Um novo clássico! Agora no Tapetão!

Um jogo complexo está sendo agora decidido no tapetão. Parece me que vermelho.
Em 2014 houve uma disputa eleitoral, essa no campo real, com os votos de cerca de 100 milhões de eleitores. Ganhou a chapa Dilma-Temer e a derrotada de Aécio pediu o cassação da diplomação alegando abuso de poder político e econômico.
Agora a decisão está em curso do Superior Tribunal Eleitoral, com uma substancial mudanças de lado. A chapa vencedora se cindiu. A Presidente eleita foi destituida do cargo, por impeachment, o Vice-Presidente assumiu, trazendo para junto de si, a chapa derrotada, formando um novo Governo. O PT, com Dilma, passou à oposição. 
O PT que venceu as eleições agora quer a cassação da chapa completa, para levar junto o Vice-Presidente Temer, mas quer preservar os direitos políticos de Dilma.
O PSDB que entrou com a ação, se pudesse, retiraria a ação e Michel Temer quer, pelo menos, que se separem as responsabilidades dos componentes da chapa.
Com todas essas mudanças, o julgamento que está sendo acompanhado ao vivo pelo televisão, é apenas um grande teatro, num primeiro momento, muito monótono, onde a disputa se transfere da disputa inicial PT/PMDB x PSDB para um confronto de protagonismos e vaidades entre Gilmar x Benjamin. 
Benjamin se preparou muito para não ser "esmagado" por Gilmar e passou incólume nos dois primeiro dias, com apoio de Luis Fux e do próprio Gilmar. Usou as argumentações anteriores do próprio Gilmar Mendes para embasar as suas colocações e conclusões. 
Montou tudo muito bem. Só cometeu um erro estratégico em justificar muito as suas ações com base no público e notório. Hoje se sabe que o público e notório corre o sério risco da "pos-verdade". Vai ser bombardeado por essa colocação, mas até pode ganhar nas preliminares. 
Armou-se bem, mas deixou flancos e vai levar gols no contra-ataque. Ou por bolas lançadas atrás do defensor. 
O jogo não vai acabar logo. Vai para a prorrogação e poderá ser definido nos pênaltis. 
Com as torcidas de cada lado. Apoiando um ou outro.
Com ampla repercussão pela mídia. 
E a opinião publicada, hoje, sabe mais os nomes dos juízes do tapetão do que dos jogadores. 
Mas será apenas mais um grande espetáculo efêmero, pouco inteligível, cheio de firulas jurídicas, como foi o julgamento do mensalão. 

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