segunda-feira, 2 de março de 2020

Vírus das coisas (VoT)


Internet das coisas, conectando diretas as “coisas” entre si, independente da intervenção operacional do homem, é um dos principais propósitos das inovações tecnológicas do mundo.
Os vírus não se propagam através das coisas, mas eventuais paralizações de produção afetam as cadeias produtivas e os relacionamentos entre partes de produtos industriais de todo o mundo. Existe o vírus das coisas, que se espalha mundialmente.
O sistema produtivo mundial evoluiu no sentido da desagregação das cadeias produtiva por todo o mundo, com a concentração em alguns países da produção de partes específicas.
O vírus se espalha junto com a descentralização concentrada da produção industrial.
Diante da persistência do vírus cuja expansão estaria controlada na China, mas que já escapou para outros países, cabe indagar se o modelo de globalização que ora está implantada subsistirá ou será ajustada estruturalmente para garantir a segurança industrial?
Duas são as alternativas básicas: o tradicional nacionalismo, com os países buscando, cada qual, ser mais autossuficiente para atender ao seu mercado interno. É uma solução para o mercado interno, mas inadequada para as empresas que exportam. O exportador, deve ser também importador. Estará mais sujeita à insegurança industrial, mas com vantagem no aumento do faturamento e de escala de produção.
A alternativa está na descentralização com desconcentração, com diversos países produzindo o mesmo produto, por várias empresas, ou dentro de uma mesma corporação. Neste caso, uma mesma multinacional produz o mesmo produto em muitos países. Sacrifica a escala, mas ganha na segurança industrial.
A especialização produtiva num único país, tenderá a ser substituída pela diversidade de opções. Isso afetará o papel da indústria brasileira, dentro da globalização.

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