domingo, 17 de junho de 2018

Centrão e não o centro

Quem quer que venha a ser o novo Presidente da República, dependerá de negociações - nem sempre republicanas - com o principal bloco ou categoria, formado por um conjunto de partidos pragmáticos. 
Muitos ainda confundem o programático com o pragmático. O chamado "centrão" é, essencialmente, pragmático.
A sua base eleitoral e força política decorre da visão limitada dos eleitores, cuja visão de mundo só vai até "onde a vista alcança". A visão de interesse público não vai além do interesse comunitário ou corporativo. 
O candidato ao legislativo assume o papel de despachante desses interesses ou representante dessas visões parciais e, com isso, conquistam "coração ou mente" dos beneficiados ou a serem beneficiados. E o voto deles.
Enquanto o programático tenta vender idéias e propostas de visões amplas que nem sempre são compreendidas pelo eleitor, o pragmático promete benefícios - a curto prazo - para melhorar a vida das pessoas dos seus "redutos eleitorais". 

O novo Presidente da República não será do centro. Será o apoiado pelo "centrão". 

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