terça-feira, 30 de maio de 2017

Renovação frustrada

Dentro da perspectiva de renovação política, uma esperança estava na geração hoje em torno dos 50 anos ou menos.

Entre eles estava um promissor político.

Filho de um industrial paranaense, veio estudar em São Paulo, na Escola de Administração de Empresas da FGV, onde estudaram muitos dos empresários e executivos que hoje comandam grandes empresas. Foi colega de vários deles e se destacou pelas suas atividades políticas, tendo sido eleito Presidente do Grêmio Acadêmico.

Retornando à empresa da família, mostrou-se inovador, lançando no Brasil a primeira barrinha de cereais, que ainda hoje é a principal marca do mercado: Nutry. 

Ingressou na carreira política, pelo estágio de participar de cargos de confiança dentro de gabinetes governamentais. Também uma carreira de "puxa-saquismo do chefe"

E abraçou os movimentos ambientalistas. Seus discursos e posições eram modernas. 

Lançou-se na disputa eleitoral, tendo conseguido se eleger deputado federal. Foi candidato derrotado ao Governo do Paraná e em 2014 não conseguiu ser eleito diretamente deputado federal, assumindo recentemente na vaga de Osmar Serraglio.  Continuou trabalhando em gabinetes políticos. O mais importante, sempre junto a Michel Temer, como Presidente da Câmara dos Deputados ou Vice-Presidente. 

Com tal currículo poderia vir a ser um "Macron brasileiro". 

Mas foi contaminado pelo vírus da corrupção e o seu destino mais provável é a "Prison".

Mais uma esperança de renovação política frustrada. 

E a manutenção do risco. Os jovens políticos que chegam cheio de ideais podem também acabar doentes, contaminados pelo esse terrível vírus. 

Como erradicar esse vírus é o grande desafio do país. O começo é reconhecer a sua existência e o processo de sua atuação. 

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