quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Por que são poucos sindicalistas no Congresso? (6)

A mistificação da produtividade da mão-de-obra

A análise econômica difundida pela mídia, dominada pela visão capitalista chamada de liberal ou néo-liberal (por razões teóricas) tem como foco a produtividade, que é a relação entre o uso de fatores (trabalho, equipamentos, terra e outros) e a produção obtida.

Defendem e difundem, com base nas teorias capitalistas que aprenderam no exterior, que o Brasil só se desenvolverá com o aumento da produtividade. E que para isso é preciso investir em inovação.

Mas o que eles escondem ou nem percebem é que atrás do conceito e índices de produtividade, está a redução do trabalho.

Partem do preconceito de que o trabalhador brasileiro é improdutivo e que com a redução dos contingentes de trabalhadores se obtém maior produtividade. 

O pressuposto é que com os ganhos de produtividade, através da redução do uso do trabalho e dos demais fatores, a produção brasileira se torna mais competitiva e poderia vender mais. O que é uma mistificação.

A produtividade e consequente competitividade não depende apenas do fator trabalho. É uma conjugação de fatores e cada qual não pode ser avaliado isoladamente.

Faltam no Congresso, lideranças sindicais para desmentir a mistificação do pensamento econômico predominante. Sem oposição torna-se hegemônico.

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