O inimigo agora não é mais o PT, mas o "centrão"

Para os bolsonaristas, tanto os radicais, como as ainda esperançosas - como algumas das minhas amigas - o adversário principal de Bolsonaro é o "centrão" que está travando - no Congresso - a reforma da previdência, assim como outras reformas propostas pelo Governo para mudar e salvar o Brasil. 
O PT é para elas é - sem dúvida - o grande culpado pela situação calamitosa em que estamos, deixando-os uma herança maldita.  Sem maior especificação, mas seguramente desastrosas que não dá para consertar a curto prazo. Afinal foram 13 anos de erros, na visão delas.
Temer até tentou consertar aluma coisa, mas não tinha base moral e apoio da população. Buscou o apoio do "centrão" e dividiu o Governo com ele.
Jair Bolsonaro foi eleito com grande base moral e apoio direto de 57 milhões de votos e se recusa a dividir o Governo com o centrão. Considerado um bando de "propineiros", voltados para interesses fisiológicos, sem preocupação com os interesses nacionais, segundo as bolsonaristas esperançosas. 
As lideranças bolsonaristas estão mobilizando os 57 milhões de eleitores, mais os adeptos posteriores, para irem às ruas para pressionar os deputados do centrão a votarem a favor das propostas do Governo. 
A lógica é simples: "nós ganhamos as eleições, nós temos o apoio popular. Se vocês não nos apoiarem serão rejeitados pelos nossos eleitores e não serão reeleitos. Portanto, bolsonaristas de todo o Brasil: nas ruas dia 26 de maio para pressionar o Centrão."
Se não der certo, com baixa mobilização, enfraquecerá mais ainda a posição de Jair Bolsonaro junto ao Congresso, aumentando a possibilidade do "impeachment". Ou a pressão para a renuncia.
Se der certo, com ampla mobilização popular, fortalecerá a permanência de Jair Bolsonaro na Presidência, mas não garantirá a aprovação da reforma de previdência e de outras reformas que ele pretende. O raciocínio dos deputados também é simples: "os eleitores que vão às ruas apoiar Bolsonaro são os mesmos que me apoiaram. Se Bolsonaro não me apoia ou é até contra mim, não só não levo o meu eleitorado para as ruas, como não os deixo ir. Vamos ver quem tem mais força. Se forem é porque foram com o meu apoio. Quero a compensação".

(cont)

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