terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Tudo dentro do prometido

O anúncio feito pelo Ministro Levy sobre aumento de impostos não foi agradável, porém sem surpresas. Ninguém gosta de pagar mais impostos, mas a opinião publicada já estava mais que esperando. Estava exigindo, como prova de seriedade. O Governo não deveria recuar no propósito de ajudar as contas, ainda que com medidas dolorosas. 


Só Deus não ajudou. Depois do 1 x 7, seguindo de outros tantos vexames ele teria desistido de ser brasileiro. Aumentou um pouco mais o calor o que desencadeou um apagão. Para agravar a incompetência governamental.


E pegou o metrô, a linha 4, a mais moderna de São Paulo, o símbolo do serviço eficiente e sem falhas para as pessoas deixarem o carro em casa e usarem o transporte coletivo.

Ficou ainda uma incógnita. Ele abriu todo o seu saco de maldades ou vai lançar por partes? Segundo uma visão estratégica teria sido o pacote todo de 2015, mas que dependerá da reação dos demais agentes econômicos.


A maior preocupação é com o repique inflacionário, com o reajuste dos preços que os demais agentes vão fazer e as negociações trabalhistas. 


O  ajuste deverá ser feito com a estagnação econômica. Se houver um crescimento tópico da demanda, com compras preventivas, voltará a cultura inflacionária. Se o consumidor se conformar e aceitar que os tempos são outros, com um patamar de preços mais altos, mas que com isso a vida vai melhorar, os que aumentarem os preços correm o risco de não vender.


De toda forma haverá um aumento geral dos índices inflacionários e uma parada na economia.


Muitos sonhos pessoais vão se frustrar. 


Mas seriam os remédios amargos para acertar os rumos em direção ao crescimento.


O problema maior será dos movimentos sindicais para os reajustes salariais. 


Haverá muita mobilização, muitas greves, mas com poucas exceções os trabalhadores conseguirão reajustes acima da inflação.



O que estará em jogo será mais a manutenção dos empregos, do que os reajustes. O caso da Volkswagen foi uma amostra. 

O futuro da economia brasileira dependerá, como sempre, do comportamento do consumidor nacional.



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