Ilusões numéricas

Nas eleições de 2018 aflorou uma perspectiva anunciada: a importância da internet, através das redes sociais no processo político.
Ganhou grande importância, mas foi e tem sido superdimensionada.
É verdade que "todo mundo" tem celular. Mas nem todos tem acesso aos aplicativos de informação política. E muitos dos que tem acesso, não acessam. Se há insistência, bloqueiam.
A campanha de Jair Bolsonaro ganhou fôlego com o uso da rede social, comandada pelo seu filho Carlos.
Jair Bolsonaro gostou da utilização do aplicativos de mensagem direta, pelo celular, inspirado por Donald Trump e passou a se relacionar diretamente com o seu público, com os seus seguidores. Depois de eleito, com "o seu eleitor".

Jair Bolsonaro, estimulado pelos seus filhos e áulicos palacianos, acredita que o público da rede social representa a totalidade da opinião pública. Que se tem o apoio majoritário dentro da rede, esse  e a posição da opinião pública, muito mais que as pesquisas de opinião feitas pelos institutos de pesquisa e outros, que teriam sempre, um viés de interesses.

Em função disso, Jair Bolsonaro acredita que mantém amplo apoio popular e que a mobilização através da rede irá convencer os parlamentares a votarem a favor das suas propostas.

Não acredita nas tradicionais articulações políticas com os lideres partidários, até porque não se sente a vontade nessas articulações. Não gosta e se o faz é por obrigação e sem convicção.

Sente-se mais à vontade teclando no celular ou no computador. 

(cont)




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