sexta-feira, 17 de junho de 2016

Realidade urbana perversa

De 2001 a 2014 o Brasil produziu cerca de 20 milhões de habitações. Desses menos de 20% o foram pelo mercado formal. Os programas governamentais do tipo Minha Casa, Minha Vida, aparecem pela propaganda e por estarem concentradas em conjuntos habitacionais, mas representam menos que 10% do total.
A cidade, na prática, é construida pelas famílias e pequenos empreiteiros, com poupança própria e não pelas grandes empresas. Não contam nem com arquitetos registados no CAU, tampouco engenheiros registrados no sistema CONFEA/CREA.
A maior parte ocupa áreas periféricas sem infraestrutura ampliando as demandas por serviços de água, esgotos, eletricidade, telefonia, educação, saúde, segurança e outros serviços públicos. 
E desenvolvem um arquitetura e engenharia populares, sem o respaldo das técnicas modernas, mas que sobrevivem a essas. 
O grande desafio dos arquitetos e engenheiros formais é se incorporar nessa realidade e se adequar culturalmente aos padrões, visões e preferências populares. 

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