sábado, 18 de julho de 2015

Ato de desespero ou estratégia arriscada?

Eduardo Cunha está sob fogo cruzado, mas diversamente de outros políticos que procuram agir com moderação, ele sai ferozmente para o contra ataque.

Coloca a sua palavra, de um deputado federal e agora Presidente da Câmara conta a de um delator, que depois de omitir ou desmentir a sua participação em depoimentos privados o denuncia num evento aberto. 

Adota junto ao seu eleitorado (os mais de 500 deputados federais) a teoria do dominó. Caracteriza o que está ocorrendo como uma guerra de grupos sociais contra a classe política. E que ele é o anteparo para a preservação desta. Se ele cai a casa toda cai.  

No que ele está certo. A sociedade organizada não quer apenas a queda dele, mas de toda uma classe política apodrecida. 

Reforça com a teoria da conspiração. Quem quer derrubá-lo é o Executivo. Seria o antes ele do que ela. 
Se ela diz que não vair cair e vai lutar com unhas e dentes, agora o inimigo apareceu na liça, e como os gladiadores é ela ou eu. Alguém tem que morrer.

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