segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Cenários dos próximos passos (4)

Mais uma vez a opção estará em trabalhar com a desinformação do eleitor ou trabalhar com a informação distorcida. O que levará a uma batalha de comunicações.

A versão de Lula/PT para esse eleitor pouco informado e com baixo grau de reflexão e avaliação, será de que Lula não é ladrão, que nada foi provado e ele não se enriqueceu: o triplex do Guarujá não é definitivamente dele. E que a condenação dele decorre de uma perseguição política da elite que, para evitar que ele volte, retome os programas sociais e tribute mais os ricos para pagar esses programas. 

Ele seria uma espécie de Robin Hood que tira dos ricos para dar aos pobres. A maioria da população, principalmente os mais jovens, não tem a menor idéia de quem seja Robin Hood, mas muitos podem aceitar a versão. E como ele tira ou quer tirar dos ricos esses o acusam de ladrão. Mas para os beneficiados ele seria um "bom ladrão", que distribui o produto aos mais necessitados. Sem se "enricar" pessoalmente.

Esse é o ponto crítico da batalha da comunicação. Ele ser o proprietário do triplex do Guarujá, do ponto de vista jurídico pode ser caracterizado comao lavagem de dinheiro. Do ponto de vista político seria um símbolo de enriquecimento pessoal. Nesse caso, ele não seria um "bom ladrão" que "rouba para nós", mas um mau ladrão que se beneficia pessoalmente.

Para o seu eleitorado ele ser ou não corrupto não é o mais importante. O que ele quer saber é se ele está "roubando para nós" ou "roubando para ele".

Lula tenta vender ao seu público que ele não é corrupto, que na linguagem deles não é ladrão. E que as condenações fazem parte de uma conspiração. Muitos acreditam nessa conversa. 

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