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Hoje é o futuro de ontem

"O futuro é hoje" é uma frase de efeito que pode nos levar a decisões e ações equivocadas.
De um lado a frase quer dizer que devemos hoje cuidar do futuro. Mas outros entendem que é gastar ou usufruir hoje o que seria uma renda ou benefício futuro.
Em torno disso o Brasil de hoje está pagando pelos erros de ontem. 
Estamos falando da economia brasileira que está "patinando" ao contrário do que há alguns anos prometiam lideranças nacionais, vislumbrando para este presente uma situação rósea ou azul e não cinzenta que estamos vivendo.
Melhoramos muito, vivemos melhor do que em épocas anteriores, mas temos a sensação de que podíamos estar melhor. E vem sempre aquela pergunta recorrente, a que "não quer se calar": onde erramos? 
Onde tomamos as decisões erradas, achando que estávamos fazendo certo?
Hoje, sempre achamos que estamos fazendo e decidindo certo, prometendo um futuro melhor. Quando o ontem se torna hoje, percebemos que não aconteceu aquilo que gostaríamos que acontecesse e nos fazemos a pergunta "onde foi que erramos?"
Tudo é uma questão de riscos: pode dar certo, pode não dar. Nunca há certezas absolutas em relação ao futuro. Não somos infalíveis.
Mas sempre achamos que devemos ser mais otimistas do que pessimistas e isso acaba turbando a visão realista.
Não podemos superestimar os problemas e obstáculos, mas também não podemos desprezá-los. Por outro lado não devemos subestimar os problemas e achar e dizer que tudo vai dar certo.
Os governos Lula e Dilma, assessorados por João Santana, adotaram a perspectiva de que antes deles, tudo foi errado e o que eles fizeram e querem fazer está certo ou vai dar certo. Ó Governo deve sempre mostrar uma face e uma perspectiva otimista.
Infelizmente, nem tudo deu certo e minou a credibilidade do país. 
O Brasil se precipitou nos anúncios de um futuro brilhante, com os anúncios das reservas de petróleo do pré-sal.
As reservas existem, ou pelo menos, segundo as melhores técnicas hoje disponíveis há comprovações da sua existência. Mas nem o Brasil, nem qualquer outro país dispõe de tecnologia para a sua extração, em condições econômicas.
O Brasil deveria avançar mais no domínio da tecnologia, antes de qualquer anúncio, mas lançou a novidade para esconder uma realidade: a queda da produção de petróleo, pela maturação dos poços mais antigos. 
Passou a discutir o modelo de exploração e suspendeu os leilões das áreas, criando uma descontinuidade perigosa para as empresas petrolíferas. E ainda precipitou uma disputa pelos royalties que ainda nem existem.
Enquanto isso os EUA com imensas reservas de xisto, trabalhou "mineiramente" isso é em silêncio, ou sem alardes, no desenvolvimento de tecnologias para viabilizar  a extração de gás e mesmo de petróleo, a custos inferiores ao dos atuais, em alto mar.
Enquanto isso no Brasil, as grande promessas do X, viraram fumaça ou pó. Nada ou pouco petróleo. Pode até estar nos padrões de insucesso,  porém o que se prometia era sucesso total. 
O Brasil já perdeu as oportunidades de continuar ampliando ou recuperando a produção do petróleo do pós-sal e está, agora, com más perspectivas em relação, ao pré-sal. O leilão dos campos de Libra, não será um fracasso total, mas também não será o sucesso que pretendia.




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