quarta-feira, 22 de outubro de 2014

A imagem do papel social dos Bancos Públicos

O PT, sob comando de Lula e, instrumentado por João Santana adota como principal estratégia de ataque o "nós" contra "vocês". E acua o adversário que é obrigado a aceitar o jogo e ficar na defensiva. 
Escolhe um tema em que tem impacto sobre o imaginário popular e cria as imagens positivas (a seu lado) e negativas (do adversário).
Em campanhas anteriores a tônica foi a privatização dos bancos públicos e da Petrobras. 
Desta vez os casos de corrupção da Petrobras enfraqueceram o uso dessa grande empresa no embate, embora não tenha saido do debate.
Permaneceu a questão dos bancos públicos, com "nós", o PT insistindo na imagem de que Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES atendem ao povo, enquanto "vocês" querem enfraquecê-los para favorecer os banqueiros privados. É o povo contra os ricos. E o Brasil contra os gananciosos banqueiros.

O risco do marketing focado na imagem é sempre um incidente, que pode ser pequeno, mas destroi toda uma construção imaginária.


O episódio de um empréstimo subsidiado do Banco do Brasil a uma conhecida "socialite" por ser frequente na televisão é explicável, mas o dano à imagem é enorme. Ainda mais quando cercado de um conjunto de fofocas sobre as relações pessoais (supostamente íntimas) entre a loiríssima perua e o Presidente do Banco do Brasil. Tem todos os ingredientes para aguçar o imaginário de muita gente que adora as fofocas sobre as celebridades.

A imagem da necessidade de fortalecer o papel dos Bancos oficiais para exercer funções sociais passa a ser vista como apoio às "colunas sociais".


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