terça-feira, 17 de novembro de 2015

Marianinha contra os gigantes

Embora a barragem que rompeu seja da SAMARCO, a sociedade brasileira, com reflexo na internacional, "desconsiderou a pessoa jurídica"  e atribuiu a principal responsabilidade  à  VALE.

Num primeiro momento emergiram, com toda razão, os ambientalistas e seus adeptos, denunciando a maior tragédia ambiental brasileira.

Mas o impacto maior será sobre a economia brasileira, com reflexos sociais.

A posição mais radical leva à indenizações bilionárias, o fechamento de empresas, e a manutenção do minério de ferro debaixo da terra. 

O melhor seria deixar tanto do minério de ferro como o petróleo do pré-sal "quietos na natureza" e não pretendê-los transformar em riqueza. 

Outra menos radical seria uma produção com maiores custos para atender aos requisitos ambientais. O resultado pode ser o mesmo. 

Com custos maiores a exploração se tornaria não competitivo, no mercado internacional e deixaria de ser produzido no Brasil. 

Há excesso de oferta, há uma queda na demanda, em função da crise da cadeia produtiva do aço. O Brasil, principalmente através da Vale, ainda é o principal exportador, porque tem custos mais baixos. 

Se perder essa condição, perde mercado e posição.

Vencido o clima emocional  a sociedade brasileira terá que tomar uma opção e não deixar, simplesmente o seu barco ser levado pela corrente. 

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