação na Câmara. 
Maia que também não tem "papas na língua" tampouco leva desaforos para casa, retrucou e virou um "bate-boca" público, com perdas para ambos. Mas Maia manteve o apoio dos seus colegas de Câmara, enquanto Bolsonaro teve que rever a sua posição, voltando para trás, se retratar e se dispor a conversar com as lideranças partidárias o que passou a fazer no começo de abril.
Com a viagem já marcada para Israel arrefeceu o embate, mas definiu uma nova posição, com a disposição de conversar com as lideranças partidárias, mas sob desconfiança do mercado de que irá efetivamente assumir o comando da campanha para a aprovação da Reforma da Previdência. 

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