segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Omissão orientada

Para os que conhecem a pessoa de Dilma Vana Rousseff , a sua personalidade e seu estilo, sabem que a atitude dela de aprovar uma decisão de compra de uma refinaria sem ter antes estudado é absolutamente improvável e quase impossível. Ela sempre foi "cdf", meticulosa e não ia a qualquer reunião sem pedir informações prévias e estudá-las, deixando mesmo de dormir para isso. Ela jamais iria aprovar uma medida, dentro do Conselho de Administração da Petrobras, sem tê-la analisada detalhadamente.

Desde a apresentação ao público da versão da "decisão com base numa relatório falho e incompleto" , coloquei aqui a única opção possível desse "ponto fora da curva". Ela foi orientada a "ficar fora disso". "Aprove conforme for apresentado" porque é de interesse maior: da Petrobras, do país e, principalmente, do PT". 

E quem teria essa autoridade sobre ela? Quem poderia orientá-la a "não se meter nisso".

O ex-advogado da Petrobras, agora afirmou que, ao analisar a operação, foi orientado a aceitar a minuta apresentada pela Astra e não propor redação alternativa. Ao se recusar, foi afastado e o parecer que ficou no processo não foi o dele

Quem o orientou? E de quem  o diretor que o orientou foi orientado a aprovar, conforme montado pela outra parte?

A prisão do Senador Delcídio do Amaral, pela tentativa de evitar que, na delação premiada, Cerveró contasse a verdade ou uma versão plausível da participação de Dilma na decisão e a reação do Planalto, indica que só restou a esse uma alternativa. Negar e torcer para que Delcídio não opte pela delação premiada. 

A probabilidade do impeachment de Dilma, que havia caído  voltou a subir.   Ela vai conseguir passar as festas de 2015/16 no Alvorada, mas sem comemorar. Ou comemorar como as grandes e últimas.

(ver a íntegra na coluna artigos)

Um comentário:

  1. As duas publicações são iguais. Achei que na coluna "Artigos" teria continuação da matéria.

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