segunda-feira, 20 de junho de 2016

Chegou a vez do outro lado

Corrupção nunca é unilateral ou uni partite. Envolve sempre duas partes, ambas corruptas.
O Governo  do PT sistematizou uma prática antiga, de uso restrito, organizando um mega esquema de corrupção, com o seu principal aliado político, o PMDB e ainda o PP, por ter sido o criador do novo modelo.
Por questões de foro jurídico e ação dos respectivos juízes, as ações de investigação correm mais celeremente em relação aos corruptos privados. E ainda seguem lentamente em relação aos corruptos públicos.

É natural que os políticos envolvidos busquem utilizar as suas forças políticas e as prerrogativas de legislar para buscar soluções legais para conter os avanços da Justiça contra eles. É uma reação de auto-defesa.
Porém o Ministério Público, com apoio de grande parte da sociedade organizada, ataca essas tentativas, com o argumento da "obstrução da justiça". O que deixa a Justiça Suprema Nacional de "saia justa", diante da precipitação  do Ministério Público. Este assumiu o papel de "justiceiro" e pressiona o Judiciário.

O julgamento mais importante será do povo. Não da sua parte menor que é a sociedade organizada. Mas de toda massa de eleitores que poderá se manifestar em 2018. 

Com grande diferença de amplitude. Lula (por enquanto) se concorrer à Presidência da República terá um julgamento nacional. Poderá ser plenamente absolvido com a sua eleição. Ou condenado - definitivamente - por decisão nacional dos eleitores.

Já Romero Jucá será julgado pelos eleitores de Roraima e poderá seguir no Senado por mais oito anos, ou como deputado federal. Para tristeza e revolta da sociedade organizada, principalmente a do sudeste.

Renan Calheiros  precisa um pouco mais de votos que Jucá, mas também será julgado popularmente por um Estado pequeno (em termos de eleitorado).

Essa característica do sistema eleitoral brasileiro faz com que a opinião publicada, a sociedade organizada reclame por condenação nacional de políticos regionais. Que, pelo menos, os tornem inelegíveis.

O eleitor paulista não aceita a livre e democrática decisão dos eleitores de outros Estados que elegem aqueles que ele condena.

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