sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Complexo de vira-lata

Se o Brasil adota medida que outros países já adotaram é considerado como atrasado. Se adota medida inusitada ou que poucos adotam, é jabuticaba.
Não se analisam as medidas ou mudanças em relação à realidade brasileira.

Como toda escolha tem vantagens e desvantagens. E essas, na maior parte dos casos, são baseadas em suposições. E nas lentes pessoais. 

O distritão é um mecanismo simples, em que o eleitor vota num candidato e esse, se estiver entre os mais votados da quota do Estado, estará eleito. Não ocorrerá a situação atual em que o eleitor vota num candidato e poderá estar elegendo outro. No sistema atual pode ser até de outro partido. 

Por outro lado, o Distritão promoveria um grande "desperdício" de votos. Hoje parte dos votos dos não eleitos, serve para "engordar" o quociente partidário, a partir do qual, candidatos fora dos mais votados se elegem. Esses não teriam qualquer valor no modelo do Distritão. Como não teriam num modelo distrital puro. Nesse cada distrito só elegeria um candidato. 

Em qualquer sistema eleitoral, votos dos derrotados são perdidos. Não são desperdiçados. 

Um desperdício efetivo, na comparação do sistema proporcional atual e o distritão é dos votos dos "campeões de votos" também caracterizado como "voto Tiririca" cujo excedente pessoal em relação ao quociente partidário, serve para eleger outros do mesmo partido ou coligação, mesmo não estando entre os mais votados. É a principal distorção apontada no sistema atual, que o distritão corrigiria. Resolve um problema e gera outros.

Um comentário:

  1. Bom dia, Jorge. Que outros problemas seriam gerados com o Distritão? Poderia enumerá-los?

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